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Banda

Tristis Terminus

Local

Minas Gerais

Gênero

Death/Doom Metal

Ano de Formação

2006

 Após alguns anos de um pequeno ostracismo, o Doom/Death Metal no Brasil começa a reerguer-se novamente, tendo uma safra de grandes bandas surgindo, como o caso do Tristis Terminus. Formada por Wander (Guitarra principal), Mike (Guitarra base), Audrey (Bateria),  Silvânia Assis (Baixo), Otávio Prenazzi (Teclado) e Eduardo Tristis (Vocal) que concedeu essa entrevista exclusiva para o blog.

Vicente – A banda tem pouco mais de 5 anos de existência e um disco lançado. Como avaliam a trajetória de vocês até este momento?

Eduardo Tristis: Uma trajetória muito difícil, com muita dificuldade de estabilizar uma formação, foram trocas demais e isso atrapalha o trabalho, mas foi recompensador, finalmente estamos com a formação completa e estabilizada, e grandes coisas começam a acontecer, como a possibilidade de um novo disco, abertura do show do Nocturnal Depression em BH, participação da coletânea Doomed Serenades e o lançamento do nosso primeiro clipe, que está sendo muito bem recebido.

Vicente – O nome inicial do Tristis Terminus era “Infadum Doloren”. Qual foi o motivo da mudança e a escolha pelo nome atual?

Eduardo Tristis: O Principal motivo foi que este nome “Infadum Doloren” foi escolhido pela primeira formação da banda do qual somente eu ainda faço parte e este nunca foi um nome que me satisfazia, então com a mudança de formação achei melhor um nome onde os atuais membros da época participassem da escolha e Tristis Terminus soou para nós um nome bem mais apropriado.

Vicente – Vocês lançaram seu primeiro disco, “Distressing…” em 2009. Como foi a gravação do mesmo?

Eduardo Tristis: A gravação foi um processo complicado e demorado, porque temos muitos contratempos na nossa música e quebradas de tempo e isso em estúdio dá mais trabalho, demoramos quase um ano porque os horários dos integrantes era muito difícil conciliar e muitas coisas precisaram ser gravadas de madrugada, na época eu era o baterista e gravei a guitarra base também além de 95% do contrabaixo. Mas foi maravilhoso, entrar em estúdio, é uma experiência incrível.

Vicente – O retorno do público foi o esperado?

Eduardo Tristis: Sempre fui muito cético com o estilo que escolhemos e com o retorno do publico, sempre soube que nossa música é de difícil aceitação, pelo desespero que ela transmite, mas te confesso que a aceitação dentro do que eu penso tem sido bem melhor do que o esperado. Recebo cartas algumas vezes, muitas pessoas têm nos procurado, querendo adquirir o disco, e percebo que temos atingindo segmentos diferentes de pessoas que vão do meio Heavy Metal, passando pelo Gothic até o Funeral Doom e Black Metal, o que tem mostrado que temos um público variado, coisa que nunca tinha passado na minha cabeça que aconteceria.

Vicente – Como está o planejamento para um novo disco?

Eduardo Tristis: Está indo bem, está muito bom até o momento, as letras estão prontas, temos arranjos prontos, mas muito coisa a se fazer, estamos tentando viabilizar a parte financeira para este lançamento, temos arte de capa definida já, mudamos o logotipo. O Atual foi feito por Christophe Szpajdel, que também trabalhou para bandas como My Dying Bride, Emperor, Moospell, Borknagar, entre outras milhares.

Vicente O som do Tristis Terminus tem uma pequena semelhança com os primeiros anos do Katatonia, inclusive os vocais sendo feitos pelo antigo baterista, como aconteceu com os Suecos. Quais são as suas principais influências?

Eduardo Tristis: Katatonia, My Dying Bride, Bethlehem antigo da época de Dictus Te Necare e S.U.I.Z.I.D, Hypothermia, etc…

Vicente – Você acredita ser mais complicada uma exposição na mídia para quem toca Doom/Death Metal, em detrimento dos demais estilos?

Eduardo Tristis: Sim, no nosso país isso é muito evidente, temos bandas excelentes de Doom em suas diversas vertentes que tem dificuldade de mostrar seus trabalhos e fazerem shows. Pensando nisso pessoas com o mesmo sentimento criaram a União Doom Metal, encabeçada por Ellen Maris (Apocalyptchaos), que é um grupo com a união de varias bandas de Doom Metal de nosso país em suas mais diversas vertentes que estão promovendo diversas ações para mudar este quadro, como realização de eventos como o Eclipse Doom Festival, maior evento voltado ao Doom Metal do país e também o lançamento da primeira edição da Coletânea “Doomed Serenades” com 10 bandas do Doom nacional que pode ser adquirido através do site www.uniaodoom.com.br ou por mensagem eletrônica no contato@uniaodoom.com.br

Vicente – Justamente por isso, a “União Doom Metal Brasil” tem um papel importante não é verdade?

Eduardo Tristis: Sim, como citei na resposta anterior, acreditamos na força do Doom Metal em nosso país e a União Doom Metal está ai para provar isso! Temos excelentes bandas que não devem as gringas. Na resposta anterior está o endereço do site para quem queira fazer contato.

Vicente – Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Eduardo Tristis: Ainda penso que pode ser cada vez melhor, tendo em vista a enorme qualidade das bandas brasileiras, nas capitais as coisas até acontecem, mas no interior existem ainda lugares que estão esquecidos, mesmo possuindo boas bandas, mas espero que este quadro mude.

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Katatonia: Um Marco na história do Doom! Pois lançaram talvez o maior clássico do estilo de todos os tempos! Que é o “Dance Of December Souls”, só pelo passado deles já valeram a pena existir, morrerei escutando a fase antiga deles.

My Dying Bride: Sou suspeito, minha banda preferida de Doom! Sempre amei! Simplesmente perfeita! Sem comentários! Meu sonho é vê-los ao vivo um dia!

Cathedral: Em seus primórdios foram fabulosos! Sua primeira Demo e o primeiro disco são obrigatórios! Mas te confesso que a fase Stoner não me chama atenção. Mas todo respeito a eles.

Imago Mortis: Uma banda bem singular e bem criativa, ousada, bem interessante. Possui grandes trabalhos!

November’s Doom: Seus primeiros trabalhos são Memoráveis! Desconheço os atuais álbuns ainda, não sei como estão…

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Tristis Terminus e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

EduardoTristis: Em primeiro lugar obrigado Vicente pela oportunidade e interesse. Gostaria de agradecer a todos da banda que de alguma forma fizeram ou fazem parte da nossa história, agradecer a todos os amigos e aqueles que sempre apoiaram a banda de alguma forma. Deixo o contato para aqueles que quiserem nos conhecer e indico a todos que fiquem atentos aos trabalhos e eventos da União Doom Metal, pois é sinônimo de qualidade no meio Doom! Doom Metal Forever!

http://www.myspace.com/trististerminusofficial

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tristisofficial@gmail.com