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O Battlelore foi (ou ainda é) uma das bandas mais legais vindas da Finlândia nos últimos tempos, e ao mesmo tempo um tanto desconhecida por aqui. Apesar de no momento estar em “stand-by” realizei esta entrevista com o guitarrista e fundador Jyri Vahvanen, que fala mais sobre a carreira da banda e este momento de pausa nas atividades da banda. Confiram…  

 

 

Vicente – Como foi o início da banda? E a primeira gravação, a Demo “Warrior’s Tale”?

Jyri Vahvanen  – Em 1999 eu tocava guitarra em uma banda chamada Horna, mas eu queria criar um tipo um pouco diferente da música com uma banda minha mesmo, então eu fundei a Battlelore. Havia um monte de temas de black metal em minha música naquela época, mas ao adicionar teclado e vocais masculinos / femininos limpos cheguei ao conceito musical que eu estava procurando. A primeira demo foi feito com pressa, porque ouvimos que algumas gravadoras finlandesas estavam procurando por novas bandas, por isso tivemos que lançar uma Demo o tão rápido quanto podíamos. Nós não tínhamos uma formação solida na época e nós gravamos a demo com os músicos que eram nossos amigos ou caras que conhecíamos antes. Foi tudo um pouco caótico e a qualidade da fita não era tão boa e nós não conseguimos nenhum negócio com ela. Embora nós aprendêssemos muito e, depois da primeira demo, conseguimos ter uma formação mais sólida para o Battlelore e com a nossa segunda demo “Dark fantasy” conseguimos um contrato com a Napalm Records.

Vicente – A banda está (quase) inativa desde 2011, depois de seis álbuns com sucesso. O que realmente está acontecendo nesse momento?

Jyri Vahvanen  – Um monte de merda aconteceu. O negócio da música toda só me queimou e eu chamei toda banda para uma pausa. Eu realmente precisava de uma pausa. Alguns de nós tivemos alguns momentos muito difíceis na nossa vida pessoal e fizemos algumas escolhas muito ruins com a banda que me fez puxar o plugue da tomada. Éramos uma banda muito ativa há 10 anos: 2 demos, 6 álbuns, um DVD, muitas turnês e festivais, mas tudo não era tão divertido mais,e, para mim, tem de haver a faísca, a chama interior para a música. Mas no meu caso, ela simplesmente desapareceu. Agora estamos juntando nossas forças e, mais cedo ou mais tarde, estaremos de volta com tudo.

Vicente – Em 2011 saiu “Doombound”. Depois desse tempo todo, como você vê a gravação e as composições deste álbum?

Jyri Vahvanen – As gravações do álbum foram bastante fáceis. Nós trabalhamos com o mesmo método e as mesmas pessoas do nosso álbum anterior, “The Last Alliance”, por isso não houve grandes surpresas. Musicalmente ele também foi bom, visto que nós compusemos as canções para Doombound mais como uma banda do que antes, mas liricamente foi muito difícil para mim, já que foi o nosso primeiro álbum conceitual com uma história contínua. Felizmente Tomi (vocal) e Jussi (guitarra) me ajudaram a quebrar meu bloqueio de escritor e conseguimos escrever um álbum e tanto!

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Vicente – “The Last Alliance” ganhou ótimas críticas e entrou nas paradas finlandesas. Você esperava isso?

Jyri Vahvanen  – Talvez tenha sido uma pequena surpresa para nós. Sabíamos que fizemos um excelente álbum, mas o retorno foi tão grande que isso realmente nos surpreendeu.

Vicente – Qual seus planos futuros para Battlelore e para sua música em geral?

Jyri Vahvanen – Como o Battlelore ainda este em um recesso, como mencionado antes, estaremos de volta algum dia, mas não agora. Todos os membros da banda têm seus projetos musicais, ou seja, os nossos instrumentos não estão juntando poeira em nossos armários. Se você quiser ouvir a música das outras bandas dos membros do Battlelore, confiram CHURCH OF VOID, LOWBURN, EVEMASTER e LOVIJATAR.

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Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que te inspiraram a ser um músico?

Jyri Vahvanen  – Só para citar algumas… Dissection, Rotting Christ, Manowar, Bolt Thrower, Katatonia, Theatre Of Tragedy, Blind Guardian, Summoning …

Vicente – Como é a cena na Finlândia com relação ao Rock e Metal?

Jyri Vahvanen – Enorme, dominante na verdade. Maiores bandas/artistas na Finlândia são ídolos, e são as bandas de Metal. Bandas de Thrash Metal estão vendendo, virando discos de ouro e de platina aqui, e é metal no rádio o tempo todo.

Vicente – Em poucas palavras, o que você acha dessas bandas:

Finntroll: Uma banda grandiosa e única, com um estilo único.

Nightwish: eu gosto muito, especialmente com Floor Jansen!

Turisas: pioneiros no verdadeiro Folk / Pagan Metal. Com um trabalho duro eles têm conquistado muito. Respeito!

Eluveitie: Por alguma razão, eu nunca estive muito familiarizado com Eluveitie.

Blind Guardian: Grande banda, grandes músicos, grande cantor.

Vicente – Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que curtem e querem saber muito mais sobre a música do Battlelore

Jyri Vahvanen – Um dia estaremos de volta e espero ter a chance de visitar o seu país também! Mantenha-se fiel ao verdadeiro metal!

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