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É até difícil descrever tantos momentos clássicos do Rock e Metal mundial que tiveram a participação do baixista Rudy Sarzo. Seja com Ozzy, Dio, Quiet Riot, Whitesnake, Blue Oyster Cult, entre tantas outras, Rudy deixou sua marca registrada em tantos registros que estão na memória dos fãs da música pesada. E no próximo dia 27 de Setembro ele irá apresentar um pouco disso no Manifesto, em um show que irá trazer um “revival” destas épocas de ouro. Tive o privilégio de fazer esta entrevista com ele, onde demonstrou novamente a sua simpatia, apesar de toda importância que possui. Um aquecimento para um show que promete…

 

Vicente – Você vai tocar novamente no Brasil em Setembro. Qual é a lembrança de seu último show aqui?

Rudy – Bem, a minha última apresentação foi com o Blue Oyster Cult no início deste ano. Ela foi memorável, uma vez que foi a primeira vez da banda no Brasil, e o público em São Paulo foi incrível!

 

Vicente – O que você espera deste novo show aqui?   
Rudy – Eu estou realmente ansioso para celebrar todas as músicas das bandas incríveis que eu tenho sido um membro, e com músicos brasileiros. Isso é algo que eu estava esperando fazer por toda a minha vida.

Vicente – E o que os fãs podem esperar de você?

Rudy – Eu estarei me apresentando no Manifesto em Setembro, junto de uma banda de metal brasileira, tocando músicas das minhas bandas anteriores, como Ozzy, Quiet Riot, Whitesnake, Dio e terá algumas surpresas, do Project MARS e da era Randy Rhoads do Quiet Riot

Vicente – Alguma pista do que você vai tocar aqui neste show? Uma pequena parte do set list?

Rudy – Você pode esperar que todas as suas músicas favoritas dessas bandas estarão presentes, eu acho que você pode dizer que será como um greatest hits, além de algumas surpresas.

Vicente – Você já tocou em muitos países no mundo em todos estes anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para as bandas em geral?  

Rudy – Eu acho que, com a tecnologia que temos disponível hoje, as bandas que sabem aproveitá-la e, com isso, criarem músicas e vídeos de qualidade, serão recompensadas com o sucesso mundial através das redes sociais.

Vicente – Você nasceu em Cuba e foi para os EUA quando tinha 10 anos. Quais são suas lembranças desses tempos?

Rudy – Lembro-me do Rock and roll e da invasão britânica, você sabe quando os Beatles, Rolling Stones, entre outros, excursionaram pela América, foi o evento que teve o maior impacto em mim, quando criança. Eu só queria tocar e gravar discos como os meus heróis.

Vicente – Você escreveu “Off the Rails”. Conte-nos um pouco sobre. 

Rudy – Você sabe, a razão pela qual eu escrevi o livro foi responder a pergunta número um que todos fazem a mim por todo o mundo: “Como foi tocar com Randy Rhoads”. Eu fui o único músico que chegou a tocar com ele em ambos, no Quiet Riot e Ozzy, então eu tive a experiência de acompanhar a trajetória de Randy, indo de herói local, em Los Angeles, com o Quiet Riot, para se tornar com Ozzy a lenda que ele é hoje.

Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que te inspiraram a ser um músico profissional?

Rudy – Foram baixistas como Paul McCartney, John Entwistle, Tim Bogert, Jaco Pastorius, Stanley Clarke.

 

Vicente – Eu sei que você já respondeu esse tipo de pergunta muitas vezes, mas quais foram seus maiores momentos, os melhores shows com:

Whitesnake:

Quiet Riot:
Ozzy Osbourne:
Dio:
Blue Oyster Cult:
Rudy – Há tantos! O US Festival com o Quiet Riot em 1982, Day on the Green July 4th, 1981 com Ozzy, com o Whitesnake o Monsters of Rock at Donington em 1990. DIO no Wacken Festival, Alemanha. E, finalmente, com o Blue Oyster Cult, tocando com eles no Brasil no início deste ano e ouvir a multidão cantando em São Paulo foi incrível!

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que realmente curtem a sua carreira.

Rudy – Eu gostaria de ver todos os Bangers de São Paulo no Manifesto, dia 27 de Setembro, para uma celebração de algumas das maiores bandas da história do Metal. Vai ser um evento inesquecível!