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Deforme é outra banda que honra a cena Metal/Hardcore nacional. Apesar de ter lançado este ano seu primeiro disco, “Mundo Inferno”, seus integrantes não tem nada de novatos. Fazendo parte de bandas como Hutt, Presto?, Atroz e Desalmado, Sergio Ogres (vocal), Carlinhos (guitarra), Ricardo (bateria) e Leandro (baixo) colocam tudo abaixo com o peso fora do comum e vociferam letras de revolta, como bem manda a cartilha do estilo. Nessa entrevista Sergio fala mais sobre a banda, e tudo que envolveu a gravação de “Mundo Inferno”.

 

Vicente – Inicialmente, qual a avaliação que faz da trajetória da banda até este momento? Como foi o inicio de tudo para o Deforme?

Sergio Ogrês – Inicialmente a banda foi formada com 2 integrantes, e nesta união, foi feito o primeiro registro com 7 faixas. Logo, fui convidado para assumir os vocais junto com Leandro (baixo), e compomos mais 7 músicas novas e gravamos todas as 14 faixas para o álbum “Mundo Inferno”.

Foi um início fora do comum. E eu particularmente fiquei impressionado com a positividade e respeito com que o Deforme foi recebido.

Vicente – Como surgiu o nome da banda, visto que é, com certeza, um nome de impacto e de fácil assimilação.

Sergio Ogrês – Tínhamos um nome inicial que era DeathBlow. Descobrimos então que já existiam algumas bandas gringas com um nome semelhante. Após algumas reuniões, resolvemos renomear para “Deforme”. Mas essa alteração ficou ainda melhor por ser em português.

397026_393808527390842_1749351544_nVicente – A banda acabou de lançar seu disco de estréia “Mundo Inferno”. Como rolou a gravação do mesmo?

Sergio Ogrês – Gravamos no estúdio Lamparina com produção de Tiago Hóspede, e foi relativamente rápido. Porque na nossa cabeça talvez fosse um projeto mais relax e diferente de nossas outras bandas. Mas acabou ficando muito mais sério.

Vicente – E o retorno do pessoal, mesmo sendo ainda recente para tecer uma opinião mais definitiva, como tem sido?

Sergio Ogrês – Estamos com quase 20mil curtir em nossa funpage, Distribuímos nosso Cd pelo correio e contamos com uma ajuda do selo AGAINST Records para divulgação e merchandise.

Vicente – A primeira faixa, “Mundo Inferno”, já é o cartão de visita da banda, uma faixa absurdamente pesada, peso este que se mantêm ao longo de todo o disco. Ela foi composta já com a idéia de ser a música de abertura?

Sergio Ogrês – Essa música foi composta sem essa intenção. Apenas sentimos na seleção das faixas que seria a de apresentação do disco.

Vicente – “Você Não Merece a Tatuagem que tem” possui um verso bem forte, onde fala “Você não merece a tatuagem que tem/você não tem atitude/você não é ninguém/Força. Poder, isso não é pra você/fez só por empolgação/não merece vacilão” foi composta para alguém em especial?

Sergio Ogrês – Como eu e o Carlos (guitarra) trabalhamos com tatuagem, sempre senti a falta de músicas que falassem a respeito do assunto.

Ela foi escrita na intenção de mostrar que a tatuagem hoje em dia está sendo vista apenas como um simples adereço.
Você vê hoje em dia menores fazendo suas primeiras tattoos no rosto, na mão, no antebraço, pescoço. Quer dizer, muitos não viveram o suficiente pra ter alguma experiência profissional e emocional em suas vidas.

A tatuagem não prepara ninguém pra vida. A vida sim prepara você pra um dia ter uma tatuagem.

Vicente – “Mundo Inferno” virou o vídeo-clipe do álbum. Como foi a gravação do mesmo e porque a escolha desta faixa?1013098_403493789755649_679421222_n

Sergio Ogrês – Na verdade era pra ser apenas um “teaser” de divulgação. Acabou ultrapassando essa primeira idéia. Soltamos na net, e ficou como sendo nosso primeiro vídeo-clipe. Mas a escolha foi natural.

Vicente – E quais são os principais objetivos daqui para frente? Como está a agenda de shows?

Sergio Ogrês – Sempre tocar ao vivo, de preferência com bandas que tenham a ver com nosso estilo. Agora a agenda de shows, vai depender das propostas e datas disponíveis para cada integrante, pois temos outras bandas em atividade.

Vicente – Quais são as suas maiores influências?

Sergio Ogrês – Gostamos muito de som pesado em geral. Da minha parte, minhas principais influências são: Sepultura, Ratos de Porão, Cannibal Corpse, Pantera e Black Sabbath.

Vicente – Em poucas palavras, o que pensa sobre as seguintes bandas:

Pantera: Peso, Ódio e Eterno.

Ratos de Porão: Referência Nacional e competência.

Dorsal Atlântica: Respeito

Biohazard: Bandas que uniram mais ainda outros estilos

Korzus: Profissionalismo e Experiência

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Deforme e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam na música nacional.

Sergio Ogrês – Agradeço a todos. Façam as coisas com profissionalismo. Valorizem suas bandas e suas oportunidades, e sejam autênticos

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