Capa-Primator-Involution

Sempre é complicado resenhar um disco que durante toda a audição tem algo que te incomoda, algo que parece não se encaixar ao som, e isso aconteceu neste que é o primeiro disco desta banda paulista.

A banda possui um instrumental empolgante em quase todas as faixas, mostrando serem músicos capacitados, mas tudo fica meio complicado quando o vocalista Rodrigo Sinopoli resolve encarnar o Detonator, além de alongar as vocalizações em demasia na maioria das faixas. Isso acaba fazendo com que as mesmas soem às vezes meio repetitivas nas partes vocalizadas, o que não acontece no instrumental. Fique claro que isso não se trata de simples e dura critica a voz dele, pois quando tenta soar mais agressivo fica legal, sem contar que algumas vezes parecer soar um pouco com o ótimo vocalista ex-Candlemass Messiah Marcolin, em outras com Geoff Tate, mas parece que em “Involution” a coisa não funcionou da maneira que deveria.

Um exemplo de quando tudo corre bem é no refrão de “Deadland”, que ficou bem bacana e deve funcionar muito bem ao vivo, e também em “Caroline”, onde seu vocal se encontrou legal com a letra e a proposta da música. Já quando resolve exagerar, como em “Primator”, tudo pode se tornar meio cansativo.

A primeira faixa, “Primator”, tem um ótimo solo de guitarra de Marco Dassié, e “Flames of Hades” é uma música sensacional, daquelas que dá prazer de se escutar e com novo grande trabalho de Marco e do baterista Alexandre Oliveira. Outra que temos o dever de deixarmos rolando várias e várias vezes é “Black Tormentor”, onde temos as clássicas “guitarras duplas”, marca registrada do Heavy Metal tradicional. “Let me Live Again” parece sofrer de um transtorno bipolar, pois consegue oscilar entre a beleza e a estranheza durante toda sua duração, apesar do (novamente) ótimo solo de guitarra. “Face the Death” é a mais pesada em “Involution”, grande música apesar de mais alguns exageros. “Praying for Nothing” é outra que acerta, com seu peso mais cadenciado. E a faixa-titulo “Involution” põe fim a tudo, talvez a que melhor represente a banda em uma simples audição.

No final, não há como dizer que “Involution” seja um disco fraco, pois não seria verdade, já que o mesmo possui muito mais acertos que erros. E acredito que, num segundo lançamento, esses excessos com certeza serão corrigidos e assim teremos uma nova banda a alegrar os fãs do Heavy Metal tradicional.

Nota: 7,5

Formação

Rodrigo Sinopoli​ (Vocal)
Márcio Dassié​ (Guitarra)
Diego Lima (Guitarra)
André​ dos Anjos (Baixo)
Alexandre Oliveira (Bateria)

 

10 Faixas – 48:24

Tracklist:

1 – Primator
2 – Deadland
3 – Flames Of Hades
4 – Caroline
5 – Black Tormentor
6 – Let Me Live Again
7 – Face The Death
8 – Erase The Rainbow
9 – Praying For Nothing
10 – Involution