Banda

To Cast a Shadow

Local

Noruega

Gênero

Gothic Metal

Ano de Formação

2005

 

O To Cast a Shadow é uma banda norueguesa que vem colecionando boas resenhas com seus dois discos lançados, “All Alone” e “In Memory Of…” Realizei esta entrevista com Stian (Baixo), Kent Helset (Bateria) e Marcus Granlien (Guitarra), que dão uma geral sobre a carreira da banda até este momento, inclusive falando sobre o cenário metal norueguês. Uma boa dica para quem ainda não conhece o trabalho da banda.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre o To Cast a Shadow. Como foi o início da banda?

Stian – Primeiro de tudo, “Olá Brasil! E obrigado por mostrar interesse no To Cast a Shadow”. A banda veio a vida em algum momento durante 2005, e começou por mim, Marcus e Kent depois de vários outros projetos musicais juntos ao longo dos anos. Nós queríamos explorar o lado mais pesado e mais escuro de música e começamos a fazer algumas músicas novas. Neste ponto, nós também decidimos que queríamos uma cantora na banda. Depois de uma pequena Demo em 2005, lançamos nosso primeiro álbum “All Alone” em 2007, que foi um lançamento independente. Mais adiante assinamos um contrato de gravação com a gravadora italiana Kolony Records para o lançamento de “In Memory Of”.

Vicente – Vocês lançaram no ano passado seu segundo álbum, “In Memory of”. Como foi a Divulgação? Quando e onde foi gravado?

Stian – Como mencionado acima, o álbum foi lançado pela gravadora Kolony Records. Após um período de diversas atividades promocionais de antemão, o disco foi lançado em todo o mundo por parceiros das gravadoras de distribuição. Nós gravamos o disco durante 2010 na Hamar Recordings, um estúdio local em nossa cidade. Quanto a mixagem final, fomos para a Suécia na Leon Studios e trabalhamos em conjunto com Rikard Löfgren. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final e o som do álbum.

Vicente – E a reação dos fãs foi a que vocês esperavam?

Stian – Para ser honesto, nós não criamos nenhuma expectativa especial, quando se trata de nosso público. Nós estamos sempre focados em fazer a música que nós gostamos, mas a resposta dos fãs tem sido muito boa. Nós realmente apreciamos todos os comentários e apoio que recebemos de ouvintes de todo o mundo.

Vicente – O álbum tem obtido grandes comentários. Para você, qual é a maior diferença de “In Memory Of” para “All Alone”?

Marcus – Estamos muito satisfeitos com todo o feedback positivo que temos recebido para este álbum. Temos ótimas críticas de ambos os álbuns, mas eles são bem diferentes em alguns aspectos. Acho que nosso primeiro álbum é um pouco mais descontraído e talvez mais gótico e sonhador. Nós experimentamos com um som um pouco mais pesado no segundo álbum, e eu acho que melhoramos na composição, e talvez até mesmo mudamos um pouco a direção musical. É importante para nós tocar a música que soa importante para nós. Nós não tentamos nos ater a um determinado gênero, mas escrever a música que mais nos apetece. Parece que estamos escrevendo a maioria de nossas músicas quando estamos nos sentindo meio para baixo…

Vicente – Um dos grandes momentos é a faixa Tormented. Como foi a composição dessa música em particular?

Marcus – Tormented é uma daquelas músicas que acabam compondo-se a si mesmas,  pois eu não posso me lembrar de escrevê-la! (risos). Eu acho que eu estava me sentindo um pouco mais atormentado do que o habitual, e a agressão fluiu através de meus dedos.  Sempre começa com um riff de guitarra, e então a música evolui de lá. É uma música divertida de tocar, e isso nos inspirou a escrever mais canções do mesmo estilo.

Vicente – Como é a cena na Noruega para o Rock e Metal?

Marcus – A cena Metal na Noruega não é tão grande como alguns podem pensar. A Noruega é um país pequeno e é difícil ganhar a vida tocando música pesada nestes dias. O download ilegal está tornando as coisas muito mais difíceis para as bandas menores, por isso esperamos que o maior número possível de pessoas entendam o quanto é importante apoiar as suas bandas favoritas. Black Metal sempre foi um grande negócio aqui na Noruega, e é sempre um som especial para bandas de metal norueguesas. Eu realmente não sei por que. Há um par de grandes bandas de Metal na Noruega, mas muitas delas estão na cena há décadas! Não há tantas novas bandas interessantes de Metal na Noruega agora. As que se tornam famosas hoje em dia parecem desaparecer muito rapidamente. Talvez as bandas de Metal norueguesas estão se tornando algo muito na moda, e com isso não conseguem resistir ao teste do tempo.

Vicente – O que vocês sabem sobre o Rock e Metal brasileiro?

Kent – Fui apresentado ao Sarcófago pelo falecido Euronymous do Mayhem, sempre citada como uma de suas principais influências. Eu, claro, também conheço o Sepultura e o Cavalera Conspiracy, mas além disso eu estou aberto a novas sugestões …

Vicente – Quais são suas maiores influências?

Kent – Nossos primeiros heróis no Metal foram Black Sabbath e Iron Maiden, mas nos anos noventa que realmente começamos a escutar Alice in Chains e King’s X. Depois que fomos levados ao principio da cena Black Metal na Noruega e também o nascimento do Gothic e Doom Metal, mas eu acho que as bandas que talvez tenham realmente influenciado as nossas técnicas e sons ao longo dos anos são Seigmenn, Terje Rypdal e The Chasers, e também o Third and the Mortal.

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Kent

Tristania e Theatre of Tragedy são ambas lendárias bandas de Gothic Metal, e continuam a ser uma das nossas bandas favoritas.

Paradise Lost: Um dos melhores exemplos de uma banda que consegue combinar grandes melodias com um som pesado.

Black Sabbath: O primeiro e ainda o maior de todos.

My Dying Bride: Amo o som desta banda. Uma das nossas favoritas de todos os tempos. Eu não creio que já tenham lançado um álbum ruim. Eles são o modelo para o Doom Metal.

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou queiram saber muito mais sobre a música do To Cast a Shadow.

Kent – Nós, até agora, lançamos dois álbuns desde que a banda começou em 2005. “All Alone” e “In Memory Of”. Um bocado de emoção e de trabalho entrou em nossos registros, e nossa esperança é que o ouvinte seja capaz de ser movido pelas músicas e que podemos nos relacionar pela música. Todos nós desejamos um dia poder ir para o Brasil e tocar nossas músicas ai. Saúde!