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Continuando no universo da informação, coloco hoje a entrevista com Frank Solari, guitarrista do mais alto gabarito, com mais de 20 anos de carreira e gravações ao lado de grandes nomes da música nacional.   Instrumentista, compositor, intérprete, produtor e arranjador, Frank fala um pouco sobre a sua vitoriosa trajetória no sempre duro mundo musical brasileiro.

Inicialmente fale um pouco sobre a sua trajetória na música 

Depois de estudar piano por alguns anos comecei a compreender o quanto é abrangente a arte de fazer música. O conhecimento teórico musical é o mesmo para a guitarra e todos os outros instrumentos. Cada instrumento tem sua sonoridade e técnicas específicas, mas sua função é servir a algo maior: a música. A prática no piano me deu facilidade e precisão na execução de técnicas modernas de guitarra. Foi na época do primeiro Rock in Rio, em 1985, que comecei na guitarra. Mas antes disso eu já tinha interesse nos riffs de guitarra, principalmente do Van Halen, Iron Maiden, Scorpions, Led Zeppelin e AC/DC. Hoje com mais de vinte anos de carreira sou instrumentista, compositor, intérprete, produtor e arranjador. Tenho três discos: Frank Solari; Um Círculo Mágico e Acqua, dois vídeo-aulas, um trabalho em parceria com Eduardo Ardanuy e Ségio Buss no “Tritone” e já participei de inúmeras gravações e projetos como convidado especial. Nos últimos anos tenho feito shows e workshops pelo Brasil e Europa.

Você tem três discos lançados, Frank Solari (1994), Círculo Mágico (1998), e Acqua (2003). Conte um pouco sobre como foi a gravação de cada um deles.

Foram três grandes experiências. Costumo gravar bases junto com o baixo e a bateria e depois chamo os convidados, gravo os solos e dobras de guitarra. Cada um teve um sistema de gravação, edição e mixagem diferente. O primeiro foi gravado em rolo 1”/16 canais e mixado digitalmente. No segundo usamos rolo 2”/24 canais, mixagem em rolo ½” e masterização digital. O Acqua foi 100% digital. Pude aprender muito com essas experiências e hoje aplico o conhecimento como produtor no meu estúdio próprio.

Você lançou também Tritone; Just for Fun (…And Maybe Some Money), um projeto com Eduardo Ardanuy (Dr. Sin) e Sérgio Buss (Steve Vai). Como se deu essa parceria?

Foi super legal. Eu estava no Rio de Janeiro quando o Edu me ligou e convidou para o trabalho. Encontramos em São Paulo com Sergio Buss e gravamos. Minha parte foi feita em praticamente uma semana. O CD foi lançado rapidamente e atingiu o objetivo.

Você morou alguns anos na Espanha. Como foi essa experiência para você tanto pessoalmente como profissionalmente? 

Pessoalmente pude ver e concluir que viver no Brasil, apesar de tudo, é bem melhor. Consegui mostrar meu trabalho na Espanha, Alemanha e Portugal em mais de duzentos eventos (workshops, shows e participações).

Você estará realizando um Workshop em Estrela-RS no próximo dia 30 de Maio. O que o pessoal pode esperar deste evento?

Pretendo tocar um pouco de cada um dos meus CDs e ainda algumas inéditas. Pretendo falar e responder perguntas sobre minha experiência musical em todas as áreas em que atuo (palco, estúdio etc.)

Quais são as suas principais influências?

Todo o tipo de música me agrada desde que tenha algo a dizer ritmicamente, harmoniosamente e melodicamente.

Uma mensagem para os fãs e amigos que curte o seu trabalho e para aqueles que gostariam de conhecer melhor e apostam na música feita no Brasil.

Agradeço a todos os que gostam de música de verdade. Incentivo a todos a seguir fazendo a música que gostam independente do estilo. Façam o melhor que puderem sem depender de modismos. A arte musical é uma das maneiras de abrir a mente para as possibilidades que o universo nos dá. Boa música independe de onde é feita, simplesmente conecta o ouvinte com algo bom. Sinto muito por quem ainda não conseguiu ouvir isso…

Discografia:

Frank Solari (1994)

Círculo Mágico (1998)

Projeto Tritone: Just for Fun (…And Maybe Some Money (1998)

Acqua (2003)

Website: http://www.franksolari.net/