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Banda

Atacke Nuclear

Local

Minas Gerais

Gênero

Thrash Metal/Crossover

Ano de Formação

2005

Hoje mais uma banda mineira sendo entrevistada, este que é um dos mais férteis estados do Brasil, quando se trata da música pesada nacional. O Atacke Nuclear é formado Sérgio Moraes (Vocal), Iuri Grégory (Guitarra), Luiz Otavio (Baixo) e Eduardo Lemos (Bateria). Confiram o que eles tem a dizer sobre a carreira da banda…

Vicente: Com 7 anos de existência, qual a avaliação que fazem da trajetória do Atacke Nuclear?

Atacke Nuclear: A Avaliação que fazemos é que a banda chegou em um patamar excelente, dois discos lançados e um bom reconhecimento…

Vicente: Seu primeiro disco completo, “Caos Mundial”, foi lançado em 2010. Qual a avaliação que faz dele hoje em dia?

Atacke Nuclear: Ele foi produzido em Setembro/Outrobro/Novembro de 2010, e lançado em Janeiro de 2011. Com toda sinceridade é o disco que levou a gente ao grande patamar citado na pergunta anterior, pois é um disco bem maduro, o verdadeiro Crossover sem perdão…

 Vicente: O retorno dos fãs foi como esperavam?

Atacke Nuclear: Em cidades de fora e outros estados sim, mas em nossa cidade natal, é média a aceitação, pois é uma cidade que passa por sérios cânceres culturais. Falta de apoio, muita inveja rolando, mas existem também os grandes guerreiros aqui que ainda resistem, e continuam com personalidade.

Vicente: Antes, vocês haviam lançado em 2008 “Massacre Infernal, uma Demo de 7 músicas. Qual a principal diferença da Demo para o “Caos Mundial”?

Atacke Nuclear: Caos Mundial é um  bem mais maduro, um álbum  que será sempre o clássico do Atacke Nuclear para a gente da banda, pois passamos por vários momentos e lançamos esse excelente disco, que contém ódio, honra e resistência sem perdão..

Vicente: Vocês já tiveram algumas participações em coletâneas, inclusive uma tendo sido na Argentina. Conte um pouco como foram essas participações.

Atacke Nuclear: Realmente participamos da coletânea na Argentina, que reuniu várias bandas de Punk/HC e a gente de Crossover, nosso amigo “Gato”, “Raw Punk” argentino,  resistente que gerencia o selo que distribuía a gente por lá, “AUTODEFENSA-DISTRO”, grande guerreiro ele.

Vicente: Vocês cantam em português. Acreditam que a mensagem das letras seja mais bem compreendida em nossa língua que no inglês?

Atacke Nuclear: Sim, principalmente o tipo de letras que retratamos nos discos, para entrar dentro do cérebro e coração e arder e fazer acontecer em prol da melhoria e igualdade. Talvez o terceiro disco venha em inglês, ainda estamos pensando sobre isto, pois seria também uma experiência diferente…

Vicente: Como está a cena em Minas Gerais? Acredita que haja mais espaço para tocar, ou diminuiu as oportunidades para as bandas nacionais?

Atacke Nuclear: Com toda sinceridade o Thrash Metal no Brasil está em moda, infelizmente, mas somos uma banda resistente que realmente levanta a bandeira do “Old School” sem perdão, e há várias ai na luta ainda com sinceridade. A moda que eu quis dizer é: bandas aproveitando do momento e fazendo “modinha”, mas normal, o que prevalece são as reais lutando. No sul de Minas Gerais ainda há eventos tentando resistir, mas no geral em toda Minas Gerais ainda há bastante resistência…

Vicente: Quais são as suas principais influências?

Atacke Nuclear: Bandas de Thrash Metal “Bay Area” e brasileiras dos anos 80, Hardcore, Punk Brasil e exterior das antigas, NYHC, etc…

Vicente: Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Biohazard: NYHC é FODA, não era apenas estilo, mas sim guerreiros do Hardcore de rua …

Madball: Uma excelente banda, que já sofreu na boca de alguns por acusações de serem nazistas, mas nada ver, pois o baixista é Siciliano e o vocalista cubano (risos), a galera viaja realmente (risos).

Claustrofobia: Agradeço o guitarrista por me emprestar à alavanca da Jackson, pois eu havia esquecido em casa e ele tinha uma igual, tocamos juntos no “Roça’n Roll”, particularmente o som deles nunca nos agradou muito em termos de instrumentalidade, mas são uns camaradas gente fina…

Metallica: Minha banda do coração desde meus 10 anos de idade, adoro o passado deles de glória, mestres do Thrash Metal “Bay Área”.

Chakal: Escutamos Chakal desde moleques (risos), e logo depois fomos produzir nosso CD com nosso grande amigo “André Cabelo” guitarrista do Chakal. Excelente banda…

Vicente: Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Atacke Nuclear e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Atacke Nuclear: O Atacke está com os reais até a morte…Resistiremos juntos sempre. Grande abraço á todos que entendem nossa postura e nossos trabalhos lançados e que resistem junto da gente dia á dia em lugares diferente do país, mas que resistem. E grande abraço á você amigo da entrevista, por lembrar da gente… Força e resistência…

Website: http://atackenuclear.comze.com