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Caue Leitão é uma das provas que, para ser bom, não é necessário solar a velocidade da luz, mas sim dosar de maneira correta a técnica com o feeling, seja em seu projeto solo quanto em sua banda, Andragonia. E, para falar de seus projetos, de sua carreira e sobre a música em geral que realizei esta entrevista, onde também fala sobre suas influências e como foi ter aulas com o mestre Mozart Melo…

 

 

Vicente – Vamos falar sobre seu disco solo “Lab Guitar Experience”. Como foi a gravação e o processo de composição do mesmo?

 

Caue Leitão – O “Lab Guitar Experience” foi um sonho realizado, desde pré-adolescente tinha um sonho que algum dia ia ter meu CD solo instrumental, cresci ouvindo guitarristas como Steve Vai, Malmsteen e vários outros, e pensava que algum dia ia conseguir fazer o meu álbum de guitarra instrumental. O processo de composição e gravação foi bem natural, não preparei o disco inteiro e fui gravar, fui gravando uma, depois de um tempo outra e assim até fechar o disco, tive muita ajuda do meu parceiro guitarrista e produtor musical Thiago Larenttes, e fiquei muito feliz com o resultado que alcançamos.

 

Vicente – E a resposta que obteve dos fãs e da mídia especializada, foi à esperada?

 

Caue Leitão – Olha confesso que foi muito além do que esperava, o disco me rendeu em 2013 o titulo de sexto melhor guitarrista do Brasil pela revista Roadie Crew, fui entrevistado para o site da revista Guitar Player, ganhei muitos admiradores fora do Brasil, realmente é um sonho realizado!

 

Vicente – Como chegou aos músicos que tocaram em “Lab Guitar Experience”?

 

Caue Leitão – São todos amigos e parceiros, cada música tentava enxergar onde poderia colocar uma participação, foi bem tranquilo e natural o convite para os músicos, são amigos que convivo diariamente, seja pessoalmente ou virtualmente, e tenho muito orgulho de todo o time que reuni neste disco.

 

Vicente – O disco possui músicas com sonoridades diferentes uma das outras, não se prendendo a um único estilo musical. Acredita que ele traduza bem todas as suas influências musicais?

 

Caue Leitão – Acredito que talvez sim, gosto de ser versátil e não se prender a um estilo, quem ouve o disco do começo ao fim vai passear por vários climas e estilos diferentes, ao mesmo tempo em que gosto de muito peso, eu também gosto de baladinhas com feeling e grooves swingados. A ideia era tentar fazer boa música e buscar ao máximo uma identidade.

 

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Vicente – Você teve aulas com Mozart Melo, certo? Como foi essa experiência para você?

 

Caue Leitão – Era um sonho de criança fazer aula com o Mozart, sou muito privilegiado de ter conseguido, ele foi uma pai pra mim e dedicou muito do seu tempo a me ajudar, ele sabia que vim de outra cidade morar sozinho em São Paulo com um foco e objetivo, e com bem pouca grana, então ele falava pra mim que na hora que precisasse dele era só falar. Foi uma experiência incrível conviver com o mestre mais de 3 anos, sou muito grato ao Mozart por todos os ensinamentos que vou levar para minha vida inteira.

 

Vicente – E os planos futuros, tanto para você como guitarrista como para a Andragonia?

 

Caue Leitão – Com o Andragonia estamos gravando o terceiro disco, e estamos muito contentes com as novas composições e sonoridades que estamos explorando, muita coisa boa está pra acontecer com a banda. E sobre meu trabalho solo ainda estou em fase de vendas e divulgação do “Lab Guitar Experience”, tenho alguns workshops pra fazer e a ideia é continuar trabalhando nele até 2015, depois disso talvez comece trabalhar em novas músicas para quem sabe um novo disco solo.

 

Vicente – Qual foi aquele artista ou banda que ouviu e te fizeram pensar “pronto, é isso que quero fazer da minha vida”?

 

Caue Leitão – Quando era garoto via o Malmsteen tocando e ficava pensado, como esse cara consegue tocar assim, e depois foi o Steve Vai, aquela música Bad Horsie, o que era aquelas alavancadas que o cara fazia, era impressionante, os dois foram bem decisivos para a minha escolha.

 

Vicente – Em poucas palavras, o que acha dos seguintes guitarristas:

 

John Petrucci: É o cara do Progressivo, no que ele faz realmente é o melhor;

Steve Vai: Onde a guitarra deixa de ser somente um instrumento e cria voz própria;

Hugo Mariutti: Grande músico e profissional;

Joe Satriani: Um dos grandes revolucionários da guitarra dos anos 80;

Michael Romeo: Meu guitarrista favorito quando o assunto é Prog Metal.

 

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o seu trabalho e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam na música feita em nosso país.

 

Caue Leitão – Muito obrigado pela oportunidade, sou muito grato pelo carinho e reconhecimento de todos, na minha página www.facebook.com/caueleitao e no www.youtube.com/caueleitaoofficial. Vocês podem conhecer e acompanhar melhor o meu trabalho solo, e o trabalho do Andragonia acompanhem no www.facebook.com/andragonia e no www.youtube.com/andragoniaofficial, e muita gratidão a todos que valorizam e ainda apostam em artistas brasileiros!

 

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