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Confesso que até hoje acho injusto que, dois irmãos que fundaram uma banda estejam fazendo sua carreira longe dela, mesmo que seja por vontade própria. Mas controvérsias a parte, a verdade é que o Cavalera Conspiracy firma seu nome no mundo da música pesada, agora ainda mais solidificado com seu terceiro disco, “Pandemonium”, lançado em 2014. Para falar sobre este álbum, realizei esta rápida entrevista com o baterista Iggor Cavalera. Confiram…

 

Vicente – A banda lançou ao final de 2014 seu terceiro disco “Pandemonium”. Como foi a gravação e a composição do disco?

Iggor Cavalera – Gravamos em Phoenix com o engenheiro de som John Grey, a composição foi exatamente igual a dos dois primeiros albums do Cavalera Conspiracy

Vicente – Logo em uma primeira audição vemos que a gravação de “Pandemonium” ficou bem “na cara”, um som mais cru e agressivo. Essa foi a intenção desde o inicio da produção do disco?

Iggor Cavalera – Sim, buscamos um som mais “lo-fi”, sem muita frescura.

Vicente – Eu diria que o disco traz um som mais variado que “Inflikted” e “Black Force Trauma”, vide músicas como “Bonzai Kamikazee”, “Not Losing the Edge” e “Deus Ex-Machina”, concorda?

Iggor Cavalera – Sim, acredito que nesse disco temos uma variedade maior de ritmos do que nos álbuns anteriores.

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Vicente – “Pandemonium” “traz também duas músicas com titulo em português, “Cramunhão” (a minha preferida) e Porra. Fale-nos um pouco sobre estas faixas em especial.

Iggor Cavalera – Cramunhão foi baseada na arte do Stephan Doitshcnoff, que também fez a capa do disco, porra é um típico lado B…

Vicente – Qual a razão da escolha deste nome para o disco? E com relação a capa, como nasceu a ideia, visto que é diferente do que normalmente vemos no estilo.

Iggor Cavalera – a ideia foi de mostrar um futuro caótico, que vem do passado.

Vicente – A primeira vez que vi vocês se apresentarem foi há 20 anos atrás, em 1994 no Gigantinho em Porto Alegre (o tempo passa…) em uma turnê conjunta Sepultura/Ramones. Quais as lembranças daqueles shows?

Iggor Cavalera – Foi uma das tours mais legais que já fizemos, na minha opinião os Ramones são muito mais fodas que os Rolling Stones. Foi uma honra dividir o palco com eles.

Vicente – Lembro que muitas pessoas iam somente para ver os Ramones, mas quando começava o show de vocês eles enlouqueciam até mesmo mais que no show dos americanos.

Iggor Cavalera – Sim , foi uma turnê memorável .

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Vicente – Faz mais de trinta anos que começou na música. Imaginava estar ainda na ativa, e ainda com toda a relevância que possui, após todo esse tempo?

Iggor Cavalera – Sinceramente, não tinha a mínima ideia.

 

Vicente – Em poucas palavras, o que acha das seguintes bandas:

Korzus: pioneiros do metal no brasil

Black Sabbath: no Bill, no Sabbath

Motorhead: Ace of Spades forever!!!

Dead Kennedys: a banda mais inovadora do punk de todos os tempos.

Pantera: Great times com esses caras.

Vicente – Uma mensagem para os fãs que curtem o trabalho do Cavalera Conspiracy e para aqueles que acompanham toda a sua carreira. 

Iggor Cavalera – keep rocking!!!!