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Apesar de não ser exatamente uma banda iniciante, a Ecliptyka conquistou seu lugar no Metal nacional no ano passado, com o excelente “A Tale of Decadence”, disco onde demonstra seu som sem limites de gêneros e estilos, mas tudo com uma personalidade impecável. A banda tem em sua formação Helena Martins (Vocal), Helio Valisc (Guitarra)m Tiago Catalã (Bateria), Eric Zambonini (Baixo) e Guilherme Bollini (Guitarra, Vocal) que concedeu essa entrevista, onde fala um pouco mais sobre a banda. E vamos esperar para ver o que o futuro reserva para eles…

 

Vicente – Inicialmente, conte-nos um pouco sobre a trajetória de mais de uma década do Ecliptyka?

Guilherme Bollini – A Ecliptyka teve (e continua tendo!) uma trajetória árdua e complicada, como é comum no meio rock/metal no Brasil, mas muito alegre, promissora e cheia de conquistas! Estamos sempre crescendo, nos reinventando e tentando fazer o melhor no limite do nosso alcance.

Vicente – Vocês lançaram ano passado seu primeiro disco completo, “A Tale of Decadence”. Como foi a gravação do mesmo, rolou tudo como esperavam?

Guilherme Bollini – O processo de criação artístico nunca é algo possível de ser completamente planejado e previsto. A gravação foi demorada, complexa e difícil, mas só resolvemos lançar quando estávamos 100% satisfeitos e felizes com o resultado. Esse álbum é o nosso maior orgulho!

Vicente – E o retorno do pessoal e da mídia especializada é o que imaginavam?

Guilherme Bollini – Lançamos o trabalho primeiramente para nos agradar e nos satisfazer. O retorno que obtivemos foi muito positivo e algo muito além do que imaginávamos. A mídia foi positiva, mas o que importa são os fãs que conquistamos. Com certeza hoje, temos muito mais motivos para continuar mais fortes e empenhados por causa deles.

Vicente – De quem foi a ideia e quem foi o responsável pela capa do disco, pois a mesma é fantástica.

Guilherme Bollini – A idéia foi da banda e a concepção artística e dos elementos ficou a cargo do grande João Duarte, que é um ótimo profissional e amigo da banda e sempre trabalha com ótimos artistas.

Vicente – Para quem ainda não conhece a banda, quais seriam as músicas do disco que indicariam, aquelas que sintetizam perfeitamente o que é o som do Ecliptyka?

Guilherme Bollini – É difícil escolher uma, pois achamos que todas fazem parte da obra e temos um carinho especial por todas. Mas, as que englobam todos os elementos que utilizamos nesse primeiro disco podem ser a We Are The Same e Why Should They Pay.

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Vicente – Vocês fazem um trabalho extremamente profissional em todos os sentidos. Esta é a proposta do Ecliptyka desde o principio?

Guilherme Bollini – A proposta sempre foi de fazer o melhor possível a todo custo. Se você tem isso em sua essência de trabalho, muita garra e dedicação, o resultado é sempre algo profissional, honesto e de alta qualidade. E acreditamos que o público sente e respeita isso.

Vicente – Vocês fizeram um grande vídeo para a música “We are the Same”. Conte-nos um pouco sobre a gravação do mesmo.

Guilherme Bollini – Apesar de muito cansativo, das muitas horas de planejamento e discussão, fazer um clipe é sempre algo muito divertido. Fizemos grandes amigos (Kairos Filmes), passamos bons momentos juntos e nos divertimos bastante, principalmente durantes os três dias de gravação, onde a atmosfera era leve e prazerosa. O que realmente nos impressionou foi o resultado e a resposta do público. Com certeza elevamos o patamar da banda por causa desse clipe.

Vicente – Talvez um novo álbum em breve? Quais são os próximos objetivos da banda?

Guilherme Bollini – Sim, com certeza. Estamos compondo material para um novo álbum e posso dizer que está brutal! Vamos aplicar tudo que aprendemos no primeiro e agora, com uma sonoridade e formação consolidada, estamos em nosso melhor momento. Estamos mudando um pouco o conceito da banda, evoluindo sempre e tenho certeza que vai causar um impacto considerável para o público. Também temos programado a gravação de um show ao vivo e, para o ano que vem, uma longa divulgação do novo disco.

Vicente – Uma coisa bacana na banda é que vocês passeiam por vários estilos musicais, desde o Power Metal até o Death Melódico, e mesmo assim as músicas soam com a cara da banda. Foi complicado chegar nesse estágio?

Guilherme Bollini – Muito obrigado. Foi algo que desenvolvemos com o tempo, durante a trajetória da banda. Criar uma identidade, algo novo, é muito difícil e nunca quisemos soar como cópia de algo. As influências emergem dos diferentes membros da banda que possuem particularidades e gostos, além de formações musicais, diferentes. Compomos muito juntos e acredito que por isso não soamos repetitivos, mas sempre com identidade.

Vicente – Quais são as suas maiores influências?

Guilherme Bollini – Como você mesmo disse, nossas influências passeiam por diferentes estilos dentro do rock/metal e até mesmo fora! Sempre é difícil citar poucos artistas, mas gostamos daqueles que são mais únicos e com maior personalidade.

Vicente – Como vocês vêem o cenário no nosso país nesse momento? Acreditam que piorou ou houve uma pequena melhora na divulgação e espaço para shows?

Guilherme Bollini – O cenário sempre foi complicado, mas não acreditamos que piorou não. Muito pelo contrário. Hoje em dia é muito mais fácil para um artista ser completamente responsável por toda a sua carreira, desde criação, gravação, divulgação e até em colher os frutos de seu trabalho sem nenhum intermédio. Temos ótimos exemplos de bandas lutadoras e bem-sucedidas por aí como Trayce, Project46, Shadowside, MindFlow, Baranga, Almah entre tantas outras.

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Arch Enemy: Angela é um monstro no palco! Ótimos riffs de guitarra e um baterista excepcional. Agressividade na medida certa.

Revamp: A Floor é uma das melhores (senão a melhor) e mais versáteis vocalistas que existem. Uma combinação de peso e melodia muito inteligente.

Dream Theater: Com certeza o conjunto de músicos mais incrível do planeta. Independente de denominações de estilo, tudo que eles fazem é quase divino.

In Flames: Guitarras esmagadoras e uma voz muito marcante e única por Anders. Duetos de guitarra que tiram suspiros.

The Agonist: Alissa é uma simpatia e possui uma voz muito forte. Som complexo, porém muito bem executado. Impressionante.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Ecliptyka e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.   

Guilherme Bollini – Obrigado, obrigado e obrigado! O carinho e resposta de vocês nos impulsionam a crescer e buscar sempre o melhor. Quer conhecer nosso som, quer ajudar o metal e as bandas? É simples! Levante a bunda da cadeira, chame os amigos e vá curtir um bom show de metal com bandas de som próprio! ‘Keep rockin’!

Clipe “We are the Same:  https://www.youtube.com/watch?v=-A2vh37oiPI 

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