Banda

Black Anvil

Local

Estados Unidos

Gênero

Black Metal

Ano de Formação

2007

Nova Iorque sempre foi o berço de grandes bandas de Hardcore, e o Black Anvil pode-se dizer que seria uma cria desse estilo. Mas, diferentemente do som de suas antigas bandas, eles investem num furioso Black Metal, que às vezes chega a se aproximar do Thrash. Ainda pouco conhecidos no Brasil, o baixista e vocalista PTD concedeu esta entrevista ao blog, onde fala do momento da banda e mostra querer desvincular a imagem deles do som feito no passado pelos seus membros.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre os cinco anos de existência do Black Anvil

PTD – Black Anvil foi formado em 2007. Para nós três, era como se essa banda já existisse muito tempo antes de ser criada. Temos estado juntos há algum tempo, como amigos, e em bandas anteriores juntos. Quando o momento finalmente nos permitiu canalizar nossa energia na direção correta, a banda foi formada. Inicialmente nossa repulsa por tudo que está por ai atualmente gerou a “ideia”, mas a medida que avançávamos, tudo tornou-se mais sobre nós, e menos sobre o exterior. Há uma profunda ligação espiritual dentro destas paredes, esta banda é a nossa vida, e é a nossa irmandade, e nós somos o canal para espalhar a palavra de nosso Senhor.

Vicente – Vocês lançaram em 2010 o seu segundo álbum, “Triumvirate“. Como foi a gravação deste álbum?

PTD – O processo de gravação pode ser sempre um tédio, não há nenhuma razão para vasculhar todos os detalhes sobre a obtenção de sons e fazer um milhão de takes… Mas, foi diferente do primeiro, como o terceiro será diferente do segundo. Quando você está numa banda, você progride, ou você deveria ao menos progredir. O primeiro álbum meio que fluiu para fora de nós, este levou um pouco mais de tempo. É importante para nós ter o nosso tempo e deixar o processo de composição ser natural. Eu sinto que, com o processo de escrita e gravação de “Triumvirate”, conseguimos trazer à vida a nossa visão.

Vicente – E a reação dos fãs foi que vocês esperavam?

PTD – Ele foi bem recebido, eu não sou realmente um cara que se importa com o que as pessoas pensam no fim do dia, mas é muito legal quando as pessoas entendem do que se trata e se conectam com a nossa música. Fazemos isso principalmente para nós mesmos, mas não posso negar o fato de que ter “fãs” ajuda neste trabalho.

Vicente – Para você, qual é a maior diferença entre o “Triumvirate” para “Time Insults the Mind”?

PTD – A progressão natural na composição das músicas e letras foi a maior diferença. Ter um registro sob o seu controle faz com que você possa procurar estilos diferentes, pelo menos é o que fazemos. Você pode ver um grupo crescente, especialmente nas letras. Eu sugiro que você ouça e acompanhe as letras, se você quiser seguir o caminho que escolhemos para caminhar.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre “Time Insults the Mind”.

PTD – Foi nosso primeiro disco. As músicas tinham em torno de um ano, estávamos mantendo em linha reta o que nós queríamos fazer como banda, e conseguimos. Para mim, olhando para trás, foi um lançamento apropriado em primeiro lugar, e só podemos avançar a partir de agora.

Vicente – Neste álbum, vocês gravaram um cover para Dethroned Emperor (Celtic Frost). De quem foi a ideia?

PTD – A escolha deste cover era uma idéia antiga que finalmente colocamos em prática. Nada de especial, o Celtic Frost é uma influência enorme e nós queríamos prestar uma homenagem. No “Triumvirate” nós gravamos um cover do Veadtuck.

Vicente – Um novo álbum em breve?

PTD – Estamos escrevendo nosso terceiro álbum, enquanto conversamos.

Vicente – O som do Black Anvil é uma mistura de Black / Thrash Metal, mas os membros têm raízes em bandas de Hardcore. Esta é a proposta desde o início da banda?

PTD – O som do Black Anvil pode ser descrito de muitas formas, já que fazemos algumas escolhas diferentes quando se trata de escrever música, e não se ater a um livro de regras ou seguir todas as orientações. Somos uma banda de Black Metal e nossas letras falam por si. Essa foi a proposta desde o início. Em Black Anvil, o passado não é relevante.

Vicente – Como é a cena nos EUA para Rock e Metal?

PTD – Esta é outra coisa que não tentamos nos ater muito, a “cena”. Há obviamente uma grande cena Metal / Rock aqui. Mas há tantas subdivisões, gêneros, que nos concentramos apenas em nós mesmos e nosso objetivo, e não deixamos que o exterior nos afete de alguma forma.

Vicente – O que vocês sabem sobre Rock e Metal no Brasil?

PTD – Pelo que tenho visto ao longo dos anos, o Brasil, e América do Sul em geral, têm uma cena Metal inacreditável. As pessoas vivem e respiram isso, é animador.

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Celtic Frost,Venom,Black Flag,Slayer,Biohazard:Peso absoluto.

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou queiram conhecer mais sobre a música do Black Anvil.

PTD – Ave Morte!