O Borknagar estará vindo pela primeira vez ao Brasil neste mês de Março, para duas apresentações no país (São Paulo e Rio de Janeiro), além de uma serie de datas pela America Latina.

Para falar destes shows, realizei esta entrevista com o guitarrista Oystein Garnes Brun, fundador da banda e gente boa, onde o mesmo fala sobre sua expectativa para essa turnê, o passado e o futuro da banda e manda um recado aos fãs brasileiros. Confira…

 

Vicente – Vocês estarão tocando no Brasil agora em março. O que vocês esperam destes shows? E o que os fãs daqui podem esperar do Borknagar?

Øystein: Bem, é a nossa primeira vez tocando no Brasil, então eu não tenho certeza do que esperar. Mas temos um grupo de fãs bastante dedicados, tanto no Brasil como no resto da América do Sul, então acredito que teremos alguma ação, por assim dizer. Pelo menos os fãs podem esperar um desempenho apaixonado, com uma perfeita seleção de nossa história musical.

Vicente – Você já tiveram a oportunidade de tocar em muitos países no mundo nos últimos anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para os artistas, especialmente para o Borknagar?

Øystein: Para o BORKNAGAR, as coisas estão definitivamente melhores, principalmente nos últimos dois anos. “Winter Thrice” tem feito um grande sucesso e temos recebido pedidos a todo instante para tocarmos em festivais e turnês pelo mundo. Portanto, não podemos reclamar, de maneira alguma.

Vicente – Vocês lançaram no ano passado “Winter Thrice”. Como foi a gravação e composição deste álbum?

Øystein: Tudo relacionado a este álbum foi ótimo, e também as composições e gravações. Eu diria que a química dentro da banda hoje em dia é realmente ótima – e com isso há muita criatividade. Atualmente estamos escrevendo músicas para o próximo álbum e estamos realmente “surfando” na mesma atmosfera agradável, de Urd e Winter Thrice, que é muito importante para o processo criativo. Então, estamos ansiosos para fazer as coisas acontecerem, seja tocando ao vivo ou fazendo músicas novas.

Vicente – O álbum tem uma das melhores capas dos últimos anos. Como vocês chegaram a essa arte?

Øystein: Bem, a capa foi feita pelo brasileiro Marcelo Vasco, então ele realmente merece a maior parte dos créditos por essa capa. Mas assim dizendo, temos sido bons amigos já há um longo tempo e trabalhamos em vários projetos juntos ao longo dos anos, então tivemos essa discussão usual sobre as idéias de capa. Mas no final do dia, Marcelo fez o trabalho e assim o fez brilhantemente.

Vicente – A música do Borknagar “transita” entre o Black Metal e o Progressive naturalmente. Como é juntar estes dois extremos para trazer vida ao som característico da banda?

Øystein: Uma ótima pergunta, a qual eu não tenho certeza se tenho alguma resposta adequada para ela. Eu tenho feito isso, compor música, desde que eu era um adolescente e ao longo dos anos eu acho que evoluí minha própria mistura de estilos. Eu realmente não cheguei a refletir mais sobre isso, eu só faço as minhas coisas.

Vicente – “Winter Thrice” também se tornou um ótimo vídeo. Como foi a gravação deste clipe?

Øystein: Essa foi realmente uma grande experiência. Uma filmagem verdadeiramente profissional, uma ótima equipe, um lugar incrível e por último, mas não menos importante, foi uma honra trazer o nosso bom e velho amigo Kristoffer “Garm” Rygg. Uma grande sessão criativa, que será lembrada por um longo tempo.

Vicente – E planos para o futuro da banda. Talvez um novo álbum em breve?

Øystein: Sim, na verdade eu estou escrevendo material novo agora, praticamente enquanto nos falamos. Eu tenho os esboços de um monte de músicas e é realmente bom estar de volta ao processo criativo das coisas. É aqui que eu pertenço. Mas o lançamento levará pelo menos um ano, pois nós não queremos apressar as coisas.

Vicente – Como vai a cena Rock / Metal na Noruega e na Europa?

Øystein: A cena parece mais saudável do que nunca. Há montes de festivais pelo continente e novas bandas surgindo todos os dias. Assim, o espírito do metal está vivo e arrasando aqui na Europa, bem como na Noruega.

Vicente – Por favor, em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Enslaved – Eu realmente gosto do álbum “Frost” atualmente, mas não escutei a banda desde então.

Black Sabbath – Eles definitivamente têm algumas músicas clássicas em sua época de ouro, mas o Sabbath nunca me cativou o suficiente para ser um fã.

Venom – medíocre no seu melhor.

Amorphis – Adorava a banda no passado.

Rush– Pioneiros!

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que adoram o som da banda e queiram saber muito mais sobre o Borknagar

Øystein: Vicente, obrigado pelo apoio! Em cerca de duas semanas vamos para a nossa primeira turnê na América Latina, tocamos tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro. Espero ver todos vocês lá – vamos escrever alguma história no metal! Felicidades!