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Banda

Angeli di Pietra

Local

Bélgica

Gênero

Folk/Power Metal

Ano de Formação

2002

A Bélgica teve algumas boas bandas surgidas, mas poucas que realmente tornaram-se relevantes no cenário mundial. O Angeli di Pietra tenta quebrar essa tendência, com seu Power/Folk Metal muito bem executado e produzido, como pode ser comprovado em duas músicas que a banda cedeu para download. A formação da banda conta com Vincent (Bateria), Sjoera (Vocal), Kurt (Baixo), Kevin (Guitarra-base), Guy (Vocal) e Gaël (Guitarra-solo), com que tive a oportunidade de conversar…

 

Vicente – Conte-nos um pouco sobre o Angeli Di Pietra. Como foi o início da banda?

Gaël: Nós começamos a banda em 2002, mas não foi nada oficial até 2004 onde reunimos uma formação que realmente poderia atuar no palco. Nós gravamos algumas demos e, assim, aprendi muito sobre gravação de música. Depois de um tempo decidimos gravar um álbum completo, “Storm Over Scaldis”, e que nos levou a um acordo com a CCP Records. Precisávamos dos anos anteriores à este álbum para obter a experiência em compor e tocar, e para definir o estilo que queríamos para nós.

Vicente – Vocês lançaram no ano passado seu segundo álbum, “Anthems of Conquest”. Como foi a Divulgação? Quando e onde ele foi gravado?

Gaël: Quando gravamos o primeiro álbum tivemos uma boa sensação sobre o estúdio, e retornamos ao Excess Studio na Holanda para o segundo álbum. As músicas de “Anthems” foram escritas em um período mais curto de tempo do que as de “Storm”, por isso a qualidade das músicas é mais consistente. Nós também trabalhamos mais no estúdio, acrescentando faixas extras de guitarra e linhas vocais.

Vicente – E a reação dos fãs foi como você esperava?

Gaël: Sim, nós tivemos um monte de feedback positivo dos fãs, todos concordando que este álbum foi melhor do que o antecessor. A maioria dos comentários foi sobre a qualidade das composições que melhorou, e a mixagem e masterização.

Vicente – Qual é a maior diferença entre “Anthems of Conquest” para “Storm Over Scaldis” (2009)?

Gaël: Existem várias diferenças. Primeiro, o som é diferente: nós gravamos no mesmo estúdio, mas a masterização foi feito na Dinamarca por Jacob Hansen. Ele conferiu a gravação muito mais poder. Em segundo lugar, as músicas são mais complexas e os aspectos Folk e Power Metal estão ainda mais acentuados. E em terceiro lugar, fomos para o estúdio melhor preparados. Nós tínhamos feito pré-gravações de todas as músicas em casa, e eu acho que isso aparece no álbum.

Vicente – Sua música é uma mistura de Power e Folk Metal. Esta é a proposta desde o início da banda?

Gaël: Não, na verdade, começamos como uma banda de Gothic Metal. Em pouco tempo decidimos tocar um estilo mais rápido e mais melódico de Metal, o que resultou na mistura apresentada agora. Muito importante para o nosso som foi quando nos unimos com Lies, nosso primeiro violinista. Ela ficou com a banda por apenas um ano, mas ela trouxe um toque Folk ao nosso estilo. E mesmo depois que ela saiu, nós mantivemos isso em nossa música.

Vicente – Como você vê essa cena nos dias atuais?

Gaël: A cena Metal é inundada com muitas e muitas bandas. Isso torna difícil para as bandas que estão começando conseguirem captar a atenção do ouvinte. A variedade de gêneros também é maior do que antes, e a maioria das bandas são uma variação dos mesmos estilos de sempre.

Vicente – Vocês já tocaram com Tyr, Korpiklaani, Moonsorrow, Ensiferum, Eluveitie, dentre outras bandas. Como foi essa experiência para vocês?

Gaël: É sempre um prazer tocar com grandes bandas! Nós somos apenas uma banda iniciante, e podemos aprender muito observando outras bandas em ação, mesmo nos bastidores. E, geralmente, mais pessoas aparecem para shows com um grande headliner!

Vicente – Como é a cena na Bélgica para o Rock e Metal?

Gaël: A cena está viva, mas é principalmente Death Metal. Não há muitos lugares para as bandas tocarem, por isso pode ser difícil encontrar um show. Entretanto, há um monte de boas bandas aqui.

Vicente – O que vocês sabem sobre Rock e Metal no Brasil?

Gaël: Não muito… Sepultura, Soulfly, Angra, Stormental, Thessera. Na verdade, fizemos alguns shows com o Stormental em sua primeira turnê européia em 2006 e com Thessera em 2007. No geral apresentaram um alto nível de musicalidade.

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Tyr: Grandes músicos e caras legais para sair após o show.

Eluveitie: Esses caras são demais! Músicos e compositores muito bons. E ainda assim eles são muito “pé no chão”.

Moonsorrow: Música épica, mas nós gostamos de mais peso.

Elvenking: Não é ruim, mas talvez um pouco “light” demais.

Enthroned: Nosso orgulho belga (risos) Black Metal, Mas não é realmente o nosso estilo de música.

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou gostariam de saber muito mais sobre a música do Angeli Di Pietra.

Gaël: Obrigado pelo apoio! Nós realmente gostaríamos de vir e tocar em seu país, mas não podemos chegar por conta própria… Então não hesitem em contratar-nos para uma turnê (risos).

www.angeli-di-pietra.com
www.youtube.com / ADPmetal
www.myspace.com / angelidipietra

http://www.crocko.com/208E0FB9A3FD4353B594C90A13CAA0D7/Angeli_di_Pietra.rar