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Banda

Whiplash

Local

Estados Unidos

Gênero

Thrash Metal

Ano de Formação

1984

O Whiplash dispensa apresentação para quem curte o Thrash anos 80, sendo uma das grandes do estilo nos Estados Unidos. Mantendo a energia do som nos dias atuais, mesmo com uma formação diferente, a banda continua a despejar peso em seus lançamentos e shows pelo mundo inteiro. E são grandes as possibilidades de nos próximos meses a banda estar se apresentando por aqui (grandes mesmo, segundo informações que obtive), então nada melhor que mostrar esta entrevista com o membro fundador e líder da banda, o vocalista e guitarrista Tony Portaro, onde fala da carreira da banda e até relembra um episódio envolvendo o falecido Tony Bono, baixista de longa data d Whiplash.

Vicente – Em 2014 Whiplash vai completar 30 anos de existência. Você podia imaginar, quando começou, todo esse tempo “thrashing” ao redor do mundo?  

Tony Portaro – Sim. Tem sido uma vida inteira voltada para o Thrash. Ele está no meu sangue e é o que vou fazer até morrer.

Vicente – Seu último álbum é “Unborn Again”, um grande disco de 2009, após mais de 10 anos de “Thrashback”. Como foi a Divulgação? Quando e onde foi gravado?  

Tony Portaro – Passei grande parte desse tempo estudando Produção de Áudio e Marketing Musical na New York University (NYU) e depois abri o meu estúdio, Concrete Island, para o público.

“Unborn Again” foi gravado em sua maior parte no Mozart Studio, em Clifton, Nova Jersey. Algumas guitarras solo, violão e vocais de apoio foram registradas no Laboratório de Música de Berlim, Alemanha, onde foi mixado e masterizado com Harris Johns (nota: um dos mais prolíferos produtores desde os anos 80, muitas bandas entrevistadas gravaram com ele também nos últimos tempos).

Vicente – E a reação dos fãs foi como você esperava?  

Tony Portaro – Os comentários foram favoráveis ​​e o retorno dos fãs foi muito positivo, mas eu não estava completamente satisfeito após a gravação concluída. Eu tive alguns problemas pessoais na época. Eu fui capaz de superá-los, ao mesmo tempo que rolava o processo de gravação, mas eu estava distraído e não 100% confortável.

Vicente – Um novo álbum em breve, certo?  

Tony Portaro – Sim, o mais rapidamente possível.

Vicente – O título ainda é “Old School American Way”?

Tony Portaro – Sim. Eu estava esperando ter “Old School American Way”, lançado antes do final do ano, mas eu não quero apressar a gravação apenas para cumprir o meu prazo pessoal. Estou muito animado sobre como o álbum está sendo desenvolvido. Eu não quero me contentar com algo que seja apenas médio. Eu quero que este seja a melhor gravação da banda, e levar o Whiplash para ser uma das próximas “Big 4” bandas de Thrash de todos os tempos.

Vicente – Depois de alguns anos para baixo, nos últimos anos o Thrash Metal vive um momento forte, com muitas bandas antigas que retornam e  outras aparecendo. Como você vê esta cena nos dias de hoje?  

Tony Portaro – Eu concordo. A cena Thrash está ficando cada vez melhor. A qualidade do gênero é uma grande parte disso. Você tem que ter algum grau de talento e inteligência para criar e executar este estilo de música. E com tudo isso, a internet é uma grande ferramenta para espalhar a palavra e manter uma rede mundial de thrashers.

Vicente – Você já tocou em muitos países em todos estes anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para as bandas em geral?  

Tony Portaro – Eu acredito que há mais coisas melhores hoje em dia do que ruins. Uma das minhas coisas favoritas está se realizando, tocar nos principais festivais da América do Sul e Europa. Anos atrás o Whiplash faria uma turnê por um mês e só chegaria a uma fração da quantidade de pessoas que hoje nos assistem em um festival em um único dia!

Temos tido sempre a sorte de ter o interesse das gravadoras. Mas, hoje em dia, muitas delas exigem que as bandas financiem as suas próprias gravações, antes mesmo que eles ofereçam um contrato.

 

Vicente – Este ano fez 10 anos da morte de Tony Bono. Quais são as boas lembranças dele para você Tony?  

Tony Portaro – O final dos anos 80 foi um grande momento para o Whiplash. Não muito tempo depois “Power and Pain” foi lançado, chegamos a turnê na Europa, com o Sodom. Uma das minhas histórias favoritas do Tony Bono foi durante uma apresentação, quando ele tirou a camisa para jogá-la no meio da multidão. Primeiro ele teve que tirar o chapéu de couro que foi um presente muito especiall de alguns amigos íntimos. Por acidente, ele jogou o chapéu no meio da multidão, ao invés da camisa. Eu ainda posso ver o olhar de desespero que ele fez! De qualquer forma, ele mergulhou sobre a multidão e conseguiu resgatar seu chapéu!

Vicente – Como é a cena nos EUA para o  Rock e Metal?  

Tony Portaro – O Metal ainda é underground nos Estados Unidos. E assim o é para quase todas as bandas americanas, com exceção das “Big 4″.

Vicente – O que você conhece do Rock e Metal brasileiro? 

Tony Portaro – Eu conheço o Violator! Eles detonam. Tivemos a oportunidade de tocar com eles no Chile há pouco tempo atrás.

Eu realmente acredito que o Brasil é um mercado muito, muito forte para o Thrash Metal. Eu SEMPRE quis trazer o Whiplash para o Brasil. Até recentemente, eu não tive a oportunidade. Mas eu espero que Whiplash possa finalmente tocar ai antes do final do ano, ou início de 2013!

 

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Overkill: Eu sou amigo de Ronnie do Overkill. Na verdade, nós saímos para jantar com nossas esposas não muito tempo atrás. Ele é um baterista fantástico e algumas das músicas do seu novo álbum podem ser as melhores que já escreveram.

Exciter: Eu me tornei grande amigo do pessoal do Exciter durante as “70,000 Tons of Metal Cruise” no início deste ano. Clammy veio do Canadá e se hospedou em nossa casa no mês passado. Se pudermos trabalhar a logística, ele e Rick podem tocar uma música no “Old School American Way”!

Sacred Reich: Eu gostaria de ver o Sacred Reich lançar um novo álbum e até mesmo incluir um outro cover do Black Sabbath.

Destruction: Eu tive a oportunidade de encontrar Schmier em várias ocasiões, incluindo Wacken e Hellfest. Estou sempre impressionado com a potência e agressividade dos seus shows ao vivo.

Exodus: Gary Holt estava no primeiro show do Whiplash em 1985. Eles podem ser a melhor banda de Thrash Metal de todos os tempos. Exodus está na minha lista de bandas “Top 5”, incluindo todos os gêneros de música.

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que realmente curtem o som do Whiplash. Espero vê-lo em breve, tocando aqui em 2013.

Tony Portaro – Me disseram que o Whiplash tem sido uma influência para muitas bandas de Thrash do Brasil. Agradeço a todas as pessoas que seguiram o Whiplash durante todos os anos, bem como aqueles que estão descobrindo-nos pela primeira vez. Espero trazer o Whiplash para o Brasil, finalmente, dando assim algo em troca para as pessoas que continuam a apoiar o Whiplash. Agradeço muito a todos e espero ver todos vocês muito, muito em breve.