xandria_band4_200dpiEsta é a segunda entrevista que faço com a banda Xandria, que, assim como o Arch Enemy, também trocou sua vocalista após um álbum bem sucedido. Com as boas-vindas a Dianne van Giersbergen, com o novo disco, “Sacrificium” recebendo boas criticas na mídia, aproveitei para conversar com o guitarrista/tecladista Marco Heubaum, que fala sobre o novo álbum, a nova fase da banda e sobre seus últimos shows no Brasil em 2013…  Vicente – Vamos falar sobre o seu mais recente álbum “Sacrificium”. Como foi a gravação e a composição deste álbum?

 

Marco: Estamos realmente satisfeitos com “Neverworld’s End” e este álbum também foi muito bem recebido – e foi um novo começo para nós, a abertura de um novo capítulo para o Xandria. Então, depois de “Neverworld’s End” ficou claro desde o início que queríamos continuar desta maneira – as canções que escrevemos para “Sacrificium” foram criadas no mesmo tipo de “fluxo”, sendo muito agradáveis e pesadas. Também gravamos um coro clássico verdadeiro pela primeira vez para melhorar o som ambiente, e muitos arranjos de cordas reais, flautas e instrumentos celtas. Queríamos criar um “filme”, um sentimento real de novo!

 

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Vicente – E a reação dos fãs é que vocês esperavam?

 

Marco: Ainda melhor! Tivemos uma mudança de vocalista, e não sabíamos como as pessoas iriam reagir, mas os fãs parecem gostar dela e de sua voz! Temos tido uma resposta para esse álbum que é espetacular. Obrigado a todos por isso!

 

 

Vicente – “Sacrificium” é, provavelmente, o mais pesado e sinfônico, talvez até mesmo mais épico, álbum de Xandria. Você concorda?

 

Marco: Bem, sim, juntamente com “Neverworld1s End” começamos uma nova era da banda, nossos novos álbuns não tem muito a ver com o “antigo” Xandria. Nós realmente não queremos comparar, porque é tudo muito diferente agora. Nós queríamos que fosse dessa maneira: Muito mais épico, mais pesado e sinfônico. Talvez “Sacrificium” é até um pouco mais bombástico do que “Neverworld’s End”, mas ambos estão em um nível muito semelhante na minha opinião.

 

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Vicente – Falando sobre um som épico e Sinfônico, a música “Sacrificium” é o melhor exemplo desta sonoridade. Conte-nos um pouco mais sobre a composição dessa música em particular.

 

Marco: “Sacrificium” conta a história de alguém que se sacrifica por ideais mais altos, para as pessoas que ama. E como essa história tem muitos aspectos e também diferentes perspectivas emocionais, a música é muito diversificada em diferentes partes e tem um monte de dinâmicas para simbolizar isso. Atravessar as diferentes partes da música é como ir através da história pessoal desta pessoa. E tudo termina com a parte mais íntima e emocional que já tivemos, o momento em que essa pessoa morre e, com isso, seus últimos pensamentos.

 

 

Vicente – De quem foi a idéia da arte da capa? Como de costume, a mesma ficou ótima…

 

Marco: Obrigado! Tivemos a idéia de representar o sacrifício de um animal místico, seja congelado ou queimado pela metade já. Primeiro, tentamos a idéia com a criatura sendo congelada, mas não funcionou bem. Então Stefan Heilemann, nosso artworker, surgiu com esta imagem de uma fênix queimando no fogo. Nós gostamos muito da ideia, como o renascimento da Fênix também representa os ideais mais elevados em que o sacrifício é feito. Quando você sacrifica-se por algo, esses ideais são o renascer das cinzas de sua batalha.

 

 

Vicente – Vocês tocaram no Brasil no ano passado. Quais são as suas melhores lembranças destes shows aqui?

 

Marco: Nós tivemos dois shows, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ambas as platéias foram ótimas, é sempre incrível tocar para vocês, para o povo brasileiro! E nós tivemos a chance de fazer alguns passeios no Rio, inclusive visitando e tomando algumas caipirinhas em Copacabana, e estas são memórias que nunca vou esquecer.

 

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Vicente – Alguma chance dos fãs brasileiros verem um show do Xandria aqui em breve?

 

Marco: Nós esperamos fazer uma turnê na América do Sul no próximo ano, vamos manter os dedos cruzados para que isso venha a acontecer!

 

 

Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que te inspiraram a ser um músico profissional?

 

Marco: No começo a maior influência foi Tiamat com seu álbum marcante, “Wildhoney”. Ele me surpreendeu totalmente e desde aquele momento eu também queria fazer um metal que fosse muito agradável e emocional. Mas é claro que hoje há varias influências diferentes- uma gama ampla, disseminação de bandas de metal como Judas Priest, Iron Maiden, Pantera, Nightwish, Blind Guardian, Emperor e muitos mais. Todos eles são o background que temos, além de trilhas sonoras de filmes de cinema, que são uma grande fonte de inspiração para a música do Xandria.

 

 

Vicente – Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que curtem ou queiram conhecer mais sobre a música do Xandria

 

Marco: Estamos realmente ansiosos pela nossa próxima visita ao seu belo país e esperamos que todos vocês venham aos nossos shows!

Neste meio tempo confiram nosso novo álbum “Sacrificium” – esperamos que gostem!

 

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