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Banda

Pristina

Local

Estados Unidos

Ano de Formação

2003

 

Direto dos Estados Unidos surge o Prístina, nome que inicialmente pode causar uma certa estranheza. E o próprio som da banda é difícil de descrever, somente ouvindo para entender a proposta. Ao final tem duas músicas que foram liberadas pela banda para audição. A banda é composta por Mike Banfield (Bateria), J.P Fernandes (Guitarra), Mike Rabtoy (Guitarra) e Brendan Kane Duff (Vocal e Baixo), que concedeu esta entrevista, onde fala um pouco mais sobre a carreira do Prístina.

Vicente – Conte-nos um pouco sobre os nove anos de existência do Pristina.

Brendan – São nove anos já? Isso é loucura. Bem, nós começamos originalmente como um projeto paralelo. Pristina era apenas algo para fazer quando eu estava em casa, na pausa das turnês com minhas outras bandas da época. Nós só tocamos juntos três ou quatro vezes entre 2003-2005. Em 2006, tornou-se o que considero uma banda “real”. Desde então levamos alguns anos para encontrar nossa própria voz e som e, lentamente, começamos a evoluir para a banda que somos hoje.

Vicente – Qual é o motivo para a escolha do nome Pristina?

Brendan – Pegamos o nome da canção do Faith No More “Pristina”. O nome realmente não tem nenhum significado profundo para nós, apenas gostamos do Faith No More e pensei que daria um bom nome de banda. Descobrimos bem mais tarde que já existia uma banda eletrônica com este nome, mas eles não nos processaram, então continuamos com o nome. Pristina é também a capital do Kosovo, o que não sabíamos na época também. Para evitar confusão com a outra banda, colocamos os nossos lançamentos como Pristina 666, mas ninguém chama-nos dessa forma, é apenas Pristina.

Vicente – Vocês lançaram em 2010 seu segundo disco, “The Drought (Ov Salt and Sorrow)” Como foi a divulgação? Quando e onde foi gravado?

Brendan – “The Drought” foi um longo processo. Ele foi inicialmente concebido para ser um EP de uma única música de 23 minutos. A longa história curta é que nós não conseguimos encontrar uma gravadora interessada em lançar “The Drought” nesse formato, então nós adicionamos músicas que inicialmente eram destinadas para outro lançamento. Felizmente tudo ficou bom e soou coeso, então o EP se tornou um LP. Steve Austin (Today Is The Day) gravou e mixou “The Drought (Ov Salt and Sorrow)”em Nashville, Tennessee no início de 2009. Passamos uma semana com ele e foi um processo muito intenso, especialmente durante os vocais. Ele trabalhou comigo nos vocais, e foi muito importante e útil para mim. Steve, Rennie Resmini (Starkweather) e Scott Angelicos (Bloodlet) também gravaram vocais para a canção, o que foi uma honra enorme. As outras quatro músicas foram gravadas por mim e Enoch Jensen em seu estúdio em Massachusetts, cerca de 4 meses depois.

Na verdade, consideramos que “The Drought” seja o nosso verdadeiro primeiro disco. Tecnicamente, ele é o segundo, mas o nosso primeiro álbum era uma coletânea de Demos antigas que gravamos apenas para ter alguma coisa lançada lá fora, para as pessoas ouvirem naquele momento.

Vicente – E a reação dos fãs foi como você esperava?

Brendan – Ótima! O disco teve grande reviews na imprensa e as reações das pessoas superaram em muito as minhas expectativas. Apesar de ter sido lançado há dois anos, eu ainda recebo e-mails o tempo todo de pessoas em todo o mundo que estão apenas descobrindo agora sobre nós, me dizendo o quanto eles gostaram. Quero dizer, nós ainda faríamos música se todos nos odiassem, mas devo admitir que é bom quando as pessoas nos ouvem e apreciam o que estamos fazendo. Quero dizer, nós somos uma banda underground. Temos um monte de elementos diferentes, incluindo a melodia, mas no nosso coração, nós somos uma banda que definitivamente não é para todos. Então quando as pessoas nos vêem e compreendem ou apreciam o que estamos tentando fazer, é ótimo.

Vicente – “The Drought (Ov Salt and Sorrow)” é uma canção longa, mais de vinte minutos de duração e com muitas variações. Como foi a composição desta canção?

Brendan – Essa canção levou quase um ano inteiro para escrevermos. Houve diversas variações e versões da canção antes de, finalmente, sentirmos que estava completa. Como eu mencionei anteriormente, foi originalmente concebida para ser uma música única. Queríamos fazer algo que nunca tínhamos feito antes. Uma das versões anteriores tinha quase meia hora de duração, assim tivemos que cortar coisas para torná-la mais perto de vinte minutos. Acho que só queríamos fazer uma declaração artística para nós mesmos.

Vicente – Outra grande canção em “The Drought (Ov Salt and Sorrow)” é “Temple of the Morning Star”, com um início acústico, mas com vocais agressivos a partir da metade da música. Qual é a sua música favorita do álbum, a que você indicaria para aqueles que não conhecem o Pristina?

Brendan – “Temple of the Morning Star” é original da banda Today is the Day, é uma música que realmente gostamos e pensamos que poderíamos fazer uma boa versão. Today is the Day originalmente fez duas versões diferentes no álbum e nós as combinamos em uma só. Minhas canções favoritas do álbum são “Temple of the Morning Star” e “The Drought”. Eu acho que qualquer música do “The Drought (Ov Salt and Sorrow)” é boa para quem ainda não nos conhece.

Vicente – Para você, qual é a melhor definição da música de Pristina?

Brendan – Nossa música é honesta, crua e agressiva. Essa é a melhor resposta que posso dar. Nós somos uma boa alternativa para as pessoas cansadas da mesma merda de sempre (risos).

Vicente – Além disso, vocês lançaram “Boner Jams ’07: The Harpooned Heart” em 2007, e o EP “Khe Sanh”, em 2008. Conte-nos um pouco sobre cada um destes registros.

Brendan – “Boner Jams ‘07” é o álbum que eu mencionei que é tecnicamente nosso primeiro disco completo. Eu vou estar feliz quando ele finalmente estiver esgotado. Como eu disse, são nossas primeiras músicas gravadas, quando não estávamos levando a nossa música a sério. Era para ser nada mais do que uma Demo. Um selo independente foi bom o suficiente para mostrar interesse e lançou, mas no momento em que saiu, já não representava Pristina de maneira alguma. “Khe Sanh” foi um EP bom para a época. Está fora de catálogo agora. Foi onde começamos a encontrar o nosso som. Nós regravamos duas músicas (Salt Water Cthulhu e Because I Can Kill You) e colocamos em “The Drought”.

Vicente – Um novo álbum em breve?

Brendan – Sim, Nós quase temos canções suficientes para o nosso próximo disco. Estou realmente animado para que as pessoas ouçam a nossa música nova. Nossas músicas novas superarão tudo o que já fizemos anteriormente. Qualquer pessoa que já gosta de nós vai adorar. Nós estivemos conversando com algumas gravadoras maiores e eu espero lançá-lo no início de 2013. Temos também um EP com três músicas conceituais que queremos lançar por uma gravadora independente. Eu gostaria que fosse uma edição em vinil limitada. Também vamos lançar um Split com a banda Mouth on Tailpipe. Será um lançamento de tiragem limitada. Tudo feito à mão, disponível somente em shows.

Vicente – Como está a cena nos EUA para o Rock e Metal?

Brendan – É grande e uma merda ao mesmo tempo. Há grandes bandas que ninguém nunca ouviu falar, porque as gravadoras vão pela segurança e só assinam com bandas que estão com venda garantida. Sabe o que quero dizer? Eu estou generalizando, claro, mas na maior parte é verdade. É muito complicado até mesmo para entrar aqui, mas posso dizer honestamente que eu não posso suportar 95% das bandas novas que estão fazendo as grandes turnês e recebendo artigos de página inteira nas revistas de Rock ou Metal. Não que bandas de merda tornarem-se populares é alguma novidade, Sempre foi assim. Felizmente, existem bandas muito boas e originais também. Eu gosto de pensar que Pristina seja uma dessas.

Vicente – O que vocês sabem sobre o Rock e Metal no Brasil?

Brendan – Sinceramente eu não sei muita coisa sobre a cena no Brasil. Mas sei que eu adoraria ir tocar ai em breve!

Vicente – Quais são as suas maiores influências?

Brendan – Neurosis, Today Is The Day, Blood Has Been Shed, Black Flag, Swans, Eyehategod, Starkweather, His Hero Is Gone, Napalm Death, Tom Waits, Darkthrone, Godflesh e tantas outras mais…

Vicente – Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:

Neurosis: “Through Silver and Blood” mudou minha vida para sempre.

Motorhead: Lemmy é DEUS.

Black Flag: A minha banda favorita de todos os tempos!

Celtic Frost: Eu amo Celtic Frost!  

Crowbar: Banda mais pesada sempre. SEMPRE

Vicente – Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que conhecem ou queiram conhecer mais sobre o Pristina.

Brendan – Qualquer pessoa que tenha tido tempo para ouvir-nos, obrigado. Conte a seus amigos sobre nós para que possamos ir tocar ai!

Link: http://jumbofiles.com/ka7k3xcwr58p/Pristina.rar.html