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Dia 16 de Setembro, no Inferno Club em São Paulo, Emilie Autumn estará realizando o que pode ser definido como um grande espetáculo, pois a artista americana dá um show à parte durante as apresentações (confiram alguns shows no youtube e entenderão o que estou dizendo). Apesar da agenda corrida, pois está em plena divulgação do disco “Fight Like A Girl”, ela encontrou um tempo para realizar esta entrevista comigo, onde demonstra felicidade por voltar a se apresentar no Brasil e alguns detalhes sobre o show e sobre o novo disco. Confiram o que Emilie tem a dizer…

Vicente: Você vai tocar no Brasil agora em Setembro. O que você espera deste show?

EA: Eu sei como os “Plague Rats” do Brasil são apaixonados, e eu sou muito grata por ser convidada a voltar ao seu país e ser abraçada por essa paixão, mais uma vez. Como da última vez, eu tenho certeza que nunca mais vou querer sair!

Vicente: E o que os fãs daqui podem esperar da Emilie Autumn?

EA: Os “Plague Rats” do Brasil podem esperar que, Crumpets e eu, vamos dar o nosso coração, o nosso amor e, podem apostar, o nosso melhor. Sabemos que isto é o que você demonstra para nós, quando você vem para o show, e com toda essa energia linda em um lugar juntos, não há nenhuma maneira que a magia não possa acontecer.

Vicente: Quais são as músicas que nunca podem estar fora da lista do seu show? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?

EA: Esta é uma grande questão! Eu sei que não posso fazer um show sem a realização de “The Art of Suicide”, e, provavelmente, “Liar” também. Eu, naturalmente, estarei apresentando “Fight Like A Girl” e “Time for Tea”, e também incluirei “Gaslight”, “Goodnight, Sweet Ladies” e “Scavenger”.

Vicente: Você já tocou em muitos países no mundo nos últimos anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para os artistas em geral?

EA: Honestamente, eu realmente não sei como estão as coisas para outros artistas. Para mim, eu encontrei “Plague Rats” apaixonados em todos os países que eu já visitei. Sou simplesmente grata por isso.

Vicente: Você acaba de lançar “Fight Like A Girl”. Como está a divulgação do disco? Quando e onde foi gravado?

EA: Eu gravei o álbum inteiro sozinha no meu estúdio Asylum, que é chamado The Cell. Foi um processo muito particular, e eu acho que isso fica demonstrado na sinceridade e na honestidade. Eu gravei o álbum em 2012, e foi realmente muito difícil parar e dizer: “Está pronto”.Eu poderia ter continuado, acrescentando mais músicas, contando mais histórias, mas finalmente percebi que, se era pra sair algo musical do Asylum, era melhor eu parar e dar algo afinal aos fãs.

Vicente: E a reação dos fãs foi como você esperava?

EA: A reação dos “Plague Rats” em todo o mundo, e até mesmo na imprensa, tem sido muito melhor do que eu poderia esperar. Fiquei impressionada com o fato de que todos parecem compreender exatamente o que eu estava tentando fazer com este álbum original – que este não é um disco de Rock num todo, mas é uma espécie de teatro musical, e que tudo isso é sobre uma história que quis contar.

Vicente: Além de ser uma cantora, você toca violino, piano, cravo, e também é uma poetisa, escritora e atriz. Um dia de 24 horas não é pouco tempo para você?

EA: Eu vou ser honesta, é difícil e muitas vezes desgastante fazer todas essas coisas e fazê-las muito bem, da melhor maneira que posso, mas eu fico realmente cheia de energia, pela incrível sensação de me expressar e compartilhar a mim mesma através dessas atividades com o resto do mundo, eu não consigo pensar em fazer apenas uma dessas atividades. Vale a pena não dormir às vezes (risos).

Vicente: Olhando para trás, quando você começou, quais foram as suas maiores influências?

EA: Quando eu comecei a tocar, estive inicialmente focada exclusivamente no violino, meus heróis eram, naturalmente, violinistas, grandes nomes como Itzhak Perlman e Nigel Kennedy. Então, enquanto eu ia me interessando em diferentes gêneros de música, Jimi Hendrix foi uma inspiração muito grande, junto com os grandes nomes do jazz, e depois, quando me tornei uma cantora, artistas como Queen, Morrissey, e David Bowie foram músicos que eu vim a admirar. Mas a verdade é que, o tempo todo, meu amor pelos musicais da Broadway, e do teatro em geral, teve muito mais a ver com quem eu sou hoje, como eu canto e interpreto do que os outros.

Vicente: Em poucas palavras, o que você acha sobre esses artistas:

Courtney Love, Queen, Cindy Lauper e Otep:

EA: Bem, três dos quatro são muito, muito talentosos mesmos (Nota: dêem seu voto sobre qual seria o artista “não talentoso”, creio não ser tão difícil imaginar)

 

Vicente: Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som de Emilie Autumn

EA: Os “Plague Rats” brasileiros têm o meu coração, e eu estou muito honrada de ser capaz de fazer nossas vozes soarem juntas mais uma vez! Obrigado por nos convidar para seu perfeito lar e mostrar para mim que o Asylum existe verdadeiramente em todos os lugares. Todos nós temos um lar, juntos. Agora se preparem para lutar!