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Vou começar essa resenha de forma diferente, justamente parabenizando a todos os envolvidos pela belíssima capa e toda a produção exemplar de “Bleeding Hate”, uma amostra de quão bom pode ser nosso material não apenas sonora, mas visualmente mesmo. Um caso de “amor” a primeira vista.

Mas obviamente que, se o som da banda paranaense não tivesse a mesma qualidade, esses detalhes não conseguiriam salvar o resultado final. E felizmente o quarteto curitibano sabe muito bem como vencer um jogo.

Uma breve introdução e a violência começa com “Army of the Dead”, um verdadeiro petardo Death Metal que não deixa pedra sobre pedra. Violência sonora que se mantém em “The Fable of Salvation”, com a tradicional letra Death e surpreendentes melodias surgindo no decorrer da música. “World Khaos” tem um inicio marcante e participação especial de Mano Mutilated nos vocais, mais um grande destaque de “Bleeding Hate”.

A faixa-título possui um peso absurdo, apesar de mais cadenciada, e um ótimo solo de guitarra que casou com o ritmo menos acelerado. Uma música nota 10. “The Last Words” trazem vocais mais variados, e parece um pouco com o que o Paradise Lost fazia em seus primeiros anos. “Holy Lies” tem alguns riffs e solos mais voltados para o Thrash Metal, apesar das letras não negarem o lado Death Metal do Division Hell.

A instrumental “Bleak” dá uma chance para o ouvinte respirar um pouco, já que investe mais na melodia, mas esse fôlego novo mal agüenta as últimas duas faixas do disco, “Waiting For the Exact Time”, típica faixa Death Metal, e que também conta com ótimos solos de guitarra e alguns riffs a la Cannibal Corpse, e “Crossing the Line”, que também investe mais no peso que na velocidade, tendo novamente alguns saudáveis elementos mais voltados para o Thrash Metal.

Talvez um pequeno senão de “Bleeding Hate” (para não dizer que é tudo perfeição), e é uma culpa que nem sequer pode ser atribuída a banda, visto ser um problema recorrente em bandas de Metal nacionais, é que o disco foi gravado entre 2012-2015, um longo período que não traz uma grande uniformidade as músicas, fazendo com que as mesmas funcionem mais de forma separadas que como um disco. Mas se esse for o ponto fraco de “Bleeding Hate”, fica a certeza que o resultado final é muito bom…

 

Nota: 8,5

Formação:

Ubour (Guitarra/Vocal)
Renato Rieche (Guitarra)
Hernan Borges (Baixo)
Eduardo Oliveira (Bateria)
9 Faixas – 40:34

Tracklist:

1 – Army Of The Dead
2 – The Fable Of Salvation
3 – World Khaos
4 – Bleeding Hate
5 – The Last Words
6 – Holy Lies
7 – Bleak (Instrumental)
8 – Waiting For The Exact Time
9 – Crossing The Line