Banda

Prellude

Local

São Paulo

Gênero

Heavy Metal

Ano de Formação

1995

 

Resistir e perseverar. Esse é o lema que quase todas as bandas nacionais seguem, não desistindo nunca de seus sonhos. Poucos têm a ilusão da grana fácil e fama, mas todos continuam a fazer seus trabalhos da forma mais sincera possível. Esse é o caso dos paulistas do Prellude, com 17 anos de carreira, que continuam a demonstrar toda a força de seu tradicional Heavy Metal. E nessa entrevista com o vocalista e guitarrista Christian Lima, podemos conhecer muito mais sobre o trabalho desenvolvido pela banda.

Vicente – Já se vão 17 anos de existência da banda, como você avalia a trajetória do Prellude?

Christian Lima – Foi uma trajetória muito acidentada. Assim como a maior parte das bandas aqui no Brasil, passamos pela luta diária da vida, outras atividades e contratempos fizeram com que vários membros passassem pela banda, mas entre altos e baixos e apesar de não se ganhar dinheiro com isso em nosso país, conseguimos dois objetivos que almejávamos: Resistir mais de uma década e fazer com que o nome Prellude cruzasse fronteiras.

Vicente – Vocês lançaram há poucos meses o “Tributo ao Spectrus”. Como foi a gravação do disco?

Christian Lima – Um desafio. Primeiro recebemos um cd-r extraído de uma fita cassete. A tarefa de tirar as músicas e adaptar em nossa versão foi a mais complexa. Mas parece que tudo estava ligado… Recebemos o material pelo correio e ficamos fãs e sendo assim procuramos atender não apenas a parte técnica, mas também a parte sentimental de gravar um som que curtimos muito.

Vicente – E a resposta do pessoal foi a imaginada por vocês?

Christian Lima – Simplesmente não imaginamos como fazíamos antes. Acredito que devemos fazer para nós mesmos antes de ir ao público. Se a gente gostar primeiro, poderemos mostrar, mas nem sempre a recepção é a esperada. Se a gente esperar muito e não vier fica sempre um vazio. Então entramos no estúdio e ficamos enclausurados lá apenas com uma frase: “daremos o melhor de nós”. Até agora os poucos que ouviram tiveram uma opinião bastante positiva.

Vicente – Qual a razão da escolha deste nome para o disco?

Christian Lima – A sugestão foi da parte do produtor da Metal Soldiers Records, um grande fá dos Spectrus e pela Europa esse nome cairia bem.

Vicente – A música de abertura do disco, Mistério do Prelúdio dos Tempos, é sensacional. Como foi a gravação dessa música em especial?

Christian Lima – Esta e a que mais gosto. Não cantei como a original, apesar do Beto Barros ter feito uma bela linha de vocal. Procuramos não tirar a essência dessa bela música e ao mesmo tempo deixá-la com uma versão que pudéssemos executá-la melhor. Então vocês vão conferir as duas versões no tributo.

Vicente – Vocês lançaram também “A Estrada do Rock”, “A Máquina do Tempo”, e o Box-set “Prellude”, que conta com os dois discos e mais bônus. Conte-nos um pouco sobre cada um destes lançamentos.

Christian Lima – Lançamos em 1998 “A Estrada do Rock” e “Máquina do Tempo” em 2007. Entre 2000 e 2001 foram lançados os CDs Demo em Inglês “Raising from the Dead” com 6 músicas e “The Great War” com 3 músicas. Através do convite do selo chinês: Areadeath foram relançados em 2009 esses dois álbuns. “A Estrada do Rock” + bônus: Demo “Raising from the Dead” e “Máquina do Tempo” + bônus “The Great War” O Box-set é uma caixa com esses dois CDs + patch + botton. 

Vicente – O Prellude canta em português, inclusive como uma homenagem as grandes bandas do gênero nos anos 80, como Centúrias, Azul Limão, Stress, Harppia, Salário Mínimo, entre tantas outras fundamentais na consolidação do Metal no Brasil. A tendência é a banda continuar assim, ou pode surgir algo em inglês, como no EP “Raising From The Dead”?

Christian Lima – Decidimos continuar em português. Estamos compondo para o novo álbum: “Conquistadores do Amanhã”.

Vicente – A banda já possui uma grande experiência, tendo passado por várias épocas do Metal nacional. Como avaliam o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Christian Lima – Há mais espaço para divulgar devida a tecnologia que facilita o alcance do público, mas paralelo a isso há uma variedade de opções muito maior e com um pen drive você pode armazenar toda uma estante de discos. Só quem gosta muito de CD e LP é que compra. Quanto aos shows a maior parte das casas hoje em dia procura banda cover. Então o problema de hoje e antes é basicamente o mesmo: A correria para arranjar shows fica a cargo das bandas, selos e alguns bares simpatizantes ao estilo.

Vicente – Quais são as suas principais influências?

Christian Lima – Nacionais: Harppia, Salário Mínimo e Stress. Estrangeiras: Running Wild, Saxon e Grave Digger

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Harppia: Christian Lima – Uma das nossas grandes inspirações, principalmente na fase: “A Ferro e Fogo” e “Sete”.

Saxon: Christian Lima – Essa é de cabeceira. Heavy Metal direto e que pega na veia.

Running Wild: Christian Lima – Inspiramo-nos muito nos sons dessa banda. Para mim é uma das melhores bandas de Heavy Metal.

Black Sabbath: Christian Lima – A simplicidade e o recado direto que eles passam nas músicas é o que torna a banda um clássico.

Azul Limão: Christian Lima – Gosto da garra que a banda transmite. O que mais curtimos é o álbum: Vingança. Tanto que a gente toca a musica titulo do disco.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Prellude e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Christian Lima – Somos gratos a todos que acompanharam nosso trabalho todo esse tempo e fiquem ligados que virá novidades até o inicio do ano que vem. Quem ainda aposta no metal nacional está ajudando a rompermos um velho paradigma de que só os gringos conseguem fazer Heavy Metal. Para quem quer conhecer a banda acesse: www.myspace.com/prellude