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Às vezes é complicado a gente deixar de lado gostos pessoais, e que estes não interfiram na resenha de determinado disco, tentando assim manter o máximo de imparcialidade possível. Entretanto, algumas vezes o negócio é mandar esse tipo de pensamento as favas e dizer: Esse álbum do Kappa Crucis é bom pra car*#*o…

Se fosse necessário fazer uma comparação do som da banda, poderíamos dizer que seria uma junção de Led Zeppelin, King Diamond, The Doors, Deep Purple e um quê de Occult Rock, tudo temperado com um forte clima de Horror Show. E o mais incrível disso tudo, é que essa mistura de sonoridades cria um estilo todo peculiar, soando acima de tudo original, algo que, convenhamos, está difícil de encontrar atualmente.

Desde o principio, com a música “What Comes Down”, cujo teclado cria todo um aspecto mais fantasmagórico, vemos que “Rocks” nos traz algo além do simples rock/metal. Os ótimos riffs e arranjos das músicas, o peso e a melodia encontrados em todas as dez faixas fazem com que o disco seja daqueles que podemos ouvir dezenas de vezes sem enjoar, sempre encontrando detalhes diferentes.

Não há como negar que o mestre King Diamond seja uma das maiores referências para o guitarrista/vocalista G. Fischer neste disco, algo visível em todo o transcorrer de “Rocks”, mas ainda mais nítida na faixa “Between Night and Day”, onde o inicio com a guitarra e os vocais remetem o ouvinte diretamente ao rei (se você não souber, poderia jurar tratar-se de uma nova música dele), e cujo final é de uma melancolia digna de uma banda Gothic/Doom (olha a porção Occult Rock aí). Já músicas como “School of Life” e “When the Legs are Wheels” são repletas de riffs e andamentos típicos do Hard Rock, sem contar “Flags and Lies”, cuja jam final lembra e muito as bandas de Southern Rock da década de 70.

E também não posso deixar de destacar as grandes “Mecathronic (com um ótimo solo de guitarra e um trabalho de teclado primoroso), “Strange Soul” e a que, dentro do possível, poderíamos considerar a “balada” do disco, a melódica e bela “Invisible Man”, que transparece um ar de tristeza, sendo um dos melhores momentos de “Rocks”.

Destaques individuais não existem, pois todos fazem seu trabalho de forma primorosa, sendo que o legal do disco é justamente a união dos talentos de G. Fischer (Vocal/Guitarra), F. Dória (Bateria), R.Tramontin (Baixo) e A. Stefanovitch (Teclado). União está que nos traz um dos grandes álbuns dos últimos anos realizado no Brasil. Imperdível para quem gosta de música sem barreiras…

 

Nota: 9,5

 

Tracklist:

 

01. What Comes Down
02. Mecathronic
03. School of Life
04. Invisible Man
05. Strange Soul
06. Flags and Lies

07.Nobody Knows

08.Between Night and Day

09.When the Legs are Wheels

10.The Braves and the Fools