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Banda

Hawthorn

Local

Paraná

Gênero

Symphonic Black Metal

Ano de Formação

2004

 

Esta entrevista foi concedida pelo Baterista Guilherme, que numa conversa bem bacana revela detalhes da banda, cujo som é um bem trabalhado Symphonic Black Metal, mas com letras de cunho cristão, não tão comuns no estilo. Completam o Hawthorn Wilian (Baixo), Keizi (Guitarra), Totti (Teclados) e Amanda (Vocalista). Ao final da entrevista pode-se fazer o download de duas faixas concedidas pela banda.

Vicente – O Hawthorn está completando 8 anos de estrada. Qual a avaliação que fazem da trajetória da banda?

Guilherme – Apesar das dificuldades que uma banda tem, estamos prosseguindo, sem desistir, temos tido bons retornos, e aguardamos o lançamento do próximo CD para ver o resultado.

Vicente – Vocês lançaram em 2010 o seu primeiro disco completo “Thorns and Blood”. Como foi a gravação?

Guilherme – Levamos uns 10 meses gravando e trabalhando em cima do CD, todo o processo foi feito com calma, pensando bem em todos os detalhes, afinal era o nosso primeiro CD, e queríamos mostrar um material de qualidade.

Vicente – E a divulgação na mídia especializada do mesmo?

Guilherme – Para divulgar o CD contamos com a ajuda de alguns sites, divulgamos pelas redes sociais, e em shows, não tivemos uma empresa especializada em divulgar.

Vicente – A resposta do pessoal foi a imaginada por vocês?

Guilherme – A resposta do público foi além do que imaginávamos, tivemos excelentes resenhas, gostamos muito do retorno que tivemos.

Vicente – Vocês o lançaram pela Gravadora Americana Sullen Records, correto? Como se deu essa parceria, e se ficaram satisfeitos com o trabalho deles?

Guilherme – Sim foi pela Sullen, no geral foi interessante trabalhar com eles, a exposição fora do país foi bem válida, principalmente, por ser um lugar de difícil acesso no momento, para o primeiro CD valeu.

Vicente – E o single “Shadows of Silence”?

Guilherme – O single ainda esta sendo divulgado, estamos tendo algumas respostas positivas da galera, mas o mais importante é que a música não traduz o CD inteiro, o single é mais direto e cru, e o CD novo, esta bem variado, então, aguardem o próximo CD.

Vicente – Em 2008 vocês lançaram o EP “Dawn of Blood” Conte-nos um pouco sobre ele.

Guilherme – O EP foi o nosso primeiro material, gravamos meio que na raça, sem produtor ou dicas de alguém mais experimente nesse estilo de som, o dono do estúdio não tinha gravado nada parecido antes, então foi um desafio a todos, valeu a pena, como experiência, mas é sempre importante ter um produtor experiente encabeçando o trabalho.

Vicente – O som do Hawthorn é uma Black Metal mais voltado para o sinfônico. Como você avalia a cena nos dias atuais.

Guilherme – Pois é, o nosso estilo não é tão popular aqui no Brasil, a cena hoje é mais Metalcore, mas fazer o que, tocamos o que gostamos, e aos poucos, estamos tentando conquistar um espaço.

Vicente – E quais são as suas maiores influências no estilo?

Guilherme – Cada um na banda tem o seu estilo preferido, eu ouço mais Black Metal Sinfônico, e foi por causa desse estilo que comecei o Hawthorn, principalmente depois que ouvi Dimmu Borgir, hoje ouço muito mais bandas, gosto de: Stormlord, Chthonic, Keep of kalessin e por aí vai.

Vicente – Poderia nos falar um pouco sobre a mensagem que o Hawthorn deseja passar em suas letras, já que não são as habituais do estilo em questão?

Guilherme – Falamos de nossas experiências pessoais, coisas que acontecem em nossa volta, falamos de nossa fé em Deus. Cada álbum tem um direcionamento, o segundo álbum a temática é sobre batalhas e conflitos pessoais, este próximo CD vai ser um convite à guerra.

Vicente – Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Guilherme – Existem muitas bandas boas em nosso país, mas acho que o público e a mídia não estão valorizando tanto essas bandas, vale a pena estar prestigiando e comprando material.

A mídia especializada esta crescendo, mas acho que ainda é muito fechada, bandas pequenas sofrem para ter um espaço.

Vicente – Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Eluveitie:  Uma excelente banda, tivemos a oportunidade de abrir o show deles em São Paulo, uns 2 anos atrás, pudemos conferir o quão profissionais eles são.

Immortal: Ouço pouco este estilo de Black, mais cru, mas deles eu gosto, seja a fase antiga ou a mais atual.

Dimmu Borgir: O que falar deles, acompanho a banda desde 98, acho o som do Dimmu perfeito, os admiro porque sempre conseguem trazer algo novo ao som, mas sem mudar o estilo.

Amen Corner: Esta banda é antiga, é aqui da nossa cidade, eles são os pioneiros do estilo aqui no Brasil, e estão batalhando até agora, é muito bom ver isso.

Cradle of Filth: Eu ouço bastante os últimos álbuns deles, apesar de preferir o “Godspeed on the Devil’s Thunder”, acho o baterista Mathus um excelente músico, gosto muito do estilo dele tocar.

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Hawthorn e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.  

Guilherme – Primeiro quero agradecer este espaço, acredito que são pessoas como você que colaboram para o metal nacional crescer, quero convidar a todos a ouvir o nosso som, independente do que você acredite, tocamos metal e é isso que importa, sinta-se livre para conversar conosco, e nos adicionar em alguma rede social, temos todas as informações em nosso site.

Website: http://www.thornsandblood.blogspot.com.br/

Link para as músicas: http://jumbofiles.com/4r0nfh5reqaa/Hawthorn – Example.rar.html