Bioface II

 

Do ABC paulista vem mais uma banda que transborda fúria em seu som. E o Bioface é daquelas que acertam a mão e entendem do que fazem. Com uma década de existência, a banda vem batalhando na estrada, tendo lançado em 2012 o auto intitulado disco de estréia. Para falar sobre esse álbum, os planos futuros da banda e tudo que rodeia o Bioface, realizei esta entrevista com o baixista Marco Aurélio “Chileno”. Confiram…

 

Vicente – É sempre difícil resumir em poucas linhas 10 anos de batalha no mundo da música, mas como vocês vêem a trajetória do Bioface até este momento? Como foi o inicio de tudo para a banda?

Marco Chileno – No começo, todos nós estávamos muito empolgados em criar o nosso som, expor as nossas idéias e fazer parte do cenário musical do grande ABC. Nos primeiros 5 anos a banda sofreu muitas mudanças, com constante troca de guitarristas, somente após a chegada do Marcelo, pudemos focar nossos esforços para o lançamento do nosso 1º cd onde reestruturamos algumas musicas antigas, que já haviam feito parte de demos anteriores e compusemos musicas novas. Após o lançamento do cd tivemos uma troca de baterista, tendo a entrada no Maikon já no nosso 1º show em Brasilia-Df. Em 2013 lançamos o vídeo da musica “Corrosão” e atualmente estamos trabalhando na composição de novas musicas para o próximo cd.

 

Vicente – E os planos da banda para 2014, talvez um novo disco pintando este ano?

Marco Chileno – Já temos 3 musicas praticamente prontas e 2 musicas que não entraram no primeiro cd, que pretendemos dar uma remodelada, além da composição de musicas novas. Não garantimos com 100% de chance que o novo cd saia ainda em 2014, porque primeiramente estamos focados na qualidade das novas composições e buscamos fazer um álbum melhor que o anterior, por outro lado, queremos que o lançamento seja o mais breve possível, porém respeitando o tempo que for necessário para concluirmos um bom trabalho.

 

Vicente – Vocês lançaram em 2012 seu primeiro disco completo de estúdio “Bioface”. Como foi a gravação e a composição do álbum?

Marco Chileno – A maior parte das musicas foram compostas no intervalo entre 2003 e 2008, após a entrada do Marcelo, algumas musicas foram adaptadas ao seu estilo de tocar e foram compostas as musicas: “Mente Alterada”; “Corrosão”; Hierarquia. Além disso, o produtor Yuri Steinhoff sugeriu algumas mudanças estéticas para as musicas “Ninho de Cobra” e “Invasão”. A gravação e mixagem foram feitas no estúdio Tema e a Masterização foi feita no estúdio Mr. Som com o Pompeu e o Heros (ambos do Korzus).

 

Bioface Capa CD

 

Vicente – E o retorno do pessoal, tem sido o imaginado por vocês?

Marco Chileno – O retorno tem sido muito gratificante, por onde tocamos no nosso perfil nas redes sociais e até mesmo no role (quando encontramos alguém que ouviu o nosso cd), recebemos muitos elogios, principalmente sobre o vocal ser em português e a musicalidade bem variada sem músicas parecidas. Realmente é muito legal.

 

Vicente – O disco traz músicas fortes, como Mente Alterada, Corrosão e Reagir. Mas qual seria aquela música que apresentariam para quem nunca ouvir falar da banda, aquela que representa perfeitamente o som do Bioface?

Marco Chileno – Cada membro da banda tem a sua musica preferida no cd, porém a musica Bioface, que leva o nome do cd e da banda, seja o nosso DNA contendo um pouco de todo o cd: peso; atitude; nossa história.

 

Vicente – Vocês também fizeram um vídeo para a ótima “Corrosão”.Conte-nos um pouco como foi a gravação do clipe e o porquê da escolha desta música?

Marco Chileno – A escolha da musica “Corrosão” para o clipe se deu mais pelo seu impacto, na sua composição procuramos mesclar bem o Thrash Metal com o Hardcore, para um 1º clipe de uma banda de Metalcore seria um ótimo cartão de visita. Quanto a gravação do clipe, foi uma experiência totalmente nova, por um lado, foi muito cansativo devido termos que repetir as cenas dezenas de vezes, mas, por outro lado, foi muito empolgante ver como um clipe é construído e estávamos fazendo parte dele.

 

Vicente – Hoje em dia o Brasil é um ótimo roteiro para as bandas de fora tocarem, uma rota muito lucrativa, diga-se de passagem. Mas como vocês vêem o cenário no nosso país nesse momento para as bandas nacionais. Acreditam que piorou ou houve uma pequena melhora na divulgação e espaço para shows?

Marco Chileno – Podemos dizer que este é um ponto muito delicado, pois, vimos em 2013 muitas bandas internacionais de pequeno porte passar pelo Brasil com agendas lotadas, somando o fato de que nos últimos anos muitos espaços fecharam e os poucos que sobraram só toca cover ou tem bandas cativas (só elas tocam no pico), ficamos preocupados com as conseqüências desta situação. Como já é sabido por todos, de 10 anos para cá, a indústria fonográfica está acabando no Brasil, seja devido à pirataria, seja pela internet. Assim o único retorno financeiro que as bandas podem ter hoje que são os shows, ficam ameaçados por práticas de algumas casas que privilegiam só o que vem de fora ou colocam apenas bandas consagradas para tocar, prejudicando o surgimento de novas bandas no cenário.

 

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:
Ação Direta: Consideramos como nossos mestres e são nossos amigos de longa data;
Biohazard: O marco zero do Metalcore atual;
Pantera: Se a banda não tivesse acabado, o Big 4 seria Big 5 e eles estariam entre os 5;
Sepultura: A maior banda brasileira de todos os tempos;
Madball: Um ícone do hardcore mundial.

 

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Bioface e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional

Marco Chileno – Ficamos muito felizes com a aceitação do nosso 1º cd, mas a luta continua. Por isso, estamos trabalhando duro no nosso próximo cd, para que possamos contribuir ainda mais para o cenário underground brasileiro. Para quem quiser conhecer melhor agente, pode visitar o nosso site: http://www.biofacemusic.com ou entrar no perfil nas redes sociais.

 

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