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Essa banda nem precisa de muita apresentação. Uma das pioneiras do NWOBHM, mais de três décadas de carreira e pelo menos duas dezenas de discos lançados, o Saxon é uma das maiores bandas de Metal do mundo. E o Brasil novamente terá a oportunidade de conferir um show dos caras em Março. E para falar justamente sobre este show (em São Paulo) e os anteriores já realizados aqui, além de falar sobre o novo disco “Sacrifice” que estará sendo lançado em Fevereiro e dando uma geral na carreira da banda e no cenário musical no mundo, conversei com o baterista de longa data Nigel Glocker. Confiram e preparem-se para uma apresentação memorável…

Vicente – Vocês irão tocar novamente no Brasil em Março. Qual é a sua melhor lembrança dos shows anteriores aqui?

Nigel Glockler – Nós sempre gostamos de vir para o Brasil – o público é tão grande! – No entanto, da última vez, nós quase perdemos o nosso responsável pela iluminação em Fortaleza – algo estava um pouco estranho com a parte elétrica lá e ele sofreu um grande choque elétrico e teve que ir para o hospital. Esperemos que, desta vez tudo vai estar bem – como normalmente o é!

Vicente – O que vocês esperam destes novos shows aqui?

Nigel Glockler – Como eu disse, os fãs brasileiros são tão bons para nós, então estamos esperando o mesmo nessa nossa próxima visita!

UDR0150_saxon_sacrifice_nigel_A_72dpi_121123Vicente – E o que os fãs daqui podem esperar do Saxon?

Nigel Glockler – Nós sempre damos 110% em todos os shows, da forma que você sabe exatamente o que você irá receber – Vai ser uma mistura do novo, velho, e do não tão velho.

Vicente – Para você, quais são as músicas que nunca podem estar fora de um show do Saxon? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?

Nigel Glockler – Todos na banda, provavelmente, tem sua própria idéia sobre isso, mas, para mim, pessoalmente, essas músicas seriam Crusader, Princess Of The Night, 747, Power and the Glory, e talvez Strong Arm of the Law. Quanto às novas músicas, nós já tocamos Sacrifice nos três shows que fizemos antes do Natal, então ela já está confirmada – as outras vamos decidir quando estiver mais próximo dos shows.

Vicente – Vocês já tocaram em muitos países no mundo nos últimos anos. Você acha que esses dias estão melhores ou piores para as bandas em geral?

Nigel Glockler – Em geral, eu acho que está mais difícil – o público tem ficado menor em muitos casos – o que é muito devido à economia mundial – eles tiveram que cancelar ano passado o Sonisphere e, a partir dos relatórios mais recentes, eu acho que ele estará sendo cancelado novamente este ano. Mas isso pode mudar, eu acho. Mas, por outro lado, Wacken foi incrível em 2012 e eu acho que ele já está com os ingressos esgotados para 2013! Além disso, existem muitas mais bandas em turnê a cada ano agora, e os fãs e promotores só têm uma certa quantidade de dinheiro para gastar, assim tudo isso faz uma grande diferença também.

Vicente – Saxon estará lançando em fevereiro seu novo álbum, “Sacrifice”, certo? Como foi a gravação eUDR0150_saxon_sacrifice_cover o processo de composição deste disco?

Nigel Glockler – Nós escrevemos este álbum como sempre fazemos – cada um traz algumas idéias, sejam elas riffs de guitarra, melodias, idéias de teclado, etc… Ou através de jams – então nós pegamos todas as idéias e vemos o que podemos fazer com elas – Sempre de uma maneira em que todo mundo goste delas em primeiro lugar – isso vai até que estamos satisfeitos e com isso temos um álbum com um ótimo material. Foi utilizado um novo local para os ensaios desta vez, e no final decidimos gravar o álbum lá também. Jacky Lehmann, que sempre grava a gente em turnê, fez toda à parte de engenharia de som desta vez – e Toby Jepson novamente foi um par extra de orelhas, e trouxemos Andy Sneap para a mixagem e com isso agregar sua mágica para complementar tudo – e estamos muito satisfeitos também!

Vicente – Mesmo muito cedo, para você, qual é a maior diferença de “Sacrifice” para os outros álbuns da banda?

Nigel Glockler – Call to Arms foi um álbum bastante diferente dos anteriores – Eu acho que nós estávamos até mesmo soando um pouco Euro-Metal – que foi, em parte, pela produção / mixagem – então decidimos gravar faixas um pouco mais parecidas como nos primeiros dias – pessoas tocando juntas, etc… Eu estava determinado a não ter samplers de bateria para o álbum também. Assim, para o novo álbum, nós continuamos como fizemos para Call to Arms – mas com menos dependência de tecnologia e mais Groove, que é mais ao meu gosto – se uma faixa não traz esse sentimento, então, ela não funciona para mim.

 

Vicente – O álbum traz algumas músicas extras, como versões acústicas e regravações de clássicos da banda, canções como Crusader, Forever Free, Requiem e Just Let Me Rock, além de uma música nova apenas para I-tunes, Luck of the Draw. Conte-nos um pouco sobre esse material.

Nigel Glockler – A UDR (atual gravadora da banda) realmente queria ter algumas versões diferentes de algumas das músicas antigas e também tinham algumas gravações de um tempo atrás, quando estávamos experimentando com essas músicas. Foi uma espécie de sorteio entre Luck of the Draw e outra faixa para ver qual estaria no álbum e a que estaria disponível no iTunes – Pessoalmente, eu não poderia decidir já que gostei das duas!

 

UDR0150_saxon_sacrifice_band_A_72dpi_121123Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que te fizeram querer seguir carreira como um músico profissional?

Nigel Glockler – Essa é uma pergunta difícil – a primeira banda que eu realmente levei a sério, e que eu fui ver em meu primeiro show foi o Grand Funk Railroad.

Depois eu suponho Black Sabbath, Led Zeppelin, Uriah Heep, todos os tipos de bandas pesadas – então o movimento prog começou, e as favoritas eram Genesis, Jethro Tull, Gentle Giant, seguido pelo Fusion – Chick Corea, Return to Forever, Billy Cobham, etc – eu sempre escutei vários estilos de música, como eu faço agora, então eu acho que minhas influências vêm de todos os gêneros. Eu acho que só realmente tive vontade de me tornar um profissional da música ao ser convidado para participar de uma banda local e a partir daí que tudo aconteceu…

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Judas Priest: Eu conheço o Judas Priest desde o seu primeiro álbum – ótima banda – Devo admitir que eu não gostei de tudo o que eles fizeram, mas eles continuam em frente e eles sempre “entregam” o que prometem!

Accept: Nós viajamos pelos EUA com o Accept quando Balls To The Wall saiu – grande banda, e Stefan Schwarzmann, o baterista, é um grande amigo meu – novamente, uma banda que lança grandes álbuns!

Diamond Head: Diamond Head estava no nascimento da NWOBHM e tiveram um ressurgimento mais adiante, de modo que é uma boa notícia – de novo eu devo admitir que eu não ouvi seu material mais recente, mas, novamente, outra boa banda.

Iron Maiden: Eu fui e vi o Iron Maiden em Dallas em agosto passado – show fantástico, e Steve e Nico são bons companheiros!

Motorhead: O que se pode dizer sobre Motorhead? Eu sempre os assisto em turnê em algum lugar, além de que nós tocamos em um festival com eles em Dezembro – eu amo seus álbuns mais recentes e muitas vezes uma faixa deles está tocando na casa Glöckler – particularmente na cozinha durante algumas maratonas nela, cozinhando!

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som do Saxon

Nigel Glockler – Estamos realmente ansiosos para chegar ao seu país e tocar para vocês novamente – obrigado a todos vocês por seu apoio fantástico – realmente apreciamos isso – Dêem uma olhada em nosso novo álbum, e vamos ver vocês em breve! Obrigado!

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