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Se no quesito estilo é difícil classificar o som dos paulistas do Santarem, visto que passeiam pelo Heavy Metal, passando pelo Prog, Hard Rock… Enfim, nunca presos a uma sonoridade, mas é extremamente fácil se envolver e curtir a música da banda que, apesar da complexidade, é do tipo que “gruda” em nossa cabeça. E já se vão 15 anos de estrada, com os tradicionais percalços, tão comuns as nossas batalhadoras bandas nacionais, mas sem nunca desistir, deixar de batalhar para que sua música chegue ao maior número possível de pessoas. Para falar sobre o atual momento da banda, conversei com o baixista Guilherme Furlan, que fala sobre a participação da banda na coletânea Heavy Metal Brasil 2, a escolha do novo baterista e os planos futuro para o Santarem.

 

Vicente – Antes de tudo, como vocês consideram a trajetória de 15 anos da banda? Como foi o começo para o Santarem?

Guilherme Furlan – Começamos pela vontade de compor, criar músicas e continuamos pelo mesmo motivo. Nesses anos recebemos e-mails e depoimentos muito legais de fãs falando de como nossa música os tocou, é muito legal e gratificante isso. O tempo passa e você também vai amadurecendo como músico e compositor, isso nos move, existe uma vontade de evoluir.

Vicente – Vocês estão participando da coletânea “Heavy Metal Brasil 2”, que acaba de sair. Como surgiu o convite para a participação da banda nessa grande iniciativa?

Guilherme Furlan – O convite partiu diretamente do Cássio Pagliarini, administrador do site Heavy Metal Brasil e nosso parceiro desde os primórdios do Santarem. Como já conhecíamos o trabalho dele frente ao site e seu profissionalismo, quando ele nos fez o convite não pensamos duas vezes em aceitar, topamos na hora.

58968_522036371168126_2081036304_nVicente – A música escolhida pela banda foi “No Place to Hide”, na minha opinião uma das melhores do disco. Qual o principal motivo para a escolha desta música em particular?

Guilherme Furlan – Ela foi a primeira música que compomos para este trabalho e ao mesmo tempo era a música “teste” para o novo vocal que estávamos procurando. O Thiago apresentou no teste uma linha vocal que é praticamente a mesma que está no disco, foi muito natural e achamos que representa bem essa fase da banda.

Vicente – E já se passaram dois anos de “No Place to Hide”. Após esse tempo, qual o balanço que fazem deste álbum. Como foi a gravação e a composição de “No Place to Hide”?

Guilherme Furlan – Considero nosso melhor disco e reflete bem nossa fase atual, um som menos progressivo e mais direto. A nova formação teve boa repercussão e principalmente em relação aos vocais que acredito ser a maior mudança em relação a formação anterior. Não tivemos pressa no período de composição, preferimos fazer as músicas com calma para garantir que ficassem do jeito que queríamos. Já quanto a gravação foi um processo mais rápido, nosso antigo baterista era amigo do Ricardo Confessori e fechamos o trabalho com ele.

     Vicente – E o retorno do pessoal, foi o imaginado por vocês?

Guilherme Furlan – Ah, sabíamos que tínhamos um ótimo disco em mãos e tivemos um retorno muito bom, as resenhas foram bem positivas, o disco também teve distribuição pela Die Hard atingindo tanto o mercado nacional como internacional. Além disso, hoje em dia graças às redes sociais, o retorno dos fãs é muito mais imediato e direto. Recebemos mensagens elogiando nosso trabalho de todos os cantos do mundo, o que para nós é gratificante. É o reconhecimento do nosso trabalho!

Vicente – Na sua opinião, qual a principal diferença de “No Place to Hide” para o anterior, “Downtown Station”?noplacetohide

Guilherme Furlan – Os álbuns anteriores eram um equilíbrio entre músicas diretas e outras mais longas e “progressivas”. No álbum “No Place to Hide” quisemos trabalhar nosso lado mais direto, mas sem abrir mão da melodia, pelo contrário, a voz do Thiago é mais melódica e se encaixou muito bem nas composições.

    Vicente – Em uma entrevista anterior, vocês comentaram que o futuro disco mostraria uma sonoridade mais “Prog anos 70”. Esta seria uma busca consciente da banda, ou simplesmente as músicas estão naturalmente soando dessa forma?

Guilherme Furlan – Temos na banda influências distintas, mas o que achamos legal e mais importante é ser natural e não forçar resultados. Procuramos sempre chegar num consenso daquilo que sentimos no momento. Não nos preocupamos se vai soar “prog anos 70” ou não, até porque não pretendemos ser uma banda datada ou presa a sonoridade de certa época ou estilo. Gosto de música honesta, seja ela do Iron Maiden ou do Bob Marley, entende?

Vicente – E como está a seleção do novo baterista?

Guilherme Furlan – Podemos dizer que estamos na reta final. Temos três bateristas selecionados e estamos realizando audições com cada um deles. Nossa idéia é finalizar o processo e anunciar nosso novo baterista até o final do mês de maio. Já estamos inclusive com negociações avançadas para realizar logo após o anúncio um show de estréia da nova formação.

 Vicente – Atualmente fala-se muito dos problemas do cenário nacional quanto ao Rock e Metal. Vocês consideram que a cena nacional realmente piorou, ou tudo é uma questão de ponto de vista, de fazer um trabalho sério e o mais profissional possível?

Guilherme Furlan – Acho que temos boas bandas por aí e a qualidade técnica dos eventos tem sido cada vez melhor. Porém ao mesmo tempo em que a internet ajuda a divulgar ela pode também ser uma inimiga, pois acomoda as pessoas em frente ao micro ao invés de sair por aí para ver um show de verdade. E pena que muita gente ainda tem aquela cultura de supervalorizar tudo que vem de fora, aí essa avalanche de bandas internacionais acaba dificultando um pouco os eventos nacionais.

1666_522036354501461_828272591_nVicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Dream Theater: Conheço mais os primeiros discos deles. Images and Words é um clássico. Não conheço os trabalhos mais recentes. Sempre gostei mais do Queensryche! (risos)

Marillion: Uma excelente banda, gosto de ambas as fases! O Fish é um dos meus vocalistas preferidos, tem sensibilidade, talento e personalidade ímpar.

Angra: Admiro e respeito muito o trabalho deles, mas é também uma banda que acompanhei mais os primeiros discos, o ultimo que ouvi mesmo foi o Rebirth. Fizeram canções memoráveis com Time, Make Believe, Gentle Change e Heroes of Sand por exemplo.

Unisonic: É dos antigos membros do Helloween né? Não cheguei a ouvir ainda.

Helloween: Bom, eles foram os criadores do que conhecemos como metal melódico! O Michael Kiske realmente é uma grande voz.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Santarem e apostam no Rock/Metal nacional.

Guilherme Furlan – Gostaríamos de agradecer a todos nossos amigos e fãs que tem nos acompanhado nesses anos de estrada, que nos honram com suas mensagens sempre elogiosas, que comparecem aos nossos shows, enfim, a todos que de uma maneira ou de outra sempre apóiam o Santarem e nos fazem seguir em frente. Aproveitamos a oportunidade para convidar a todos que nos sigam em nossos canais oficiais. Valeu!!!

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