O Weapon vem despontando como uma das boas revelações do Metal canadense, fazendo um ótimo Death/Black Metal, dois estilos que possuem suas similaridades, ao mesmo tempo que são completamente distintos. A banda lançou este ano seu terceiro disco “Embers and Revelations”, pela Relapse Records, o que irá trazer ainda mais notoriedade para o Weapon. Nesta conversa Vetis Monarch, vocalista, guitarrista e fundador da banda, fala um pouco mais sobre a carreira e inclusive conta ser um admirador do metal extremo brasileiro. 

Vicente – Conte-nos um pouco sobre os quase dez anos do Weapon

Março de 2013 vai marcar os 10 anos da banda. Temos feito tudo em nossos próprios termos, sem nunca comprometer um pingo de nossa ideologia, idéias criativas e metas. Agora estamos em pé de guerra para a dominação global e é o culminar de um trabalho árduo, perseverante e sem aceitar um não como resposta.

Vicente – Vocês lançaram este ano o seu terceiro disco, “Embers and Revelations”. Como foi a gravação deste álbum?

A gravação é sempre um momento estressante / agradável para nós. Desta vez tivemos um produtor de verdade (Terry Paholek) trabalhando com a gente, por isso foi ainda mais estressante, porque o homem é um perfeccionista. Não que nós não somos, mas a sua abordagem a aspectos musicais e técnicas de estúdio está em um nível diferente de profissionalismo.

Vicente – E a reação dos fãs foi que vocês esperavam?

Pelo fato desse álbum estar sendo lançado pela Relapse Records, ele irá expor-nos a muito mais pessoas e ganharemos um público muito maior. Ao mesmo tempo, eu sei que os idealistas vão nos chamar de “vendidos” porque nós assinamos com uma grande gravadora, mas não dou a mínima. Nós fazemos o que fazemos. As pessoas que são genuinamente Death/Black Metal não irá se decepcionar.

Vicente – Para você, qual é a principal diferença entre “Embers and Revelations” para os primeiros álbuns do Weapon?

Temos muito mais agressão, as composições estão mais maduras e dinâmicas em nossas novas músicas. Weapon é muito mais uma banda multidimensional neste ponto, e neste caminho que devemos continuar.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre as letras neste álbum, qual é a mensagem que a banda quis passar para seus fãs? 

Desde o início, o ocultismo e o satanismo tem ditado o conteúdo lírico e até hoje assim isso permanece. Nós não estamos aqui para pregar às pessoas, mas para apontar quem vai “ouvir” a direção correta. As palavras são inúteis se as ações não as seguem.

Vicente – Além disso, vocês lançaram “Drakonian Paradigm” e “From the Devil’s Tomb”. Conte-nos um pouco sobre cada um deles.

“Drakonian Paradigm” é o nosso álbum de estréia, místico, sinistro e muito pessoal. O álbum, infelizmente, sofreu com uma produção pobre e um baixista incompetente, mas no geral é excelente.

Em nosso segundo álbum, “From the Devil’s Tomb”, que trouxemos a violência e brutalidade a um novo nível, um álbum implacável e sombrio que não é fácil de digerir, mas gratificante cada vez que escutado. Este é o álbum que nos colocou no mapa, por assim dizer.

Vicente – O som do Weapon é um forte Death / Black Metal. Como você vê essa cena nos dias atuais?

Existem algumas bandas fenomenais no Black e Death Metal hoje em dia, mas poucas bandas mesclam os dois estilos de forma satisfatória. Black Metal é Satã e Death Metal é a morte e decadência.

Vicente – Como é a cena no Canadá com relação ao Rock e Metal?

A Cena Metal está bem. Temos bandas como Mitochondrion, Antdeiluvian e Chthe’ilist, todas muito relevantes. Eu não escuto rock moderno, então não posso falar sobre isso.

Vicente – O que vocês sabem sobre Rock e Metal no Brasil?

Uma das minhas bandas favoritas de Black Metal de todos os tempos, Mystifier, vem do Brasil. Também tem as essenciais, como Sarcofago, Impurity, Krisiun, Holocausto, Goatpenis e muitas outras.

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Deicide: Os primeiros álbuns são essenciais. Especialmente Legion!

Morbid Angel: Uma banda que não poderia fazer nada de errado no meu livro, até sua recente produção de lixo em 2011. Talvez a minha banda favorita de Death Metal.

Immortal: Holocausto puro. Isso é tudo.

Voivod: A fundação canadense do Speed / Thrash. Os álbuns posteriores não chegaram a me chamar à atenção, mas eu ainda os respeito muito.

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou gostariam de saber muito mais sobre a música do Weapon.

O Weapon tem uma apreciação muito forte pelo Metal brasileiro e os apoiadores do black/Death Metal que vêm do Brasil. Esperamos fazer uma turnê muito em breve e mostrar nossa violência satânica em um ambiente ao vivo!