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A banda paulista Chaos Synopsis lançou em 2013 um dos melhores discos de metal mais extremo do referido ano, uma compilação de assassinos seriais e peso absurdo. E a banda já prepara para os próximos dias o lançamento de seu novo álbum “Seasons of Red”, que promete manter o elevado nível já demonstrado anteriormente. Para falar sobre o passado e futuro da banda, realizei esta entrevista com o baixista/vocalista Jairo Vaz Neto. Confiram e preparem-se, pois “Seasons of Red” está para chegar…

 

 

Vicente – Inicialmente, qual a avaliação que fazem destes dez anos de trajetória da banda? Como foi o inicio de tudo e a razão da escolha do nome Chaos Synopsis?

Jairo Vaz Neto: foram 10 anos de muita diversão, muita estrada e muito rock, o que mais uma banda de rock precisa? Não acredito que tenha mudado muita coisa de lá pra cá, tirando a idade física dos integrantes, já que ainda somos moleques curtindo tudo que a estrada nos oferece. O nome Chaos Synopsis surgiu da ideia que seríamos a sinopse do caos, tudo que viesse de nossa música seria uma síntese de tudo envolto no caos, lírica e musicalmente falando.

Vicente – A banda lançou em 2013 o álbum “Art of Killing”. Como foi a gravação e composição do mesmo?

Jairo: no geral, cada um compõe seus riffs e mostra pros outros durante o ensaio e após essa parte vamos modelando a musicalidade para que faça parte do universo Chaos Synopsis, o que não foi diferente com “Art of Killing”. A gravação ocorreu no Oversonic Estúdios e o produtor Vagner Alba nos ajudou bastante a transformar nossas ideias no que veio a se tornar o álbum.

Vicente – E o retorno dos fãs e da mídia especializada, foi o esperado pela banda, ou superou as expectativas?

Jairo: esperávamos que a crítica e fãs gostassem do álbum, mas o resultado foi muito além do que esperávamos, ouvindo de vários fãs e revistas que aquele era um álbum excelente, alguns comentando sobre entrar em listas de melhores do ano, enfim, acredito que álbum elevou o nome Chaos Synopsis a um patamar não alcançado até aquele momento.

Vicente – O disco tem grandes momentos, como “Rostov Ripper” e “B.T.K (Bind, Torture, Kill)”, mas a melhor, na minha opinião, e a faixa que abre o disco, “Son of Light”, cujo refrão ficou genial cantado em português. Como foi a composição desta música em especial?

Jairo: normalmente nós fazemos as músicas e após prontas, escolhemos o tema e fazemos as letras, como “Art of Killing” trata de serial killers de várias partes do globo, tentamos inserir algo da língua nativa do país em questão, para uma ligação maior entre letra, música e também os fãs do país escolhido. “Son of Light” trata do assassino Febrônio, um brasileiro, então não teve como não fazer o refrão em português, era o que a música pedia e inclusive, o público inteiro aprovou e canta conosco esse refrão.

Vicente – Como surgiu a ideia de fazer cada letra/música “homenageando” um assassino serial? Isso mudou a forma da banda compor e gravar as músicas em “Art of Killing”?

Jairo: a primeira letra que escrevi para o álbum foi baseada no seriado de TV Dexter, que trata de um serial killer, a partir daí, em uma reunião resolvemos que seria legal tratarmos apenas deste tema no álbum, com isso eu e o JP escolhemos os assassinos que mais nos chamaram atenção e fomos dividindo as músicas, tentando encaixar da melhor maneira possível à música.

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Vicente – E logo os fãs da banda vão ser presenteados com o seu terceiro disco, chamado “Seasons of Red” certo? O que vocês têm a dizer sobre este novo petardo, quais as principais diferenças para os álbuns anteriores?

Jairo: “Seasons of Red” está até dia 09/05 em uma campanha de crowdfunding para seu lançamento, previsto para final de maio. “Seasons of Red” está sensacional, há alguns elementos novos, um pouco mais de harmonia e melodia e ao mesmo tempo mais brutal que o antecessor.

Vicente – Em 2009 vocês lançaram seu debut “KVLT OV DEMENTIA”. Após todo esse tempo como vocês veem o resultado do álbum, ficaram satisfeitos com o mesmo?

Jairo: acredito que todo álbum espelha o momento da banda e isso é único, imutável. Se fosse gravado hoje, com certeza teria suas mudanças, uma sonoridade diferente, porque somos caras diferentes hoje, mas ainda hoje ouvindo o álbum, fico satisfeito com tudo que conseguimos fazer com a pouca experiência que tínhamos, aquele álbum transborda uma fúria que me remete ao momento que vivíamos, de querer conquistar o mundo.

Vicente – A banda já teve a oportunidade de tocar na Europa em duas oportunidades. Como foi essa experiência para vocês? Quais as melhores e piores recordações destes shows?

Jairo: viajar é sempre sensacional, você aprende muito por estar em contato com culturas diferentes a cada dia, além do aprendizado musical e como equipe, por estar vivendo 24h todos os dias, sem descanso, junto aos companheiros da banda. Temos muitas lembranças maravilhosas, das pessoas, da diversão, da cerveja, dos shows, lembranças essas que apagam qualquer coisa ruim da memória. Vivemos o sonho de estar na estrada e vamos continuar vivendo esse sonho.

Vicente – Estando lá fora, quais foram as maiores diferenças que puderam perceber com relação ao nosso sempre complicado cenário musical?

Jairo: percebi que não existe diferença, as bandas locais são menos prestigiadas que as bandas de fora, simplesmente por serem de fora, por serem diferentes e oportunidade única pra eles de conferir. Tocamos em casas de shows grandes como temos aqui, tocamos em bares pequenos como também fazemos aqui, vendemos material em show mais do que as bandas locais como também acontece por aqui, a cena é assim no mundo inteiro.

Vicente – Além do novo álbum, quais são os planos do Chaos Synopsis para o ano de 2015?

Jairo: Vamos lançar o álbum e os primeiros shows já serão na Europa, com uma tour que deve passar por 08 países entre junho e julho e voltando para o Brasil já caímos na estrada aqui, pois lugar de rock é aí, na estrada.

Vicente – Em poucas palavras, o que pensa sobre as seguintes bandas:

Death: uma de minhas maiores influências;

Watain: não conheço praticamente nada, mas gostei do teatro de palco deles;

Suffocation: só existe uma palavra pra eles: brutalidade;

Morbid Angel: um molde de como o Death Metal tem que ser;

Sepultura: mestres do deathrash, pegada que não se encontra fora do Brasil.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Chaos Synopsis e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam na música nacional.

Jairo: aguardem, pois nos encontraremos nos palcos esse ano e vamos todos nos divertir, rock ‘n’ roll não é mais que isso. Para aqueles que desejam participar da campanha de crowdfunding para o lançamento de “Seasons of Red”, entrem no link abaixo e confiram os vários pacotes disponíveis. http://www.kickante.com.br/campanhas/chaos-synopsis-pre-venda-seasons-red

Até mais.

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