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Uma sonoridade atual, mas sem esquecer o passado. É assim que a banda paulista Hammathaz se apresenta para seus fãs, tocando um metal mais moderno, mas com grandes influências dos clássicos de antigamente. Formada por Jr Jacques – Voz, Guilherme Durão – Guitarra, Vitor Machado – Guitarra , Anderson Andrade – Baixista, Diego Antunes – Baterista, a banda já conta com uma década de atividade. E é sobre todo esse tempo de banda, os lançamentos e planos futuros, além do cenário musical nacional é que o vocalista Jr Jacques fala nessa entrevista.

 

 

Vicente – E já se vão 10 anos de estrada da banda. Qual o balanço que fazem da trajetória do Hammathaz?

 

Junior Jacques: O balanço é bem positivo. Em 2008 conseguimos estabilizar a formação da banda:

Jr Jacques – Voz

Guilherme Durão – Guitarra

Vitor Machado – Guitarra

Anderson Andrade – Baixista

Diego Antunes – Baterista.

Com a qual conseguimos dar inicio ao que é a Hammathaz atualmente.

Ao longo dos anos fizemos muitos shows importantes, participamos de festivais, coletâneas, lançamos duas demos, dois singles e dois Eps.

 

 

Vicente – E o que esperam do futuro da banda, quais os planos imediatos para 2014?

 

Junior Jacques: Atualmente estamos trabalhando na divulgação do nosso mais recente trabalho, o EP “Inner Walls”, pretendemos lançar ainda este ano um vídeo clipe (talvez dois), e já estamos trabalhando na pré-produção do nosso primeiro álbum, que pretendemos lançar no segundo semestre.

 

Capa - Inner Walls

 

Vicente – Vocês lançaram em 2013 o EP “Inner Walls”. Como foi o processo de composição e gravação do álbum?

 

Junior Jacques: Compusemos de uma forma bastante natural. Fizemos várias jams aonde surgiam boas ideias.Como todo processo de gravação, tivemos bastante trabalho para encontrar os timbres certos para cada instrumento, fizemos as captações no geral nas madrugadas, o processo de mixagem foi um pouco trabalhoso até chegarmos a um resultado agradável.

 

 

Vicente – E o retorno da mídia especializada e do público, tem sido o esperado por vocês?

 

Junior Jacques: Tem sido muito bom, as resenhas até então tem sido bastante satisfatórias, o publico está entendendo a nossa proposta, e estamos conseguindo conquistar o nosso espaço na cena underground.

 

 

Vicente – O disco traz um som bem abrangente, não se prendendo em momento algum a um simples estilo musical. Esse seria o propósito desde o principio do Hammathaz?

 

Junior Jacques: Sim, justamente é essa a nossa proposta, trazer as nossas influências das antigas, como por exemplo Thrash, Death e Metal 80′ em geral para os dias de hoje, de uma forma natural e sem se prender a rótulos.

 

 

Vicente – Vocês puderam contar com um convidado de peso no EP, Vitor Rodrigues que gravou os vocais na faixa “Conquistador”. Como surgiu essa participação?

 

Junior Jacques: Compartilhamos o palco com o Vitor pela primeira vez em 2006, e depois em 2009 convidamos ele para cantar um som da banda Death conosco e desde então mantivemos uma amizade e naturalmente quando apareceu a ideia de uma participação no nosso EP não restou duvidas, era ELE o CARA!!!

 

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Vicente – Falem um pouco sobre os trabalhos anteriores da banda, “Antahkarana” demo (2006), “Deceiver” Demo (2010), “Cursing” single (2010) e “Crawling” EP (2011).

 

Junior Jacques: “Antahkarana” foi a primeira experiência da banda em estúdio, ainda na sua primeira formação, gravada ao vivo e sem muita pretensão, mas acabou rendendo bons frutos.

“Deceive”, assim como a demo anterior também foi feita ao vivo, e serviu para mostrar a evolução da sonoridade da banda que já estava próxima dos dias de hoje. “Cursing/Crawling” foi o primeiro trabalho mais bem produzido da banda, a sonoridade da banda já estava mais amadurecida e foi a nossa carta de entrada na cena atual.

 

 

Vicente – Quais seriam suas principais influências?

 

Junior Jacques: Somos da escola antiga, mas também apreciamos as bandas mais atuais, então rola uma diversidade de influências, fora outros elementos musicais fora do metal que curtimos também. Se fossemos citar nomes de bandas, ficaríamos aqui até amanhã (risos) somos todos VICIADOS em música.

 

 

Vicente – Muito se fala sobre os diversos problemas da cena Metal no Brasil. Qual avaliação que vocês fazem da mesma? Acreditam que ela melhorou, piorou ou está estagnada?

 

Junior Jacques: Este é um assunto bem delicado, depende de onde a banda esta inserida na cena. Mas o que podemos dizer do estado de São Paulo é que notamos uma maior união da galera ou ao menos uma tentativa, o que falta realmente acontecer é quebrar um pouco desses rótulos “Old School X Metal Moderno” ainda rola uma separação, o que acaba desfavorecendo os festivais underground.

 

 

Vicente – Em poucas palavras, o que pensa sobre as seguintes bandas:

 

Junior Jacques:

 

In Flames: É uma banda que tem muito a ver com a gente no sentido ideológico, eles também são da cena antiga, e conseguiram modernizar o seu som sem perder a essência.

 

Sepultura: Referência nacional, tanto musicalmente quanto de atitude. Acima de tudo respeitamos o Sepultura, reconhecendo a fase antiga e nova. VIDA LONGA AO SEPULTURA.

 

All That Remains: Uma grande banda, nos influência no que diz respeito a músicas rápidas e agressivas, mas ainda mantendo os aspectos melódicos.

Torture Squad: Uma das maiores bandas de Thrash/Death do Brasil com a qual tivemos o prazer de dividir o palco duas vezes. Ótimos músicos, os caras são muito humildes e é uma banda que merece crescer muito na cena mundial.

 

Killswitch Engaged: é uma banda que remete ao nosso lado mais melódico, até mesmo porque os guitarristas também tem influências clássicas como Iron Maiden. É uma das minhas bandas favoritas da cena atual.

 

 

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Hammathaz e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no metal nacional.

 

Junior Jacques: A gente agradece ao pessoal que tem acompanhado o trabalho da Hammathaz ao longo dos anos, e podem esperar, pois o ano de 2014 promete MUITO; com muitos shows, clipes e o nosso primeiro full-lenght. E para quem não nos conhece, nos procurem no facebook, Twitter, youtube, reverbnation e soundcloud.

 

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