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Um Clamore pela renovação. Um trocadilho até meio infame, mas assim podemos prestar mais atenção no que a nova geração do rock/metal nacional está aprontando. Com apenas dois anos de existência, a banda paranaense Clamore soltou este ano seu primeiro registro, o EP “Monstro Insaciável”. Com 5 faixas que transbordam peso, numa junção do Metal com o Hardcore (mais conhecido como Metalcore), o material e a banda tem tudo para agradar os fãs deste estilo. Conversei com o guitarrista Pedro Farcondes, que fala sobre o EP, a carreira da banda, suas influências e os planos futuros, confiram…

 

Vicente – Inicialmente, qual a avaliação que faz da trajetória da banda? Como foi o inicio de tudo e a razão da escolha do nome Clamore?

Pedro Farcondes – Nós começamos no inicio de 2011 e de lá pra cá varias coisas mudaram, tanto no som quanto em nossa rotina com a banda, crescemos muito musicalmente no decorrer da banda e a cada composição acredito que nos superávamos. No início não tínhamos exatamente um estilo formado, eu já tinha algumas composições e apenas fomos lapidando elas, mas com o tempo criamos nossa identidade.

Para o nome nós queríamos algo que pudesse ser pronunciado em qualquer língua, então escolhemos algo em latim pelo fato de ser uma língua morta. Clamore significa grito ou brado e essa a maneira que nos expressamos em nossas músicas.

Vicente – A banda acaba de lançar o EP “Monstro Insaciável”. Como rolou a gravação do mesmo?

Pedro Farcondes – A gravação durou cerca de dois meses e crescemos bastante ao longo dela, pois foi uma época em que os fins de semanas inteiros eram dedicados a banda. Assim começamos a valorizar muito o trabalho das bandas independentes após ver o trampo que dava cada material. Em geral, foi algo muito prazeroso.

 

Vicente – E o retorno do pessoal, mesmo sendo ainda recente para tecer uma opinião mais definitiva, como tem sido?

Pedro Farcondes – Esta sendo muito bom, pois fomos procurados por vários blogs e sites para matérias e entrevistas e isso nos anima bastante, além de estarmos fechando datas em outros estados.

Nas redes sociais conseguimos em grande repercussão por parte do pessoal de cwb.

Vicente – Como normalmente é o processo de composição de vocês? E qual o principal motivo para a escolha do idioma português, que, por sinal, vem se tornando mais corriqueiro nas bandas nacionais…

Pedro Farcondes – Na real, eu mesmo componho as músicas e passo pro pessoal da banda, mas sempre mudamos alguma coisa nos ensaios pra dar uma cara nossa.

Quanto às letras em português, foi algo decidido por que queríamos passar uma mensagem nas músicas e cantando em português isso se torna mais fácil e direto.

 

Vicente – Vocês lançaram o disco “virtualmente”, podendo ser feito o download do mesmo livremente. Acredita ser esse o futuro da música, visto que a venda de discos vem caindo ano após ano?

Pedro Farcondes – Acredito que sim, pois hoje em dia mesmo não disponibilizando a galera sempre da um jeito de fazer o download, além de que liberando de graça conseguimos ter um controle de quantos downloads foram feitos e passar o material na maior qualidade possível.

 

Vicente – Para quem não conhece, qual seria a descrição que você faria do som da Clamore?

Pedro Farcondes – Vou tentar fugir de rótulos (risos), mas acho que nos encaixamos no metal/hardcore, pois somos fãs de ambos os estilos e principalmente da fusão deles.

 

Vicente – E quais são os principais objetivos para o futuro próximo?

Pedro Farcondes – Acredito que tocar pelo Brasil e espalhar o máximo nosso nome pelo país, também estamos bolando um webclipe e a estréia da clamoretv.

Vicente – Quais são as suas maiores influências?

Pedro Farcondes – Posso citar várias (risos), mas as principais são Parkway Drive, As I Lay Dying, August Burns Red, Rise Against e Metallica.

 

Vicente – Em poucas palavras, o que pensa sobre as seguintes bandas:

Trivium: Curto muito, e acho fantástico como eles conseguem inovar a cada álbum, realmente o último lançamento “In Waves” está entre os melhores discos que já ouvi.

Lamb of God: Os classificaria com os pais do metalcore, pois mesmo tendo um som mais old school com certeza influenciaram muitas bandas que estavam por vir, dentre os lançamentos eu destacaria o “Sacrament”.

As i Lay Dying: Sou fanzasso, foi a banda que me fez realmente curtir metalcore, além de ser uma das minhas maiores influências, ainda lamento não ter ido ao show deles em Curitiba.

Last Sigh: Gostei bastante do disco “Beneath The Flesh, Rotten”, com certeza foi uma das melhores bandas daqui, uma pena ter entrado em hiato.

Suicide Silence: Minha preferida de Deathcore, possuem um som brutal e bem trabalhado, perdi as contas de quantas vezes eu ouvi o “No Time To Bleed”

Acho meio difícil que continuem sem o Mitch, mas eu toparia vê-los com um novo vocal.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Clamore e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam na música nacional.

Pedro Farcondes – Queria agradecer pela oportunidade e dizer um muito obrigado aos fãs e a galera que curte nosso som, e pedir que sempre que poderem compareçam aos shows tanto nossos quanto de bandas parceiras e nos ajudem a fortalecer ainda mais essa cena.

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