025__2012_12_09

Apesar de recente, não podemos considerar a banda Forkill como uma simples novata, pois alguns de seus membros já acumulam anos de luta em prol do metal no Brasil. E é no mais puro Thrash Metal que eles buscam sua afirmação, não como mais uma banda a seguir a tendência atual do estilo, mas sim com pleno conhecimento da causa. Nessa entrevista  o Vocalista/Guitarrista Joe Neto fala mais sobre a carreira da banda, a participação na recém lançada coletânea “Heavy Metal Brasil 2”, o EP Breathing Hate e o vindouro primeiro full length da banda, que é formada também por Ronnie Giehl (Guitarra), Marc Costa  (Bateria) e Gus NS (Baixo). E façam o download da coletânea, para conferir a força do som desses cariocas…

 

 

Vicente – Mesmo ainda muito recente, qual a avaliação que você faz da carreira do Forkill?

Joe Neto: Apesar de sermos uma banda relativamente nova viemos, cada um, de carreiras já com algum tempo, o Ronnie toca a quase 30 anos e eu a quase 20 e isso proporcionou termos experiência suficiente para evitarmos alguns erros e focarmos no que realmente pode ajudar a banda a crescer. Claro que a sorte e os contatos criados em todos esses anos na cena ajudaram muito e proporcionaram a Forkill muitas coisas que normalmente levariam muito mais tempo para acontecer.

Vicente – Vocês estão participando da coletânea “Heavy Metal Brasil 2”, que acaba de sair. Como surgiu o convite para a participação da banda nessa grande iniciativa?

Joe Neto: O convite veio do Editor-chefe da Heavy Metal Brasil, o Cassio Pagliarini, através do nosso Facebook. Ele teve contato com nosso trabalho pela internet e nos perguntou se gostaríamos de ceder uma de nossas músicas à coletânea e como sempre apoiamos tudo que pode propagar a música pesada ficamos muito felizes em participar do projeto.

Vicente – A banda comparece com a música “Breathing Hate”, que mostra de forma brilhante o som do Forkill, o Thrash Metal old school. Conte-nos um pouco mais sobre a faixa em questão e o porquê da escolha da mesma para a coletânea.

Joe Neto: Breathing Hate é a faixa título do nosso CD e foi a última música composta antes de entrarmos em estúdio. Costumamos dizer que ela é a nossa “Paranoid”, pois foi composta em cima da hora para preencher espaço, mas durante o processo se tornou muito maior do que imaginávamos. É a música favorita do nosso produtor, Robertinho de Recife e com certeza de alguns dos membros da banda. A letra fala basicamente sobre o ponto de vista de um soldado durante um conflito, o quanto ele deve acreditar em si, o quanto deve lutar e também ceder ou não aos seus limites mantendo sempre o foco nos seus objetivos. Eu escrevi após ver um documentário sobre guerras no oriente onde aparecia um soldado sentado respirando fundo algumas vezes antes de voltar a correr em direção à batalha e essa cena ficou na minha cabeça, pois mesmo ferido, mesmo assustado, ele estava focado e continuou avançando.

Vicente – A mesma faz parte do “Breathing Hate”. Após esse tempo, como vocês vêem a gravação e a força deste primeiro registro do Forkill?

Joe Neto: Nós somos muito críticos e exigentes com o nosso CD, mas também completamente apaixonados por ele. Gravamos todas as 7 faixas em umas 4 sessões de estúdio, Marcílio e Gus gravaram bateria e baixo em 1 dia, eu gravei minhas bases, solos, vozes e backing vocals em 1 dia e o Ronnie também fez as bases e solos dele em 1 dia, o último tiramos para regravar qualquer coisa que estivesse soando fora do lugar e por esse curto período de tempo de gravação ficamos muito felizes com o resultado. Claro que a experiência do Robertinho de Recife como produtor foi essencial para que pudéssemos ter o resultado que vocês podem ouvir nas músicas, pois tínhamos certeza de que ele iria prezar pelos timbres e qualidade de gravação e conseguiu tirar da gente o nosso melhor.

021__2012_12_09Vicente – E vocês contaram com uma participação de peso nele, que foi o pessoal do Stress, certo?

Joe Neto: Sim, os tivemos no estúdio para gravarmos a nossa versão para Metal Mania do Robertinho, que na verdade é apenas um trecho da música. O Marcilio (bateria) e o Ronnie tiveram a idéia de fazer essa versão como homenagem aos pioneiros do metal no Brasil, e como o Bala e o Chamon estavam no RJ entramos em contato e bem…Nada mais justo do que ter a banda que gravou o primeiro LP de metal no país participando disso.

Vicente – Quais são os principais objetivos do Forkill para o ano de 2013? O debut está praticamente pronto, correto? Qual a expectativa da banda?

Joe Neto: Como eu disse antes somos muito exigentes então a arte é toda diferenciada, pois teremos um Digipack com 3 partes mais um encarte dobrável com fotos, as letras e um mini pôster e isso tomou muito tempo para ser definido num nível em que achamos que nossos fãs merecem. Mas todo esse processo de arte já está finalizado e estamos agora nos momentos finais antes da prensagem. Esperamos que, com o lançamento do CD, o público fique satisfeito com o trabalho e que com isso consigamos agendar mais shows, e assim tocarmos para todos aqueles que acompanham a banda.

Vicente – Atualmente fala-se muito dos problemas do cenário nacional quanto ao Rock e Metal. Vocês consideram que a cena nacional realmente piorou, ou tudo é uma questão de ponto de vista, de fazer um trabalho sério e o mais profissional possível?

Joe Neto: Acho que o Metal e o Rock estão voltando a ter o seu espaço na mídia, mas o problema continua sendo as pessoas que produzem os eventos e as casas de shows que dão preferência e melhor tratamento a artistas de outros estilos, pois acham que vão ganhar mais abordando o público de outros segmentos musicais. O amadorismo de muitos dos produtores de eventos também colabora um pouco para que o crescimento da cena seja limitado, impedindo que chegue ao mesmo nível das produções de outros gêneros. As bandas estão cada vez mais profissionais, mas o restante das “peças” que fazem a “máquina” funcionar tem que acompanhar isso…

Vicente – Quais são as suas principais influências?

Joe Neto: Cada um da banda veio de um subgênero do metal e tem suas próprias influências, mas em comum são Slayer, Exodus e Testament

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Slayer: Ainda a banda mais violenta do Thrash e com certeza nossa maior influência.

Exodus: Na nossa opinião é a banda que melhor equilibra peso e técnica e tem um dos vocalistas que mais me influencia, Rob Dukes.

Testament: Grande banda, muito injustiçada pela grande mídia. Ronnie é muito fã deles.

Destruction: Já nos compararam a eles, o que foi um grande elogio. Nunca foi uma influência direta, mas com certeza é uma banda muito foda e que ouvimos bastante.

Sepultura: Mesmo com todas as mudanças a banda ainda deve permanecer como um orgulho para nós brasileiros. Nunca deixaram de carregar a bandeira do Brasil pelo mundo e sempre fizeram um trabalho pesado e honesto.

 

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Forkill e apostam no Metal nacional.

Joe Neto – Defendam sempre o estilo que vocês amam, mas lembrem-se sempre do que disse o grande Chuck Schuldiner: “Death Metal, Black Metal, Speed Metal, Thrash Metal. Tire a primeira palavra de todas elas e deixe uma só: Metal!”. Somente unidos podemos fazer o Metal crescer e ter uma maior expressão no país. SEE YOU IN THE PIT \m/

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