Banda

Theatres des Vampires

Local

Itália

Gênero

Gothic Metal

Ano de Formação

1994

 

O Theatres dês Vampires é uma daquelas bandas cujo lema é “ame-as ou deixe-as”. Muita gente ama o som deles, para outros simplesmente não fazem diferença alguma. Quem quiser descobrir qual a verdade, terá essa chance no próximo dia 23 de Setembro em São Paulo, no Arena Metal, quando a banda irá se apresentar pela segunda vez no Brasil. Tive a oportunidade de fazer esta entrevista com o tecladista Fabian Varesi, que, sem “papas na língua”, fala o que pensa sobre a carreira da banda, sobre outras bandas, o show aqui e sobre o futuro do Theatres des Vampires. Confiram o que ele falou… 

Vicente – Vocês vão tocar novamente no Brasil em Setembro. Quais são as suas recordações do último show aqui?

Tivemos um grande momento no Brasil em 2006. Foi um público muito bom.

Eu me lembro que passei alguns bons momentos com os nossos fãs pela última vez. Sessão de autógrafos e conversando com um monte destes fãs. É uma lembrança agradável. Acho que desta vez vai ser a mesma coisa, ou até melhor!

Vicente – O que você espera deste novo show aqui?

Passou muito tempo desde o nosso último show em seu país. Então, nós estamos realmente animados com tudo. Queremos ver o que mudou nestes últimos seis anos.

Vicente – E o que os fãs daqui podem esperar do Theatres Des Vampires?

Eu acho que nossos fãs sabem muito bem que tipo de apresentação oferecemos.

Sonya Scarlet possui um carisma enorme com a platéia! Ela é uma vampira de verdade.

Nossos fãs sabem disso. E muitos deles virão ao encontro dela

Vicente – Para você, quais são as músicas que nunca podem estar fora de um show do Theatres Des Vampires? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?

Este é um segredo! Nós não gostamos de estragar a surpresa até o último minuto!

O que eu posso dizer a você é que nós tentamos sempre tocar os nossos maiores sucessos dos últimos 12 anos.

Vicente – Vocês lançaram no ano passado “Moonlight Waltz”. Como foi a gravação deste álbum?

Nós passamos muito tempo trabalhando neste álbum. Eu acho que, para fazer as coisas da maneira correta, você tem que gastar tanto tempo quanto possível para compor e gravar uma música. Muitas vezes, um monte de idéias vem durante a sessão de gravação. Então, nós sempre gostamos de ter o nosso tempo para fazer com que as coisas funcionem.

Vicente – E a reação dos fãs foi como você esperava?

Do ponto de vista das vendas, “Moonlight Waltz” é nosso álbum de maior sucesso. Na verdade, eu não tenho idéia do porque! Quero dizer, nós passamos muito tempo trabalhando com este álbum, temos grandes arranjos orquestrais, belas canções, e ótimos convidados, como Snowy Shaw do Therion (nota: que acaba de sair da banda) … Mas eu não sei exatamente qual é a fórmula certa para um álbum ser um sucesso. Nós sempre colocamos todo nosso empenho para produzir o nosso álbum, e sempre o fazemos com paixão e amor… então eu amo tudo o que temos feito! Eu posso te dizer que nossos fãs adoram também outras músicas… “Pleasure and Pain” and “Anima Noir” são dois álbuns de sucesso. Mas há um monte de músicas do nosso passado que os fãs amam… E sempre as requisitam quando tocamos, “Angel of Lust” é um exemplo. Mas, provavelmente, a canção que todo mundo gosta é “La Danse Macabre du Vampire”, especialmente a versão de 2007!

Vicente – Qual é a maior diferença entre “Moonlight Waltz” para os outros álbuns da banda?

Acho que você pode encontrar uma ligação entre “Moonlight Waltz” e “Anima Noir”, ou até mesmo em “Pleasure and Pain”. Mas somos também uma banda que gosta de experimentar!

Nós evoluímos, ano após ano, sempre fazendo experiências diferentes, sempre olhando para frente, fazendo uma espécie de diálogo musical entre nós e nossos fãs. É como quando você saboreia um bom vinho, depois de beber um copo dele, você gostaria de tentar algo diferente, de modo que você abre uma nova garrafa, e o sabor é totalmente diferente. É sempre um vinho, mas o “ponto de vista” mudou. Nós não somos algo estático, nós mudamos, evoluímos.

Mas apenas uma coisa nunca mudou… A paixão por vampiros, pelo sangue, pela imortalidade e pela literatura, é claro!

Vicente – Vocês gravaram um vídeo para “Carmilla”. Por que a escolha dessa música em particular, e como foi essa gravação?

Eu adoro o romance Carmilla. Foi um grande livro de Sheridan Le Fanu, escrito em 1872. Acho que este livro ainda é muito poderoso e muito, muito melhor que um monte de lixo que você pode encontrar hoje sobre vampiros.

Nós sempre tivemos um sonho de fazer uma música sobre este livro, e também um vídeo. Foi um sonho realizado pode-se dizer então.

Em 2014 Theatres Des Vampires vai comemorar 20 anos de existência. Depois de todos esses anos, quais são seus próximos objetivos?

Estamos trabalhando agora em uma trilha sonora para um filme de terror chamado “The Cult of Lamia” você pode até encontrar o trailer deste filme online. Portanto, a nossa próxima meta é completar a trilha sonora e ver este filme terminado.

E sim, 2014 serão 20 anos de vampirismo. E talvez seria um grande ano para escrever o capítulo final da nossa banda.

Eu odeio as bandas que, depois de 30 anos, ainda estão por ai, sempre tocando as mesmas músicas. Às vezes eles parecem patéticos. E eu não quero ser patético na minha vida.

Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que inspiraram você?

Bem, pessoalmente eu comecei na música em 1991, a minha primeira Demo foi gravada neste ano! Isso foi há muito tempo. Lembro-me que na época eu estava apaixonado por bandas como Black Sabbath, Sister of Mercy, Queen, Kiss, Goblin… Mas foi há 21 anos (risos). As coisas mudam…

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Mandragora Scream: Bons rapazes italianos.

Cradle of Filth: Existem algumas bandas que soam patéticas após 20, 30 anos de carreira. Outras têm uma vida ainda mais curta (do ponto de vista artístico). Eu acho que eles fizeram grandes coisas no passado, mas foi há muito tempo atrás.

Tristania: Acredite ou não, eu nunca ouvi uma única música deles! Então, não faço idéia.

Type O Negative: Uma das maiores bandas de todos os tempos. Eu sinto muita falta de Peter Steele. Grande som, grande voz.

Lacuna Coil: Outra banda de bons rapazes italianos (risos).

 

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som de Theatres Des Vampires

Vejo vocês em breve, em poucos dias! Sangue é vida!