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Após uma “pequena grande” paralisação nas postagens, estou retornando com uma entrevista com a banda Avastera.

Vindos da Austrália, mas fazendo um som que parece surgido dos Estados Unidos (mas sem aquele acento demasiadamente comercial),  O Avastera é uma banda recente, com apenas dois anos de vida, mas que conseguiu boas resenhas de seu EP lançado no ano passado “The Clocks Have Ticked Too Long”. Prestes a lançar seu segundo registro, a banda irá aterrissar no Brasil em Janeiro para três apresentações – 17(Curitiba), 18 (Rio de Janeiro) e 19 (São Paulo), juntamente com Alesana e A Skylit Drive. Para falar sobre os shows vindouros e contar detalhes da carreira da banda, conversei com o guitarrista Chris Hanssen e com o baterista Jarryd Price. Ao final da entrevista consta o link para dois clipes da banda, confiram e dêem seu veredito.  

Vicente – Conte-nos um pouco sobre a Avastera. Como foi o início da banda?

CHRIS: A banda foi formada em 2011, depois que nos conhecemos no Story of the Year Concert. Nós fizemos as coisas um pouco diferente do que qualquer outra banda. Antes de fazermos qualquer show, antes de deixar qualquer um ouvir algo do ‘Avastera’, antes de fazermos qualquer coisa pública nós escrevemos todo o EP “The Clocks Have Ticked Too Long” e o gravamos profissionalmente. Então, no início de 2012, finalmente foi lançado o nosso material e tivemos uma resposta maciça, construída em torno da campanha publicitária do mesmo. E quando finalmente começamos a nos apresentar ao vivo, as pessoas sabiam as músicas e a recepção foi muito gratificante para uma banda que estava começando. 2012 foi o nosso primeiro ano como uma banda ativa e foi um ano gigantesco!

Vicente – Vocês irão tocar aqui no Brasil em janeiro, juntamente com Alesana e A Skylit Drive. O que vocês esperam desses shows aqui?

JARRYD: Eu definitivamente estou esperando alguns shows divertidos! Minha parte favorita de estar em uma banda é tocar ao vivo e interagindo com os caras no palco, assim como com o público. A energia e emoção sempre criam uma atmosfera que você não pode começar em qualquer outro lugar, e fazê-lo na abertura para Alesana e A Skylit Drive no Brasil irá definitivamente ser ótimo, e iremos detonar. Nós estaremos definitivamente fazendo o nosso melhor e eu vou bater firme em minha bateria!

CHRIS: Eu estou esperando alguns shows bastante selvagens! Nós vimos alguns vídeos da última vez que A Skylit Drive tocou no Brasil, e pareceu incrível. Parece que os fãs brasileiros realmente sabem como curtir o Rock e mostrar o seu apreço pela música que ouvem!

Vicente – E o que os fãs daqui podem esperar do Avastera?

CHRIS: Nós estamos esperando deixar uma grande impressão para os nossos fãs brasileiros e também para aqueles que nunca nos ouviram antes. Obviamente ainda somos uma banda nova e eu acredito piamente de que “as primeiras impressões são as que ficam”. Então, eu posso lhe garantir, o Brasil pode esperar para ver um inferno de um show do Avastera!

JARRYD: Eu acho que a banda está em casa no palco, tocando ao vivo – todo mundo se alimenta do outro e ajuda a tornar o show mais forte e mais rápido a cada vez. Brasil pode esperar para ver um desempenho firme e enérgico de cinco caras felizes por estar fazendo o que amam e acho que isso vai ser fácil de ver!

untitledVicente – Vocês lançaram no ano passado seu EP “The Clocks Have Ticked Too Long”. Como foi a gravação e a composição deste registro?

CHRIS: “The Clocks Have Ticked Too Long” foi o nosso primeiro lançamento como banda, foram as primeiras 6 músicas sendo lançadas como Avastera. Nós gravamos aqui em nossa cidade natal (Perth, Austrália) e, então as enviamos para os EUA para serem mixadas e masterizadas por Paul Leavitt (The Dangerous Summer, Circa Survive). As composições geralmente funcionam assim – Componho a música em primeiro lugar, e então eu levo-a para o resto da banda e se, todo mundo gosta de como soa, em seguida começamos a tocar ela como uma banda. Uma vez feito isso, então eu escrevo as letras e melodia e eu mostro ao nosso vocalista e essa é a base de uma música se encaixando. Durante o percurso, outras pessoas têm suas ideias ou mudanças que querem adicionar a música – de modo que o produto final realmente é uma combinação de toques pessoais de cada um na música.

Vicente – E a reação dos fãs foi como vocês esperavam?

CHRIS: Ela foi muito maior do que esperávamos. Mesmo antes de realmente lançarmos o EP, lançamos o primeiro Single da música  ‘December Sun’ e nós lançamos um vídeo da música. A partir daí, tivemos uma reação incrível dos fãs e da indústria musical na Austrália. Fomos convidados a abrir para Silverstein (CAN) e Cartel (EUA) em suas turnês australianas em Perth. Em seguida, quando lançamos o EP, mais uma vez as coisas ficaram maiores de lá. Nós fomos aprovados pela ESP Guitars e pediram para abrir para o Getaway Plan (AUS). Então, não muito depois disso, saímos em turnê na Ásia, juntamente com algumas de nossas bandas favoritas. Foi muito surreal!

Vicente – E um novo álbum em breve, certo? Como está sendo a composição e qual seria a maior diferença de “The Clocks Have Ticked Too Long”?

CHRIS: Correto! Temos um novo EP a sair no início do próximo ano. “Acho que a maior e mais óbvia diferença neste EP, em comparação com ‘The Clocks Have Ticked Too Long”, é que este álbum é muito mais “Dark”.

É mais pesado no trabalho de guitarra, não há mais elementos de prog (andamentos estranhos, etc), mais piano nas músicas, e algumas partes vocais bastante desafiadoras que o nosso novo vocalista Dylan foi capaz de fazer. É também o primeiro registro para apresentar Dylan (vocal) e Jarryd, o nosso novo baterista. No geral, é muito mais técnico no lado instrumental. As letras são muito mais pessoais, e refletem uma série de questões mais obscuras do que o que aparecia no nosso primeiro EP.

JARRYD: Este registro é definitivamente muito mais técnico do que o último. Ainda é “Avastera”, mas eu acho que é um pouco mais maduro e mais obscuro. É muito riff pesado, com uma série de mudanças, inclusive de andamento, mas ainda consegue conter “ganchos” e partes muito memoráveis. Eu realmente gostei da gravação deste registro e ainda estamos começando a conhecer as músicas e como elas se comportarão em um cenário ao vivo.

Vicente – Vocês já tocaram com Mayday Parade, The Pretty Reckless, The Maine, A Skylit Drive e outras grandes bandas de rock em um show na Ásia. Como foi essa experiência para vocês?

CHRIS: Até hoje, ainda estamos muito gratos por fazer parte do Bazooka Rocks 2012 Tour em Manila com essas bandas. Toda a experiência foi incrível. Não apenas o show, mas todos os dias que passamos lá. Antes do show, foi realizado um show acústico curto em um Meet & Greet no Megamall, e isso será uma coisa que eu sempre vou lembrar. Centenas de pessoas gritando as letras de nossas músicas, em um país que nunca tínhamos sequer visitado antes. Filipinas também foi o primeiro país fora da Austrália a assinar e lançar nosso disco de estréia. Em uma nota – também foi quando nós conhecemos os caras do A Skylit Drive, e permanecemos bons amigos desde então!

Vicente – Como é a cena na Austrália com relação ao Rock?Avastera-1

JARRYD: É ótimo aqui! Alguns dos meus músicos favoritos e mais influentes vêm de nossa cidade – Karnivool realmente escreveu ‘Sound Awake’ na nossa sala de ensaio! É muito versátil e há definitivamente um monte de “cenas”, sob a égide do rock. Eu acho que o nosso som de alguma forma desliza através desses estilos diferentes – não há muitas (se houver) em Perth bandas que soam parecidos conosco, e é por isso que estamos saindo para conquistar o mundo!

CHRIS: A cena do rock na Austrália é grande. Enorme, na verdade. Tenho certeza que todos vocês sabem o quão grande é Parkway Drive. Eles tiveram um enorme impacto sobre a música australiana, então você pode imaginar que Metalcore e Hardcore são incrivelmente grandes no cenário musical australiano. Mas isso foi um pouco difícil para nós em primeiro lugar, porque a nossa música é de 95% vocais limpos e instrumentação melódica. Mas acho que a energia que trazemos através desses aspectos é algo que se juntou bem com os incondicionais fãs do Metal e do Hardcore e eles parecem mostrar grande apoio desde que começamos.

Vicente – Em poucas palavras, o que vocês pensam sobre as seguintes bandas:

AC / DC

Chris: grande parte da história da música australiana, e ainda uma grande parte da cultura australiana.

Jarryd: O que você precisa realmente conhecer é Phil Rudd.

The Ramones

Chris: Eu era totalmente The Ramones quando eu tinha cerca de 15 anos de idade. Naquela época, eu amava bandas antigas de punk rock, como o Sex Pistols, Black Flag, The Ramones. Uma divertida e direta banda.

Jarryd: Lembra-me do colégio.

Papa Roach

Chris: Eu só ouvi algumas músicas desses caras. Mas as músicas que eu ouvi, eu realmente gostei! Eu acho que eles tinham uma música chamada “Blood Brothers” no jogo Tony Hawk’s Pro Skater 2. Eu adorava essa música.

Jarryd: Corte a minha vida em pedaços, este é meu último recurso! Nu-Metal.

Green Day

Chris: Green Day é grandioso. ‘Dookie’ é um álbum matador.

Jarryd: Eu nunca fui um ávido fã deles, mas eu tenho nada além de respeito por eles por ainda estarem nos holofotes depois de todo esse tempo.

My Chemical Romance

Chris: Não sou realmente um fã infelizmente. Esses caras eram enormes entre a minha geração. Mas durante esse tempo, eu estava mais em bandas como Story of the Year, Anberlin e bandas de metal melódico européias.

Jarryd: “My Chemical Bromance”

 

Vicente – Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou querem saber muito mais sobre a música do Avastera.

CHRIS: Para aqueles que não ouviram Avastera – Não importa o tipo de música que você ouve, eu garanto que haverá pelo menos uma música no nosso EP que você vai gostar. E para os nossos fãs brasileiros, preparem-se para cantar com os vossos corações com a gente em janeiro! Ansioso para conhecê-los!

JARRYD: Mostre-nos um pouco de amor nos shows! Pulem, cantem junto, e venham dizer um olá depois – adoro conhecer os fãs e amigos, não seria capaz de fazer o que faria sem vocês!

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