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Banda

Sacrificed

Local

Minas Gerais

Gênero

Heavy Metal

Ano de Formação

2008

 

Na entrevista de hoje com a Banda mineira Sacrificed, converso com a Vocalista Kell Hell e com o Guitarrista Leonardo Rizzi. A banda vem crescendo rapidamente no cenário nacional, e tem tudo para despontar e firmar seu nome no Metal brasileiro. Completam a banda Diego Silva (Guitarra), Bruno Bavose (Baixo) e Thales Piassi (Bateria).

 

A banda é relativamente recente, tendo sua primeira gravação datada de 2008. Como avaliam a trajetória do Sacrificed até este momento

KELL: Acho que a banda cresceu muito desde a primeira gravação até hoje, em todos os quesitos, musicalmente e como pessoas. De 2008 para os dias atuais, o Sacrificed mudou consideravelmente sua formação e hoje só conta com um dos integrantes originais, Diego Oliveira, que é inclusive o fundador do projeto. As mudanças e a evolução são mais que naturais, eu diria, são esperadas. Se desde os primórdios da banda até hoje tudo estivesse praticamente igual seria um péssimo sinal, não? (risos) Particularmente, avalio a trajetória do Sacrificed como extremamente positiva. É claro que nem tudo sai o tempo todo como planejamos, mas a somatória final tem dado bons resultados.

Vocês lançaram seu primeiro disco, “The Path Of Reflections”, no ano passado. Como foi a gravação do disco? Foi tudo como esperavam?

KELL: Olha, nem tudo foi como esperado, principalmente o tempo que levamos para concluir o álbum, que foi bem maior do que tínhamos planejado. Durante as gravações tivemos alguns percalços que nos atrasaram, tais como o fato de o produtor ter adoecido por um tempo. Mas, apesar de o “The Path of Reflections” ser o primeiro disco em que trabalhei, e também o primeiro da banda, acredito que dificilmente durante as gravações de qualquer álbum tudo sai como planejado. Há sempre pedras no caminho que temos que contornar. Bom, nem sempre pedras. Logo após as gravações conseguimos um contrato com a Shinigami Records, o que nem estava nos planos até então. Enfim, acho que o resultado final do “The Path of Reflections” foi bem melhor do que todos nós esperávamos.

E a reação do público?

KELL: Essa sim foi bem diferente do que eu, particularmente, esperava. Acho que sou meio pessimista. Esperava muitas críticas, afinal, é o nosso primeiro disco completo. Mas, para minha surpresa, o público e os críticos foram muito receptivos. Claro, há sempre críticas, mas as poucas foram bastante construtivas, eu diria. E o público, em especial, tem curtido bastante. 

 Anteriormente, vocês haviam lançado os EPs “Streets of Fear” em 2008, e “Sacrificed” em 2009. Qual você acha que foi a principal diferença entre eles e o disco completo?

KELL: A qualidade técnica das músicas, sem dúvida. Muito embora as músicas do EP “Sacrificed” constem também no “The Path of Reflections”, muita coisa foi alterada, inclusive nestas faixas. As guitarras, por exemplo, foram totalmente regravadas, e a voz sofreu algumas alterações. Isso sem contar a mixagem, que foi toda refeita. Quando ao EP “Streets of Fear”, de 2008, nossa, muita coisa mudou! A começar pela formação da banda, que à época contava com um vocal masculino e outro baixista. Claro, há uma diferença nas composições, mas a principal diferença, eu diria, foi a qualidade técnica das gravações.

Percebi uma pequena influência, mais nitidamente nos vocais, de bandas como After Forever, apesar do som ser bem mais direto que as “Gothic Metal Bands” existentes. Quais são as maiores influências do Sacrificed?

KELL: Olha, sendo bastante sincera, posso dizer que eu não me espelhei em nada em bandas como After Forever para gravar os vocais do “The Path of Reflections”. Se passei essa impressão, foi totalmente sem intenção (risos). Nada contra o estilo, mas, particularmente, não é o tipo de som que escuto, por isso acho pouco provável que tenha me influenciado. Talvez, o que tenha dado essa “proximidade” tenha sido o fato de eu ter estudado (e ainda estudar) canto erudito. Mas não é exatamente o tipo de influência que eu carrego para o Sacrificed, pelo menos não conscientemente . Da minha parte eu diria que fui influenciada por “mulheres do metal” tais como Doro Pesch, Kimberly Goss (Sinergy), e também a Dani Nolden, da banda nacional Shadowside.

Vocês já abriram shows para duas bandas que acho muito legais no cenário internacional, “The Agonist” e “Eluveitie”. Como foi essa experiência?

KELL: Ambas muito gratificantes, sem dúvida. A começar pelo fato do porte destes shows, que contavam com uma produção mais “robusta”, por assim dizer. Quanto à abertura para o The Agonist, foi tudo muito bacana. O público da cidade de Catanduva/SP foi super receptivo (e digo isso porque há sempre aquele medo de a plateia querer que o show da banda de abertura encerre logo, para começar o da atração principal). E olha que o show foi em plena segunda-feira! Mas deu tudo certo. E também foi maravilhoso poder ver o The Agonist ao vivo, por si só, já que é uma banda que eu, particularmente, curto bastante. Quanto ao show de abertura para o Eluveite, bom… Esse não deu tão certo assim. Tivemos alguns contratempos com a produção, que deu uma boa desvalorizada nas bandas nacionais que abriram o evento. Mas o público sem dúvida compensou a dor de cabeça! A casa de show estava cheia, e a galera estava super animada. Foi ótimo, apesar dos problemas.

Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

 

LEONARDO: Acredito que esse seja um novo e delicado momento, em que o cenário nacional passa por um crescimento profissional que tem sido observado por todos com muita atenção. Não podemos falar que houve, de fato, uma mudança substancial, e sim que está acontecendo de forma gradativa, porém visível. É notório que tanto bandas quanto produtores, mídia, dentre outros, têm trabalhado com uma visão muito mais madura para que existam espaços e oportunidades para divulgação de seus respectivos trabalhos.

Uma coisa bacana na banda é a preocupação no todo, seja pelo cuidado com o material gráfico, site, sem esquecer obviamente da parte musical. Essa foi uma preocupação desde o inicio da banda, fazer um trabalho profissional de alto nível?

KELL: Desde o início sempre fomos muito exigentes com nós mesmos. O cenário musical é muito concorrido, tanto em âmbito nacional quanto mais no internacional. Tentamos pensar como uma empresa, porém além dos nossos fãs, nós também somos os clientes e queremos estar satisfeitos com o que apresentamos.

Hoje em dia, para se destacar, não basta amar o que você faz, mas precisa também saber fazer por onde. Por isso nos esforçamos tanto.

 

Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

 

Epica: Não sou um profundo conhecedor, mas admiro o trabalho, principalmente quanto à forma como a banda lida com orquestrações e vozes.

Iron Maiden: Particularmente, uma das minhas maiores influências, se não a maior. Be Quick or Be Dead do álbum Fear of the Dark, foi a primeira música de Metal que ouvi, aos 10 anos idade, e não parei mais (risos)!

Angra: Uma pena estarem tão parados. Acompanhei a banda em todas as fases e considero o Holy Land como o melhor trabalho do grupo. Aprecio bastante essa mistura de elementos que o Angra faz com extrema competência.

Metallica: Outra grande influência! Ando com a discografia quase toda à mão. Simplesmente uma obra maravilhosa desse monstro do Metal, que dispensa outros comentários!

Iced Earth: Excelente banda! As músicas têm Riffs de guitarra monstruosos e palhetadas muito marcantes. Sou fã dos trabalhos da fase Mathew Barlow, e também da nova fase com o vocalista Stu Block.

Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Sacrificed e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

 
KELL: Eu só tenho a agradecer aos nossos fãs e aos nossos amigos, afinal, sem eles não haveria razão para continuarmos. Quando eventualmente alguma notícia ruim abala nossas estruturas, é nesse reconhecimento que nos apoiamos. Por isso sempre dizemos: “Vocês são o SACRIFICED!” Para quem está conhecendo agora a banda, eu digo que vale a pena conferir o nosso som e, principalmente, que é importante valorizar o metal autoral no Brasil, cuja estrada é bastante árdua. No mais, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui divulgando o nosso trabalho. E aguardem, muitas novidades virão neste ano de 2012.

LEONARDO: Obrigado, de coração, aos nossos fãs, amigos, e todos que de alguma forma nos dão o suporte necessário para continuarmos seguindo em frente. Agradecemos muito o reconhecimento e estamos sempre trabalhando arduamente para agradar VOCÊS.  Continuem sempre valorizando e apoiando as bandas do nosso cenário nacional, tão repleto de trabalhos excelentes. Obrigado pela oportunidade e espaço para divulgarmos nosso trabalho e compartilharmos um pouco da banda SACRIFICED com todos. Não deixem de acompanhar as notícias através de nossos canais na internet, pois em breve teremos muitas novidades!

Contato: http://sacrificed.com.br/

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