Banda

Vision Divine

Local

Itália

Gênero

Power Metal

Ano de Formação

1998

 

Não há dúvida que nos últimos tempos a Itália tem sido um dos grandes celeiros de bandas no Metal, vide Rhapsody, Lacuna Coil, Theatres des Vampires, Labyrinth, Elvenking e tantas outras. Dentre elas podemos citar o Vision Divine, que inicialmente seria um projeto, mas logo tomou status de banda, e assim já se vão quase 15 anos de existência. E acabam de lançar seu sétimo disco, Destination Set to Nowhere, que tem colhido criticas positivas mundo afora. Aproveitando esse momento, realizei esta entrevista com o guitarrista Olaf Thorsen, único membro desde o principio do Vision Divine, onde relembra os shows no Brasil, sobre o novo disco e a admiração pelo nosso país. A atual formação é completada com Fabio Lione, do Rhapsody of Fire (Vocais, que retornou a banda, após um tempo afastado), Andrea Torricini (Baixo), Federico Puleri (Guitarra), Alessandro Bissa (Bateria) e Alessio Lucatti (Teclado).

 

Vicente – Primeiro, qual é a sua melhor lembrança dos seus shows aqui no Brasil. Com o novo álbum lançado, podemos esperar uma nova apresentação aqui, talvez em 2013?

Olaf Thorsen – Ah, nós ainda lembramos o show no Via Funchal! Vocês têm um dos melhores locais que já tive a sorte de tocar! Também os outros shows em Curitiba e Porto Alegre foram muito bons. O Brasil tem um monte de bandas que são muito boas, por isso é sempre uma honra quando temos a oportunidade de tocar ai. Eu ainda não sei se vamos ter a chance de tocar no Brasil em 2013, mas com este novo álbum, estamos trabalhando em algumas possibilidades para a turnê, e vamos ver se isso pode se tornar real. Esperamos que sim, claro.

Vicente – Em 2013 o Vision Divine vai comemorar 15 anos de existência. Como você vê a trajetória da banda depois de todos esses anos?

Olaf Thorsen – Ah! Bem, eu entendo que, para as pessoas ao redor do mundo, é um período de tempo respeitável, mas, sinceramente. Estamos sempre tão ocupados trabalhando, lançando álbuns, turnês etc… Que quase nem mesmo percebemos o tempo passar. É claro que quando eu comparo este último lançamento com o primeiro, e eu penso no que aconteceu nesse meio tempo, eu me sinto orgulhoso. Nós ainda estamos aqui, e nós não estamos simplesmente lançando uma cópia pobre do nosso primeiro lançamento, pelo contrário, continuamos a desenvolver o nosso som e nosso estilo, de modo que este álbum ainda tem algo que recorda os nossos últimos lançamentos, mas, ao mesmo tempo, oferece algo novo em termos de som e atmosfera. Eu não quero soar arrogante, mas acho que, depois de quase 15 anos, podemos dizer que a Vision Divine têm seu próprio som, que é facilmente reconhecido através das diferentes produções, e mesmo através de formações diferentes que surgiram durante nossa carreira. É uma grande conquista, é como eu vejo isso.

Vicente – Vocês recém lançaram o seu sétimo disco, “Destination Set to Nowhere”. Como foi a gravação deste álbum?

Olaf Thorsen – Tranquilo e perfeito. Desta vez, decidimos levar todo o tempo que fosse necessário, a fim de lançar algo que fosse especial Eu sinto que nós fizemos isso.

Vicente – Qual é a maior diferença entre o “Destination Set to Nowhere” para os outros álbuns da banda?

Olaf Thorsen – Como disse antes, ele ainda tem um “sabor”, que pode recordar algo do nosso passado (ao escutar você pode ter essa sensação aqui e ali), mas definitivamente as músicas são muito diferentes, o som é muito diferente, as estruturas são muito diferentes, você pode achar esta comparação estranha.

Uma banda é o que é: uma banda. Você não pode pedir a uma banda para soar totalmente diferente em cada álbum (e ninguém faz isso, na verdade). Seria absurdo, as pessoas gostam de uma banda geralmente por causa da música que tocam. Por que você iria mudar tudo? O que tentamos aqui é adicionar ingredientes, álbum a álbum, como se fossem especiarias e nós tentássemos cozinhar algo diferente dia a dia. “Destination Set to Nowhere” soa como uma mistura de todos os nossos álbuns anteriores e estilos, tentando colocar todos os ingredientes juntos e realizar a receita final (risos). Eu realmente acredito que este é o nosso melhor álbum até o momento, com gostos pessoais por “uma canção ou outra”, que cada um pode, individualmente e logicamente, preferir por motivos pessoais.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre as letras neste álbum, qual é a mensagem que a banda quer passar para seus fãs?

Olaf Thorsen – Bem, além da história em si, que está claramente descrita em nossos anúncios, a verdadeira história por detrás de tudo é a busca humana pela nossa alma interior, tentando explorar nossos sentimentos e nossas emoções, tentando ser melhores do que somos.

A viagem no espaço em busca de um novo planeta onde começar uma vida melhor, é uma alegoria de uma busca em nossas almas, porque, no fim deste conceito, se você não encontrar o melhor de si, dentro de si mesmo, não importa aonde você vá, você nunca vai ser melhor do que você realmente é.

Vicente – Vocês gravaram um grande vídeo para “Mermaids from their Moons”. Por que vocês escolheram essa música em particular, e como foi a gravação?

Olaf Thorsen – A canção foi automaticamente escolhida de acordo com as reações de nossos selos e distribuidores, desde a primeira vez que eles receberam o novo álbum. Todo mundo adorava essa música, que eles acharam pesada, melódica, técnica, etc… Todas as coisas boas que vieram de quase todos que estavam trabalhando conosco, então decidimos usá-la como um Single. Não é a típica canção de Power Metal que você provavelmente pode esperar de nós, como, eu não sei, “La Vita Fugge”, e isso foi importante, mais uma vez, para mostrar as mudanças que trazemos com nosso novo álbum.

Vicente – Todos os álbuns de Vision Divine foram aclamados por público e mídia. Para você, há alguma música ou álbum que você gostaria de mudar, talvez algo que você gostaria de fazer diferente?

Olaf Thorsen – Há sempre algo que eu gostaria de fazer melhor, é claro.

Para ser honesto eu não gostei totalmente da produção de nosso disco anterior “9 Degrees West of the Moon”. Eu não era o produtor, apenas um guitarrista lá, e eu ainda acredito que o álbum contém algumas das melhores músicas que já lançamos. As pessoas até gostaram, mas eu não fiquei completamente satisfeito com o resultado final, como as canções estavam soando.

É por isso que, desta vez, eu tomei a decisão de produzir o álbum pessoalmente, a fim de não repetir o mesmo erro.

Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que inspiraram você?

Olaf Thorsen – Ah, não, desculpe (risos)! Eu não posso responder a essa pergunta! Eu ouço tantas bandas e estilos diferentes que eu não poderia fazer uma lista correta!

Eu gosto de toda boa música, quando é realmente boa, e eu não me importo se é Metal ou não. Uma boa canção é uma boa canção, sempre. Há tantas bandas boas, tantos músicos bons lá fora! Toda vez que ouço uma música boa ela fica presa em minha mente, e de alguma forma isso me influência vez ou outra.

Vicente – Como é a cena na Itália para o Rock e Metal?

Olaf Thorsen – Eu realmente acredito que, neste momento, somos um dos melhores países tratando-se de Metal.

Infelizmente, ainda vivemos sob a sombra das bandas alemãs e norte da Europa, como se fossem a primeira divisão, mas isso é algo do passado. Hoje em dia temos absolutamente algumas das melhores bandas que você pode ouvir. As pessoas chamam-nos na maioria das vezes de bandas de “Power Metal”, mas a verdade é que o nosso estilo tem algo diferente, melodias diferentes, quando comparado com os outros países. Tenho certeza de que, se o mercado não estivesse vivendo um momento tão difícil hoje em dia, a Itália seria um dos novos países líderes no Metal.

Vicente – O que vocês sabem sobre Rock e Metal no Brasil?

Olaf Thorsen – Eu sei que o Brasil é muito semelhante a nós, e que vocês tiveram a chance que eu estava comentando antes, e que nós ainda não tivemos completamente até agora.

Algumas de suas bandas tornaram-se internacionais, vocês tem grandes músicos e um estilo único, na maioria das vezes. Admiro muito seu país!

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Rhapsody of Fire: Respeito o que eles fizeram, mas não são o meu “pedaço de bolo” em termos de música, o estilo “espada e dragões” que eles oferecem.

Labirinto: Não é possível falar sobre eles, por razões óbvias (risos)!

Angra: Uma dessas bandas que eu lhe disse antes: eles são brasileiros, são grandes músicos e lançaram álbuns maravilhosos. Eles também são caras muito legais, então o que gostaria de pedir mais do que isso? Eles detonam.

Time Machine: Uma antiga banda italiana. Eles desapareceram há muito tempo.

Iron Maiden: (Risos) O que devo pensar do Iron Maiden? Eles são Iron Maiden!

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som do Vision Divine

Olaf Thorsen – Muito obrigado a todos! Nestes últimos tempos vocês tem aumentado muito em número e, graças ao nosso site ( www.visiondivine.com ), e outros instrumentos agradáveis da web, como Facebook ( www.facebook.com / visiondivineofficial ) agora podemos estar em contato como nunca antes . Nós estamos realmente tentando fazer com que seja possível visitar o seu país em breve! Stay Divine.

Mermaids from their Moons: http://www.youtube.com/watch?v=8q0ee447wQM