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Banda

Devon

Local

Minas Gerais

Gênero

Heavy Metal

Ano de Formação

2008

 

Olhem só o grande estado de Minas Gerais aparecendo novamente aqui, muito bem representados pelo Devon e seu Metal de extrema qualidade. Mostrando uma postura profissional desde o inicio de suas atividades, a banda tem tudo para firmar-se no mercado nacional e buscar vôos ainda maiores. Formada por Alex Gardini  (Vocal), Breno Viana (Guitarra), Rafael Greco (Guitarra), Gabriel Triani (Bateria) e Rafael DM (Baixo) que concedeu esta entrevista exclusiva para o blog.

Vicente – Inicialmente, conte-nos um pouco sobre a trajetória do Devon?

Rafael – O Devon começou em 2008, em Campo Belo – MG. Já começamos focados em composições próprias, e em meados de 2010 nos encontramos com Thiago Bianchi, e começamos a trabalhar na produção do “Unreal”.

Recentemente, a banda se mudou para São Paulo para trabalhar a divulgação do álbum. Nesse meio tempo, a banda vem se apresentando por várias cidades de Minas Gerais e São Paulo.

Vicente – Vocês acabam de lançar seu primeiro disco “Unreal”. Como foi a gravação do mesmo, rolou tudo como esperavam?

Rafael – Acho que a gravação foi um marco decisivo em nossas vidas. Embora já soubesse que é um processo bastante complexo, não podia imaginar o quão grande seria esse desafio.

Aprender a lidar com os imprevistos desse processo, com as diferenças de idéias entre os membros, que foi algo que nos uniu muito, nos fez sentir como uma família, e nos amadureceu bastante também.

Vicente – E o retorno do pessoal, mesmo com o curto período de tempo desde o lançamento, é o que previam?

Rafael – Tem sido maravilhoso! Sempre fizemos questão de trabalhar com os melhores profissionais, e acredito que o resultado disso tenha sido gratificante!

Nosso som está tocando em rádios por todo o país, e temos recebido um retorno muito positivo sobre o álbum.

Vicente – De quem foi a ideia para a capa do disco, pois a mesma é fantástica.

Rafael – O conceito foi gerado pela banda e criado por Carlos Fides, do Artside studio. Ele é muito talentoso, conseguiu captar muito bem a ideia que tivemos e colocá-la no “papel”.

Vicente – “Unreal” foi produzido pelo Thiago Bianchi. Como foi trabalhar com ele?

Rafael – O Thiago é um cara genial, que conseguiu lapidar bastante nosso som. É um cara intenso demais, pensa muito rápido e dá muito trabalho argumentar contra ele (risos).

Quando começamos a gravar, não morávamos ainda em SP, e ficamos como hóspede dele, foi muito bom. É um cara insano, e tem muito bom gosto musical.

Vicente – Em seu site, vocês dizem que o álbum “Unreal” e suas composições são focados em estabelecer uma relação entre o irreal, o imaginário, à realidade e aos acontecimentos pelos quais todos passam. Conte-nos um pouco mais sobre isso.

Rafael – As composições do álbum têm uma certa sequência “temporal”. Tento estabelecer de forma metafórica a forma como uma pessoa age quando a sua realidade se despedaça.

Vivemos num mundo de constante mudança, e em algum momento, uma dessas mudanças é intensa o bastante pra nos fazer mudar completamente.

A partir daí, as canções tratam da forma como as pessoas vão lidar e refletir sobre como superar esse momento de caos.

Vicente – Vocês fazem um trabalho extremamente profissional em todos os sentidos. Esta é a proposta do Devon desde o principio?

Rafael – Sim. Todos já havíamos tocado de forma amadora por tempo o bastante e decidimos que era hora de avançar esse passo e lançar de forma profissional.

Quando começamos a compor, gostamos muito do material que fomos criando, o que nos deu segurança para lidar da forma que lidamos com a banda.

Vicente – Quais são as suas maiores influências?

Rafael – Embora cada membro da banda tenha influências um pouco diferentes, todos bebemos da fonte do Metal oitentista, NWOBHM, Thrash Metal, um pouco de Power e um pouco de Prog Metal.

Tentamos unir nosso gosto pessoal e criar uma identidade única, moderna, mas calcada no som pesado que curtimos há tanto tempo.

Vicente – Como vocês vêem o cenário no nosso país nesse momento? Acreditam que piorou ou houve uma pequena melhora na divulgação e espaço para shows?

Rafael – Parece que o metal nacional passa por uma idade das trevas: Publico reclamando das bandas nacionais, músicos das bandas nacionais reclamando que o publico não apóia… É complicado.

Realmente acho que o fã brasileiro investe absurdamente mais em shows internacionais – salvo raras exceções, que apóiam de verdade a cena nacional. – mas também acho que muita banda que reclama não lança um som de qualidade há tempos. É completamente compreensível o pensamento do fã: “Ok, até quero apoiar o metal nacional, mas não estou afim de perder meu tempo ouvindo um som que não curto.”

E acredito por fim que bandas nacionais de qualidade, que fazem um som original e cativante, levam público e lotam casa. Temos vários exemplos disso por aí.

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Angra: Uma grande banda, ao lado do Sepultura, foi pioneira em mostrar ao mundo a qualidade do som nacional.

Helloween: Deram início a um estilo, do qual bebemos bastante da fonte. Eu particularmente sou fã, seja da fase Kiske, seja da fase Deris.

Uma das poucas bandas de Power Metal que ainda lança algo original hoje em dia. 

Blind Guardian: Tocam muito. Curto bastante às melodias, acho a banda excelente… Mas não é uma banda que escuto o tempo todo.

Judas Priest: Deuses. Nenhum comentário aqui poderia definir a grandeza desses caras, e o quanto os aprecio. Tocamos cover deles às vezes, e o pessoal sempre gosta muito.

Shaman: Na primeira fase, épico. Aquele DVD, o “Ritualive”, é primoroso. Na segunda fase, uma ótima banda, músicas muito boas, mas que acabou sendo meio estigmatizada pela mudança de formação. Conheço muita gente que não ouviu porque houve a mudança, e acho isso meio infantil.

Acho que o que importa é que o som represente de verdade, e isso sem dúvida acontece. Essa questão de direito de uso de nome, e etc, deixa pra quem recebe os royalties se preocupar. (risos)

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Devon e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Rafael – Muito obrigado, de verdade, a todos que nos apoiam. Sinto como se estivesse recebendo um presente, cada vez que alguém me diz que ouviu o som que fizemos e gostou.

Dêem valor ao metal nacional, vão aos shows, divulguem o que curtirem. Mas não façam isso como se estivessem fazendo caridade.

Façam isso de forma honesta, por paixão ao metal nacional e à qualidade das bandas nacionais que vocês escutam. E espero que o Devon seja uma delas.

Website: http://devonunreal.com