Banda

Firetomb

Local

Pernambuco

Gênero

Thrash Metal

Ano de Formação

2008

 

A força do Thrash Metal no cenário nacional é indiscutível, desde os anos 80 até os dias atuais, onde dezenas de bandas mantêm este estilo em evidência. Dentre elas podemos citar evidentemente o Firetomb que, apesar de ainda recente, abraça com paixão o estilo escolhido por eles. E demonstram isso claramente nessa entrevista que realizei com Lucas Moura (Vocal) e Randal Silva (Guitarra). Confiram  o que o Firetomb tem para oferecer a todos apaixonados por este estilo e pelo Metal em geral.

Vicente: Inicialmente, Falem um pouco sobre os quatro anos de existência do Firetomb. Mesmo sendo uma banda relativamente recente, qual a avaliação que fazem da trajetória até o presente momento?

Lucas Moura: podemos dizer que a nossa trajetória está fluindo como deveria fluir, tivemos altas e baixas, algumas polêmicas talvez, mas acho que isso é normal em qualquer banda, e diante do mercado musical que vivemos hoje, acredito que estamos fazendo bem nosso papel no período de ascensão, mas num modo geral as coisas estão caminhando bem, algumas oportunidades estão surgindo, e vamos continuar indo em frente.

Randal Silva; a banda durante esse quatro anos passou por vários momentos bons e ruins, mais no final todo o nosso objetivo foi concluído com vitória e determinação.

Vicente: Anterior a esse período, a banda se chamava Hellvolution. Como se deu a troca do nome e de onde surgiu o nome Firetomb?

Lucas Moura: Tivemos alguns problemas com o primeiro nome na hora de registrar para oficializar o cd regularmente, então intitulamos o cd em forma de tributo ao antigo nome “Hellvolution”, e aproveitamos a oportunidade para por um nome que soasse mais ao nosso estilo.

Vicente: Inclusive seu primeiro disco completo foi intitulado “Hellvolution”, lançado em 2010. Como foi a gravação do mesmo, rolou tudo como esperavam?

Lucas Moura: Não e sim, na verdade tivemos alguns problemas com integrantes, mas estávamos decididos a gravar o “Hellvolution” mesmo que não fosse o objetivo de todos naquele momento, e até certo ponto ficamos preocupados com a falta de alguns integrantes no inicio do processo de gravação, pois queríamos fazer um trabalho profissional apesar de ser independente, mas desistir não era uma opção, foi então que o nosso baterista Luciano J. Silva se encarregou de gravar as baterias para o nosso debut e acabou ficando no line up do Firetomb, que posteriormente trouxe o nosso baixista, Risaldo Silva.

Randal Silva: a banda já tinha 10 musicas pronta, logo no inicio da gravação o nosso baixista Rogério Gomes saiu da banda, então todo processo das cordas foi feito por mim e pelo Marcos, e mesmo com as dificuldades foi um grande passo para a banda em todos os sentidos.

Vicente: E o retorno do pessoal?

Lucas Moura: Tivemos um bom retorno, esse primeiro trabalho foi muito bem aceito, acho que a recepção para o Hellvolution aconteceu como tinha que acontecer, tanto na reação do público nos shows, quanto na vendagem nacional e estrangeira, é muito gratificante ver o “Hellvolution” em top lists de bangers espalhados pelo mundo.

Randal Silva: Só em você tocar as musicas e ouvir a galera cantando junto com a banda…Thrash Metal we do say

Vicente: O Firetomb executa um Thrash old school, extremamente influenciado pelos anos dourados do estilo (década de 80). Esta é a proposta da banda desde seu principio, e como vêem o estilo hoje em dia?

Randal Silva; Posso afirmar que Thrash Metal Old School é eterno como o Heavy Metal tradicional, e mesmo com a evolução musical e os periféricos eletrônicos, sempre surgirá bandas como: Violator, Firetomb, Pitiful Reign entre outras para manter a bandeira Thrash em alta.

Vicente: Inclusive, um dos destaques da banda é a faixa intitulada Thrash Metal. Como foi a composição dessa música em particular?

Lucas Moura: “Thrash Metal” é uma música muito especial acho que para todos nós, talvez porque seja uma música mais direta e com vários elementos abordados dentro do estilo, e sua composição foi uma das que mais se modelou com o tempo, sempre que a tocávamos nos ensaios ela soava mais rápida, mais agressiva, e já notávamos que a música transmitia uma energia muito forte, e aos poucos foi tomando sua forma.

Randal Silva: Thrash Metal é na verdade um soco na cara dos modistas foi a música mais rápida que eu já compus, foi algo totalmente direto, bem é só ouvir as speed picks.

Vicente: Algum álbum novo a caminho?

Lucas Moura: estamos no estúdio em processo de criação ainda, algumas musicas já estão se formando, mas não temos uma data prevista ainda para o próximo lançamento.

Randal Silva: Vamos fazer um álbum mais direto e matador.

Vicente: Quais são as suas maiores influências?

Lucas Moura: Temos nossas particularidades pessoais em questão de influências, mas temos várias influências em comum dentro do Thrash Metal, como as bandas mais clássicas oitentistas: Metallica, Slayer, Kreator, Testament, Megadeth.

Randal Silva: Eu, o Marcos e o Lucas, gostamos da maioria das bandas old school e Risaldo e Luciano gostam de Thrash e de outros estilos, mas que somando tudo gera uma essência poderosa e faminta por Thrash metal que é o Firetomb.

Vicente: Muito se fala sobre os diversos problemas da cena Metal no Brasil. Qual avaliação que vocês fazem da mesma, visto o longo tempo que a banda já tem de estrada? Acreditam que ela melhorou, piorou ou está estagnada?

Randal Silva: acho que de uma forma geral melhorou muito, pois bandas como IRON MAIDEN, MEGADETH, EXODUS, DEATH ANGEL E OVER KILL já mudaram a historia do nordeste, pois essas são bandas que eu cresci ouvindo, e gosto até hoje

Vicente: Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Kreator, Testament, Slayer, Metallica, Sacred Reich:

Lucas Moura: Não dá pra fazer um comentário diferenciado para cada uma dessas bandas, pois nos influenciam muito, mas de um modo geral, todas essas bandas são ótimas e muito importantes, e tiveram sua época de ouro e algumas tem até hoje, algumas sofreram mudanças radicais em sua musicalidade, mas temos que respeitá-las por tudo que contribuíram e pelo legado que deixaram, e que ainda deixarão.

Vicente:  Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Firetomb e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Randal Silva: quero deixar um abraço a todos que carregam junto com a gente a nossa bandeira Firetomb, pois todo o nosso trabalho se resume aos gritos e delírios para aqueles que nos acompanham em nossa estrada Thrash Metal e que, sem eles, não poderíamos seguir esse caminho.

Valeu thrash metal till death