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Essa banda pernambucana formada por Marcio Paraíso (Guitarra), Nilson Marques (Vocal e Baixo) e Hugo Veikon (Bateria), soltou este ano seu primeiro álbum “At the Gates of the Death”, que vem colecionando criticas positivas, demonstrando que, mesmo independente, quando a paixão pelo estilo apresentado e a capacidade de compor boas canções unem-se, o futuro pode ser muito promissor. Nesta entrevista com Marcio, ele fala sobre o disco, a carreira da banda e suas influências. Para quem gosta de Death Metal com algumas influências de Thrash, o Falling in Disgrace é uma grande pedida…

 

Vicente –  Inicialmente, Fale um pouco sobre a trajetória, ainda que recente, do Falling in Disgrace.

Falling in Disgrace: A banda surgiu no final do 2008, quando eu, Márcio Paraíso, após quase 4 anos sem tocar em banda (antes eu tocava em uma banda de Brutal Death Metal chamada Abyss of Darkness, tínhamos lançado um CD pela Philosofic Art Rec, mas veio que a banda acabou e eu parei) recrutei o vocalista Nilson Marques e um amigo nosso, Krakum, para elaborar algumas músicas conosco, porém para a bateria convidei o ex baterista da Abyss of Darkness. Em 2010 lançamos o EP Never Die Alone, totalmente independente e também totalmente disponível pra download. Afinal precisamos nos lançar no mercado de alguma forma. No decorrer de divulgação deste material tocamos com algumas bandas como: Firetomb – Andralls – Horror Face – Perpétuo Insigne – Cangaço… dentre outras, nessa época contávamos com um baixista de apoio, porque não tínhamos um músico fixo para essa função, porque apesar de Nilson, vocalista, saber tocar, ele preferia apenas cantar para poder agitar mais. No começo de 2012 lançamos nosso Full Length, “At the Gates of the Death” também totalmente independente e agora apenas como um power trio, porque estávamos quebrando muito a cabeça para conseguir um baixista fixo. O “At the Gates of the Death” nos levou mais longe que o anterior. Tocamos em palcos maiores com bandas, como: Unearthly – Nervochaos – Gorgoroth – Keep of Kalessin – Morcegos… enfim. E aqui estamos nós correndo atrás de novas conquistas.

CAPA-2012Vicente –  Vocês lançaram este ano seu debut, “At the Gates of the Death”. Como foi a gravação do mesmo e o processo de composição das músicas.

Falling in Disgrace: Nós elaboramos as músicas em 2011, com todo tempo e paciência do mundo, tanto das partes instrumentais como das partes líricas foram feitas com o intuito de transmitir o que víamos sobre a forma que raça humana se comporta. E obvio que nosso instrumental teria que passar isso, por isso o feeling nervoso.

Nossa gravação foi realizada com o produtor musical Jr. Araújo, que hoje trabalha no Afina Studio, ele nos apóia desde nosso EP. Foi uma pena minha Guitarra ter que passar por conserto na época de gravação, pensamos em adiar a gravação, mas resolvemos continuar com uma equipamento emprestado mesmo. Poderia ter ficado melhor, mas quem sabe no próximo fica realmente do jeito que queremos.

Vicente –  E o retorno do pessoal, tem sido o que vocês imaginavam?

Falling in Disgrace: Até onde avaliamos tem sido bastante positivo. As revistas especializadas fizeram algumas resenhas, algumas tocaram no ponto de gravação, que como já te falamos não saiu o que era realmente pra sair devido ao equipamento. Alguns sites foram mais pelo lado do “feeling” da música e não pela qualidade de gravação, enfim… Tudo isso também vai ajudando-nos a melhorar cada vez mais. Somos gratos a todos esses. Chegamos até a um dos melhores lançamentos independentes de 2012. Sempre vai ter alguém que não vai gostar de alguma coisa, mas é isso, cada um com seu gosto.

Vicente –  Para quem não conhece a banda, qual música do disco indicaria, aquela que acredita sintetizarMARCIO perfeitamente o som do Falling in Disgrace?

Falling in Disgrace: Acho que a banda toda vota na música “Sociedade em Alerta”, por ela ter uma pegada mais nervosa, ser em português, tem passagens Thrash / Death / Heavy. É o que costumamos chamar de Rock de Caveira com Fogo (risos). Essa música tem no Listen do nosso Site está ai o link [aqui] bem como outras músicas, mas se temos que escolher apenas uma, seria esta. Inclusive estamos vendo a possibilidade de gravar um clipe da mesma.

Vicente –  Vocês gravaram uma surpreendente versão para Twist Cain do Danzig. De quem foi a ideia de incluir essa música no disco e como rolou a gravação da mesma?

Falling in Disgrace: A ideia dessa música foi sugestão de Krakum, que sempre nos dá um palpite em alguma coisa, na ocasião ele falou sobre essa música e curtimos na hora, pois todos ouvimos o Danzig, na hora que chegamos no estúdio pra ensaiar a música ela saiu logo, até porque cada um estudava a música em seu tempo livre. No decorrer da segunda tocada da música, em estúdio, ela já veio com um “up”, Nilson mudou a voz para o que ele está habituado a fazer, dai Hugo, baterista, já incorporou pegadas de double bass, uns blast beat, quando chegamos no final observamos que na verdade não era um cover e sim uma versão, que na verdade achamos melhor fazer versão do que cover. Também gravamos outra versão, que só saiu em uma edição limitada. Foi, além do Danzig, uma música da banda Obituary.

Vicente –  O som do Falling in Disgrace é o clássico Death Metal old school. Quais são as bandas atuais do estilo, tanto no Brasil como no exterior, que tem chamado a atenção de vocês?

Falling in Disgrace: Putz, acho que cada um na banda tem um gosto particular. Evidente que existe alguma banda que todos ouvem, tipo: CLAUSTROFOBIA – ANDRALLS – KRISIUN – KORZUS – BY WAR – DESTRUCTION – RITUAL CARNAGE – OBITUARY – MORBID ANGEL. Um ou outro ouve algo mais Thrash Metal – outro algo mais Death Metal – e outro mais Black Metal. Mais todos ouvimos todas as vertentes do verdadeiro Heavy Metal.

NILSON-SETVicente –  A banda tem uma preocupação muito legal em fazer um trabalho altamente profissional, tanto na música como na parte promocional, site, etc… Essa sempre foi à intenção de vocês, ser o mais profissional possível, dentro das possibilidades?

Falling in Disgrace: Bem, desde que formei a Falling in Disgrace tive essa forma de pensar: Profissionalismo até onde nosso dinheiro puder pagar. Como passamos por outras bandas tudo isso serviu de experiência e não vamos vacilar mais. Se quisermos ser visto como profissionais devemos levar nosso trabalho com total profissionalismo. Isso serve também pra alguns produtores. Nem toda banda é igual, tem banda que leva a parada a sério e outras que estão para brincadeira, a gente leva a coisa a sério mesmo.

Vicente –  Qual a avaliação que vocês fazem da cena metálica nacional dos dias atuais. Como está a agenda de shows da banda?

Falling in Disgrace: Sobre a cena do Metal nacional avaliamos que realmente melhorou muito. O público passou a valorizar mais as bandas, as bandas passaram a fazer materiais independentes com qualidade e não ficar só esperando alguma gravadora descobrir a banda, até porque nos dias de hoje o mercado fonográfico passa por um momento difícil, apesar dos  Metal Heads ainda comparecerem na compra de materiais, a gente mesmo consegue vender CDs e Camisas, não só nos eventos que tocamos como também via correios. Sobre agenda de shows da divulgação do “At the Gates of the Death” nem sempre é fácil, afinal são muitas bandas, pra você ter ideia a gente não conseguiu tocar no Recife neste ano de 2012 e olhe que é nossa cidade. Tocamos bem perto, que foi em Olinda, no Setembro Negro ao lado das bandas Gorgoroth – Keep of Kalessin – Demonized Legion, mas no Recife mesmo, nada. Então agora tivemos de dar uma parada de pelo menos 3 meses por motivos particulares de nosso baterista.

Vicente –  Quais são as suas maiores influências?HUGO

Falling in Disgrace: Em questão de influências podemos dizer que o Thrash Metal e Death Metal tanto old school como atual são nossas bases. Mas se for pra citar bandas, podemos dizer: CLAUSTROFOBIA – TORTURE SQUAD – CORPSE GRINDER – DESTRUCTION – RITUAL CARNAGE – BENEDICTION… dentre outras

Vicente –  Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Deicide: Não ouvimos os últimos álbuns da banda, gostamos mais dos materiais antigos. Da época do irmãos Hoffman. Eles têm umas bases pesadas, solos verdadeiramente Death Metal.

Slayer: Putz! Slayer é a base para qualquer um que se arrisque a fazer Thrash Metal. Kerry King é o rei das bases. A banda sempre teve o melhor line-up do Thrash Mundial, em nossa opinião.

Morbid Angel: Os pais do peso.

Cannibal Corpse: Brutalidade e também inspiração tanto das melodias como nas líricas.

Sarcófago: Não acompanhamos muito a história completa da banda, mas podemos dizer que o álbum The Laws of Scourge é essencial pra quem cultua o Metal Nacional.

Vicente –  Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Falling in Disgrace e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Falling in Disgrace: Bem, somos gratos aos amigos e costumamos dizer que a banda é além daquilo que está no palco e nessa situação os amigos são sem dúvida um braço da banda. Aos que passaram a admirar a banda, curtir nosso som, foram a shows por estarmos no cast um PUTA ABRAÇO em vocês, realmente não esperávamos agradar tanto. Devemos agradecer também aos nossos apoios: Anaites Records – Heavy Metal Brasil – Som Extremo. Bem, pra quem não conhece nosso som é isso ai: somos uma banda que aposta num Thrash / Death com letras sobre o comportamento Humano. Encaramos nosso trabalho com total profissionalismo. Pra ver algo mais. Vejam nosso site que lá tem tudo que fazemos: http://fallingindisgrace.com

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