Entrevista com a Banda Eclipse Hunter (Rússia)

Postado em Eclipse Hunter, Entrevista, Progressive Metal em maio 29, 2012 por bacchus30

 

Banda

Eclipse Hunter

Local

Rússia

Gênero

Progressive Metal

Ano de Formação

2004

Uma grata surpresa essa banda Russa, pois o Prog Metal deles é espetacular, inclusive para comprovar é só procurar vídeos de um show deles no youtube. Além disso, foram muito solícitos desde o início, pois não é tão simples concordar em dar uma entrevista para um site do Brasil, sem qualquer conhecimento da lingua Portuguesa. Mas André Osokin, tecladista e lider do Eclipse Hunter, mostrou-se um cara muito legal, falando da cena russa, e ainda mostrando algum conhecimento do nosso Brasil. Completam a banda Alexander Yurov – vocals, Dmitry Trofimov – baixo, Eugene Zhamoydik – bateria e Sergey Isaenko – guitarras (que deixou a banda no mês passado). Amanhã estarei postando aqui o Single Heartbreaker, e poderão entender mais a proposta do Eclipse Hunter. Com a palavra, André Osokin…

Conte-nos um pouco sobre a trajetória do Eclipse Hunter

André Osokin: Eu formei a banda com meu amigo de longa data Tim em 2004. Nós fazíamos Jams juntos, tentando encontrar membros permanentes, escrevendo músicas que nunca chegamos a tocar ao vivo (exceção de Decisions do novo disco, que foi reescrita durante as gravações). Nosso primeiro show foi em Moscou, em 2006, quando a banda finalmente começou a soar verdadeiramente como uma banda (apesar de agora perceber que tecnicamente não era uma maravilha). Após acharmos um novo vocalista em 2007 começamos a gravar nosso primeiro álbum One, que foi lançado em 2009 e apresentou vários convidados. Tivemos uma grande mudança na formação, mas mesmo assim começamos a gravar o segundo álbum que se tornou o Unlimited Edition, lançado no ano passado.

Eu penso que já nos colocamos como uma banda respeitável aqui na Rússia, talvez não como as lendárias bandas Top daqui (como Aria, Epidemia ou Black Obelisk), mas bastante popular. Infelizmente, ainda não fizemos nenhuma turnê fora da Rússia, mas espero quebrar essa “maldição” num futuro próximo.

Sobre o novo disco, Unlimited Edition, lançado ano passado. Como foi a divulgação do mesmo? Quando e onde ele foi gravado?

André Osokin: A recepção do disco foi um misto de sentimentos. Muitos fãs e até mesmo alguns novos ouvintes ficaram desapontados, pois esperavam ouvir uma música inspirada no Power Metal, como no álbum One. Outros gostaram da ideia de desenvolvermos nossa direção musical e responderam de forma calorosa. Eu inclusive ouvi que Changes e Someday fizeram algumas pessoas chorarem (sim, nem mesmo eu acreditei nisso). Enfim, estou feliz com as críticas e respostas que obtivemos, pois foram justas e honestas acima de tudo. Mesmo porque eu já esperasse que o Unlimited Edition tivesse uma maior exposição, visto que foi feito para um público maior que o anterior.

Além do novo disco, vocês lançaram também One (2009), e um Single e EP. Conte-nos um pouco sobre cada um deles. 

André Osokin: Nosso debut foi a primeira tentativa de trazer para as pessoas uma música vinda do coração. Pode-se notar certas influências de Power e o clássico Heavy Metal (que foram escritas nos primeiros anos de existência da banda), conjuntamente com o Prog e Symphonic Metal. Obviamente você tem que ouvir ele, pois se trata tão somente da minha opinião.

Heartbreaker é um Single digital, lançado em promoção ao novo disco, contendo uma versão reduzida da faixa-título, a música Lullaby e um mix instrumental de nossa música mais popular do primeiro disco, chamada Fading.

E o EP Lost Symphony? Bem, ele contém versões mais cruas de Freedom e Lost Symphony, gravadas com nosso vocalista anterior em 2007, além de uma versão instrumental de Eternally.    

Todas as músicas e letras são escritas por você, e o som tem uma grande participação dos teclados.  Este foi o propósito desde o inicio do Eclipse Hunter? 

André Osokin: Bem, o fato de eu escrever a maioria das músicas provavelmente é por que tenho muito tempo para isso (risos). Na verdade, muitas faixas do Unlimited Edition foram escritas antes do One, mas quando fomos gravar, surgiram ideias dos outros membros, e estou realmente feliz por isso. Acredito que eles irão mostrar suas habilidades de composição no próximo disco de uma maneira mais ampla. E sim, de fato, os teclados têm um grande papel em nossa música, mesmo por que é meu principal instrumento. E muitos gostam desse “monte de teclados” em nossas músicas.

Em seus shows, quais são as músicas que o público sempre pede que toquem?

André Osokin: Algumas músicas mais antigas, I’ll Never Forget e Fading, e outras mais recentes, como Heartbreaker e Changes. Mas, você sabe, cada um tem sua música favorita, então tentamos tocar tudo quanto é possível, deixando as “menos favoritas” de fora do nosso set.

Como está a cena musical na Rússia, tanto para o Rock quanto para o Metal?

André Osokin: Horrível. Refiro-me à música Pop local, visto que a União Soviética destruiu o amor pelo Rock estrangeiro (que foi banido oficialmente antes do fim dos anos 80). Mesmo após a queda da União Soviética, a maioria do povo continuou a consumir aquela porcaria (acredite, é ainda pior que o Pop normal), restando poucos que continuam a curtir a música de qualidade. Creio que por isso o desenvolvimento de nossos músicos ainda é muito lento. As bandas estão tentando tocar coisas que são similares á outras bandas que tentam soar como outras e assim continuadamente. Minha opinião é que você deve fazer algo diferente se quiser crescer, e existem poucas bandas aqui que são realmente boas no que fazem.

O que vocês conhecem do Rock e Metal no Brasil? 

André Osokin: Eu sei que os fãs brasileiros são os mais loucos do mundo! E realmente quero experimentar esta atmosfera amigável e calorosa que seu povo transmite durante os shows. Minha banda favorita daí é o Angra, e realmente curto a mistura de Power e Progressive Metal e gêneros latinos que incorporam em seus sons.

Em poucas palavras, o que você acha destas bandas:

 

Pink Floyd: Uma das minhas favoritas no estilo Prog/Psychodelic Rock. Foi uma banda única e realmente decente. Alias, tocamos Great Gig In The Sky no último show e foi um sentimento maravilhoso tocá-la ao vivo.

Anathema: Eu realmente amo essa banda e também tocamos Fragile Dreams em alguns shows. Sua música é uma mistura de beleza e luminosidade, sinceridade e bondade.

Deep Purple: Outra das minhas bandas favoritas de Hard, apesar de não ser um super fã. Mas quando escuto a frase “Classic Rock”, isso significa Deep Purple para mim.

Arkona: Eu ouvi que esta banda tornou-se muito popular nos Eua e Europa, porém eu nunca gostei de Folk Metal com “rosnados” femininos.

Dream Theater: Tem sido uma das minhas 5 bandas favoritas a muitos anos já. Preciso dizer que eles são uma fonte de inspiração em todos os sentidos. Tocamos Wait for Sleep em nosso primeiro show e mais algumas vezes após.

Quais as maiores influências do Eclipse Hunter?

André Osokin: No inicio, Dream Theater, Sonata Arctica, Royal Hunt, Edguy, Nightwish, Artension e Genesis, que me influenciaram na composição do material mais antigo. O novo material tem uma vibração de grupos como Deep Purple, Pain of Salvation, e um pouco de Porcupine Tree e Opeth.

Para finalizar, deixe uma mensagem para todos os Brasileiros que conhecem ou querem conhecer mais do som do Eclipse Hunter.

André Osokin: Um viva para todos os brasileiros apaixonados pela música! Eu espero que um dia tornemo-nos populares em seu país, e, com sua ajuda, sejamos convidados a tocar para todos vocês. Cuidem-se, sejam felizes e aproveitem a companhia um dos outros.

Seus amigos russos, Eclipse Hunter!

Discografia:

Lost Symphony – EP (2007)

One – Full Lenght (2009)

Heartbreaker – Single (2010)

Unlimited Edition – Full Lenght (2011)

Website: http://www.eclipsehunter.net/

Entrevista com Frank Solari (Rio Grande do Sul)

Postado em Bandas Brasileiras, Entrevista, Frank Solari com as tags , , em maio 27, 2012 por bacchus30

Continuando no universo da informação, coloco hoje a entrevista com Frank Solari, guitarrista do mais alto gabarito, com mais de 20 anos de carreira e gravações ao lado de grandes nomes da música nacional.   Instrumentista, compositor, intérprete, produtor e arranjador, Frank fala um pouco sobre a sua vitoriosa trajetória no sempre duro mundo musical brasileiro.

Inicialmente fale um pouco sobre a sua trajetória na música 

Depois de estudar piano por alguns anos comecei a compreender o quanto é abrangente a arte de fazer música. O conhecimento teórico musical é o mesmo para a guitarra e todos os outros instrumentos. Cada instrumento tem sua sonoridade e técnicas específicas, mas sua função é servir a algo maior: a música. A prática no piano me deu facilidade e precisão na execução de técnicas modernas de guitarra. Foi na época do primeiro Rock in Rio, em 1985, que comecei na guitarra. Mas antes disso eu já tinha interesse nos riffs de guitarra, principalmente do Van Halen, Iron Maiden, Scorpions, Led Zeppelin e AC/DC. Hoje com mais de vinte anos de carreira sou instrumentista, compositor, intérprete, produtor e arranjador. Tenho três discos: Frank Solari; Um Círculo Mágico e Acqua, dois vídeo-aulas, um trabalho em parceria com Eduardo Ardanuy e Ségio Buss no “Tritone” e já participei de inúmeras gravações e projetos como convidado especial. Nos últimos anos tenho feito shows e workshops pelo Brasil e Europa.

Você tem três discos lançados, Frank Solari (1994), Círculo Mágico (1998), e Acqua (2003). Conte um pouco sobre como foi a gravação de cada um deles.

Foram três grandes experiências. Costumo gravar bases junto com o baixo e a bateria e depois chamo os convidados, gravo os solos e dobras de guitarra. Cada um teve um sistema de gravação, edição e mixagem diferente. O primeiro foi gravado em rolo 1”/16 canais e mixado digitalmente. No segundo usamos rolo 2”/24 canais, mixagem em rolo ½” e masterização digital. O Acqua foi 100% digital. Pude aprender muito com essas experiências e hoje aplico o conhecimento como produtor no meu estúdio próprio.

Você lançou também Tritone; Just for Fun (…And Maybe Some Money), um projeto com Eduardo Ardanuy (Dr. Sin) e Sérgio Buss (Steve Vai). Como se deu essa parceria?

Foi super legal. Eu estava no Rio de Janeiro quando o Edu me ligou e convidou para o trabalho. Encontramos em São Paulo com Sergio Buss e gravamos. Minha parte foi feita em praticamente uma semana. O CD foi lançado rapidamente e atingiu o objetivo.

Você morou alguns anos na Espanha. Como foi essa experiência para você tanto pessoalmente como profissionalmente? 

Pessoalmente pude ver e concluir que viver no Brasil, apesar de tudo, é bem melhor. Consegui mostrar meu trabalho na Espanha, Alemanha e Portugal em mais de duzentos eventos (workshops, shows e participações).

Você estará realizando um Workshop em Estrela-RS no próximo dia 30 de Maio. O que o pessoal pode esperar deste evento?

Pretendo tocar um pouco de cada um dos meus CDs e ainda algumas inéditas. Pretendo falar e responder perguntas sobre minha experiência musical em todas as áreas em que atuo (palco, estúdio etc.)

Quais são as suas principais influências?

Todo o tipo de música me agrada desde que tenha algo a dizer ritmicamente, harmoniosamente e melodicamente.

Uma mensagem para os fãs e amigos que curte o seu trabalho e para aqueles que gostariam de conhecer melhor e apostam na música feita no Brasil.

Agradeço a todos os que gostam de música de verdade. Incentivo a todos a seguir fazendo a música que gostam independente do estilo. Façam o melhor que puderem sem depender de modismos. A arte musical é uma das maneiras de abrir a mente para as possibilidades que o universo nos dá. Boa música independe de onde é feita, simplesmente conecta o ouvinte com algo bom. Sinto muito por quem ainda não conseguiu ouvir isso…

Discografia:

Frank Solari (1994)

Círculo Mágico (1998)

Projeto Tritone: Just for Fun (…And Maybe Some Money (1998)

Acqua (2003)

Website: http://www.franksolari.net/

Aamonhammer – Funeral (Demo) – 1987

Postado em Aamonhammer, Bandas Brasileiras, black Metal em maio 25, 2012 por bacchus30

 

 

 

 

 

 

Um rápido post de sexta-feira, uma Demo de uma banda praticamente desconhecida, que encontrei nas “andanças”  sem rumo pela net. Formada em 1984 em Minas Gerais, o Aamonhammer teve além dessa Demo, apenas um Split lançado, em conjunto com as bandas Witchhammer, Mayhem e Megathrash. A gravação é bem fraquinha, o que faz com que o som não empolgue muito, mas vale a pena conhecer um pouco do Metal beeem Underground dos anos 80 no nosso país.

Nota:6,0

Obs: Estou usando agora o Jumbofiles, vamos ver como vai ficar a partir de agora, já que cada dia traz uma novidade. Se gostarem do disco, comprem o original, dessa forma ajudando a banda, e não se esqueçam de fazer um comentário, não custa nada, vlw

Tracklist:

1. Intro 00:39   instrumental
   
2. Phuneral 03:27  
   
3. B.O.D.E. 03:20

Download:

Easyshare:http://www.crocko.com/5F0D4F6FF0054F579CEB2D11C0885CAC/Aamonhammer_-_Funeral_(1987).rar

Jumbofiles:http://jumbofiles.com/7mx78jfieh5e/Aamonhammer – Funeral (1987).rar.html

Notícias Panndora

Postado em Bandas Brasileiras, Panndora em maio 25, 2012 por bacchus30

A banda Panndora está terminando a gravação de seu novo EP, previsto para Julho, vamos esperar que vem coisa boa por ai.

Também anunciam a agenda de shows confirmados, quem for das proximidades não pode deixar de prestigiar:

20/07/12- Brasília-DF
26/08/12- Presidente Prudente-SP
08/09/12- Tres Pontas-MG
06/10/12- Hortolândia-SP

Entrevista com a Banda Olam Ein Sof (São Paulo)

Postado em Bandas Brasileiras, Entrevista, Olam Ein Sof em maio 23, 2012 por bacchus30

 

Banda

Olam Ein Sof

Local

São Paulo

Gênero

Folk

Ano de Formação

2001

“Mundo dos Infinitos”.

Esse é o significado para Olam Ein Sof, e quer dizer muito sobre a música deles. Passeando por vários estilos em um belo formato acústico, o Olam Ein Sof é capaz de agradar desde os mais ferrenhos headbangers quanto os apreciadores da música erudita. É mais uma das belezas que nosso país ainda não descobriu por completo, mas que, independentemente disso, mantem sua batalha para produzir composições cada vez mais belas, tanto para nosso coração quanto para a alma. Formada pelo casal Fernanda Ferretti (violão e vocais), e Marcelo Miranda (violão, mandolin), com quem tive o prazer de conversar. Podem escutar os discos deles só clicando neste link olameinsof.bandcamp.com . Embarquem nessa jornada pelo mundo dos infinitos.

Obs: Acessem http://www.youtube.com/watch?v=mI-71Ecv5Cg , vídeo para uma nova música que gravaram recentemente.

Inicialmente falem um pouco sobre os mais de 10 anos de trajetória da Olam Ein Sof

Marcelo: Cada ano que passa o envolvimento com o grupo aumenta. Nos focamos muito em todos os projetos que temos com o Olam Ein Sof, tudo de uma forma tão natural que é parte total de nossa vida.  A criação de um álbum, escolha de repertório para shows, pesquisas, vivenciamos tudo de forma intensa e estamos muito contentes com o resultado e evolução que tivemos nesses anos, principalmente a conexão que está cada vez maior, não somente musical, mas também espiritual e nossa busca por transcender sempre. Também fizemos nesses anos inúmeros shows, cada um com sua história especial, participamos de eventos diversos,  tocamos em vários tipos de lugares, tivemos formações diferentes e  interagimos com outras áreas artísticas.

Vocês possuem três discos lançados, além de duas Demos. Fale um pouco sobre cada um deles e se ficaram completamente satisfeitos com o resultado final.

Marcelo: Em 2002 lançamos a primeira demo Olam Ein Sof com 4 músicas para mostrar nosso trabalho. Depois em 2004 lançamos o debut Cd o Immram, com a maioria das músicas instrumentais, focadas no trabalho dos violões, tivemos participação de violino, flauta doce, teclado e em algumas músicas vocalizes e narrações. Nosso Cd de 2005 o Celtic Mythology, foi uma parceria com uma cantora, então as músicas já foram mais canções e além dos violões tivemos também flauta doce e percussão, esse cd como o próprio nome diz foi baseado na mitologia celta, cada música é sobre uma deidade. Em 2006 lançamos o Cd demo Dark Moon, para divulgar algumas novas músicas da época e junto incluímos a primeira demo. Em 2010 quando ainda tínhamos o baixista na banda lançamos o Ethereal Dimensions, nesse Cd foi pensado além dos violões nas linhas de baixo e introduzi o mandolin em algumas músicas. Nesse trabalho já exploramos outros temas, de maior conexão com o Universo. O que é comum em todos trabalhos do Olam Ein Sof é que as músicas todas surgem primeiro e quando estão prontas pensamos na temática. Sempre ficamos satisfeitos com o resultado final dos nossos trabalhos, pois se pensarmos que podia ser melhor nunca terminaríamos.

Para quem não sabe, vocês são casados. Como é essa convivência, ajuda na hora de compor e viajar para os shows?

Marcelo: É uma convivência muito boa e igual a de todo casal que se dá bem e está conectado. E poder ainda estar junto no que mais gostamos de fazer se torna quase perfeito. Na hora de compor na verdade não muda muito pois eu componho toda as músicas e faço os arranjos, lógico sempre vou mostrando e a Fernanda vai vendo o processo, as vezes da alguma sugestão. Já a parte lírica quando tem, de uns anos pra cá ela começou a escrever. Com certeza na hora de viajar tudo é tranquilo também como uma viagem que faríamos mesmo sem ter show.

Vocês fazem uma música de difícil rotulação, como um duo de violão, voz e algumas inserções de teclado. O lado predominante é o Folk, e quando se fala em um casal neste gênero, o primeiro nome que vem à mente é o Blackmore’s Night. Apesar do som do Olam Ein Sof ser essencialmente acústico, acredita em existir alguma semelhança com a banda citada?

Marcelo: O principal instrumento que usamos realmente sempre foi o violão, depois os vocais, teclados só tem em duas músicas do primeiro Cd e fazendo linha melódica. Há um tempo venho explorando e inserindo outros instrumentos e eventualmente temos músicos nos acompanhando com cello, clarinete, violino, percussão…. Concordo contigo a rotulação é difícil, e também não procuramos um rótulo, mas o folk acaba sendo o predominante. No começo muitos perguntavam se tínhamos influencias de Blackmore´s Night, Richie Blackmore é um excelente músico e grande influencia para todos, mas o trabalho da banda, gosto de poucas coisas e não acompanho. Em um primeiro momento pelas influencias da música antiga pode ter uma semelhança, mas eu não sinto, acho bem diferente o som das bandas, mesmo o nosso sendo essencialmente acústico.

Qual o público predominante em suas apresentações?

Marcelo: Como tocamos em eventos diferenciados temos diversos tipos de público. Já tocamos para público metal, de bruxas, em teatros com todo tipo de gente, concertos didáticos em escola, festas místicas e diversos eventos temáticos, parques e praças públicas, casamentos celtas, saraus, espaços veganos, enfim em cada um tinha um tipo de público e sempre tivemos boa aceitação com todos.

Vocês tiveram uma experiência internacional nem tão comum. Fizeram 7 shows na Colômbia, um país nem sempre tão lembrado no cenário musical. Como surgiu essa oportunidade? Como foram os shows por lá?

Marcelo: Como você citou não é um país muito lembrado, porém lá tivemos um dos melhores shows de nossa carreira, e oportunidades que dificilmente conseguimos por aqui até hoje como entrevista em programas de TV. Em 2008 conhecemos uma banda colombiana o La Montana Gris, eles vieram fazer a 3º Tour pelo Brasil e fizemos os shows deles em SP, hospedando-os na nossa casa. Viramos grandes irmãos principalmente do Pablo Villegas o líder da banda. Então depois em 2010 ele fez a nossa pequena tour por lá na região da Antioquia. Os shows foram todos muito bons, tocamos em 4 cidades diferentes, 3 shows em Medellin um no Confama um tipo de SESC de lá, em um teatro grande, com ótima estrutura e dois no Teatro Matacandelas um lugar fantástico, é mantido por um grupo de atores de teatro. Em Rionegro tocamos em um praça no dia do aniversário do país foi o Primeiro Festival de Musicas ancestrales, com o Olam Ein Sof, La Montana Gris e Nybram (outra excelente banda de lá). Em Carmen de Viboral tocamos no fechamento do festival de Teatro, também em uma praça pública, e acho que toda cidade estava lá, uma cidade pequena, mas muito bonita no meio das montanhas. Em La Ceja tocamos na escola municipal de música junto com uma outra grande banda Concilio de Trento, foi um show totalmente acústico e somente com luz de velas. E o último show foi em Girardota em Pub. Fomos muito respeitados e tivemos boa estrutura em todos. Além de que conhecemos excelentes músicos que compartilharam um pouco da música deles conosco. Com certeza em um ou dois anos voltaremos para lá.

Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Marcelo: Desde que montei a primeira banda há mais de 20 anos muita coisa mudou. Com certeza hoje as oportunidades para divulgação são maiores, pois a internet agilizou muito com youtube e todas redes sociais. Já quanto a espaço para realização de shows não sinto que aumentou muito, até tem, mas não para todos. Sentimos que existem muitos nichos hoje, e que as oportunidades ficam fechadas naquele circulo e se você é de fora não tem muita chance. E para uma cidade como São Paulo, acho que todos apostam nas mesmas coisas, mesmos tipos de bandas, muita oportunidade para banda cover e pouco espaço para som próprio. Isso não mudou muito nessas décadas.  Não tenho nada contra banda cover, mas também nada a favor.

Quais são as suas principais influências?

Marcelo: Tudo que venho vivendo nesses anos e tendo de experiência me influenciam de alguma forma. Na música não tenho uma banda como principal influencia pois ouço muita coisa que me agrada e em diferentes estilos e gêneros músicas. Para o inicio do Olam Ein Sof foi o metal, a música erudita antiga e contemporânea e meu grande mestre na música o músico Beto Vasconcelos. Nos dias de hoje além desses ouço muita música étnica, bandas folk e neofolk, alguns progressivos, música celta, entre outros.

Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da Olam Ein Sof e para aqueles que gostariam de conhecer melhor e apostam na música feita no Brasil.

Marcelo: Primeiramente agradeço a você pelo espaço e pelo apoio ao Olam Ein Sof e nossa cena musical. Aqueles que já curtem o Olam Ein Sof, aproveito para comunicar que o novo álbum já está sendo produzido, e uma nova música já está no youtube no nosso canal, se chama Glaskar. Aos que querem conhecer melhor visite nosso site www.olameinsof.com, e lá estão os links para youtube, facebook, twitter, myspace, reverbnation… e convidamos todos para viajar através do nosso mundo dos infinitos.

Discografia:

Olam Ein Sof – Demo – 2002

Immram – Álbum – 2004

Celtic Mythology – Álbum – 2005

Dark Moon – Demo – 2006

Ethereal Dimensions – Álbum – 2010

Contato: http://www.olameinsof.com/

Entrevista com a Banda Evelyn (Polônia)

Postado em Entrevista, Evelyn em maio 22, 2012 por bacchus30

Banda

Evelyn

Local

Polônia

Gênero

Atmospheric Black/Gothic Metal, Industrial

Ano de Formação

2002

De certa forma, até mesmo para mim foi uma surpresa poder entrevistar esta banda, ainda mais sendo originária da Polônia. Mas como começamos a conversar no Myspace, decidi que seria bacana entrevistá-los, até mesmo por que o som deles é muito bom, diferente da maioria. Ainda pouco conhecidos no Brasil, é dificil rotulá-los, então o negócio é tentar conhecer a música do Evelyn. Podem escutá-los no Myspace, e tenho convicção de que não se arrependerão, principalmente quem gosta de um som mais Atmosférico, com grandes doses de Gótico, Industrial e até um pouco de Black Metal (mais notadamente no vocal de algumas faixas). Formada por Alexa (vocal), Asteria (teclados) e Chorus (guitarra), com quem fiz a entrevista. Conheçam um pouco mais sobre o mundo de Evelyn. 

Fale um pouco sobre a banda e os seus 10 anos de existência

Chorus: Nos chamamos Evelyn, somos da Polônia, e estamos na ativa desde 2002. A banda foi formada por mim, Chorus (guitarra), e Asteria (teclados), motivados pela criação da música que gostamos e nos expressarmos através dela. Nossa música é uma mistura de Metal e Eletrônico. Nos definimos como Atmospheric Metal com algumas partes mais Industrial.

Vocês lançaram seu novo álbum, The Key to Understanding Suicides (2012). Como está a divulgação? Quando e onde ele foi gravado?

Chorus: Nosso novo álbum foi gravado entre 2010-2012. Gravamos cada música separadamente, nos focando inteiramente em cada uma, colocando assim todo nosso coração e envolvimento nelas. Queríamos que cada música tivesse uma sonoridade distinta, e fossem bem produzidas. O álbum foi gravado no Metal Sound Studio in Świebodzin (pequena cidade polonesa de 20 mil habitantes). Foi lançado e está sendo vendido por nós. Entretanto, ainda estamos batalhando por uma gravadora oficial, vamos ver o que acontece.

Além do novo disco, vocês tem outros dois, Awareness of Death (2008), Assertivity (2006), além de alguns Singles e Demos. Conte-nos um pouco sobre cada um deles.

Chorus: Nossa primeira gravação foi Instrumental Demo (2003), três faixas instrumentais que podem ser definidas como Gothic Rock/Metal. A próxima Demo, intitulada Schizophrenic Key (2004), incluem quatro faixas, dessa vez com vocal. Nessa gravação o som está mais pesado, podendo ser definido como um Gothic Metal com vocais Black Metal. Ai gravamos nosso primeiro full lenght, Assertivity (2006), com uma qualidade e complexidade bem maior que nas Demos. Em 2008 surgiu Awareness of Death, com uma nova vocalista, Alexa. Nesse disco se pode ouvir partes mais eletrônicas e industriais. Considero ainda mais complexo que o anterior. Foi produzido e lançado por nós mesmos como usualmente. E no último, The Key to Understanding Suicides (como mencionado anteriormente), gravamos cada música separadamente, os Singles “Catatonic Euphoria”, “Suicidal Melancholy” aparecem neste disco. Posso afirmar que nossa música continua evoluindo, e estamos felizes com o resultado.

O som do Evelyn é diferente. Os teclados surgem tocando melodias suaves quando de repente surgem grandes riff’s de guitarra e um vocal desperado. A mistura de Atmospheric com Black e Gothic Metal e as músicas extremamente longas são a essência do Evelyn. Desde o ínicio a banda procura este som? 

Chorus: Nós sempre quisemos agrupar os sons melancólicos com os agressivos, fazendo dessa forma uma música criativa. Apenas não podemos ajudar na parte das músicas serem longas (rs). Hoje em dia não creio ser capaz de fazer músicas curtas. Queremos evoluir sempre e, conseqüentemente, tocar músicas mais complexas.

Vocês utilizam bateria eletrônica (que soa muito boa, por sinal). Vocês não pensam em ter um baterista de verdade no futuro?

Chorus: A bateria eletrônica é nossa marca registrada, é parte de nosso som. Não iremos ter um baterista de verdade, até mesmo porque nenhum conseguiria reproduzir o som atingido pela bateria eletrônica. Atualmente é o que procuramos – uma agressiva percussão industrial.

Como está a cena na Polônia para o Rock e o Metal?

Chorus: A cena na Polônia é  altamente dominada pelo clássico Black/Death Metal, mas está começando a mudar. Recentemente tem aparecido com força o Metal Core, além de gêneros similares. Temos realmente poucas bandas tocando Atmospheric Metal ou Gothic na Polônia. Essa cena é realmente pequena. Muitas bandas de Rock e Metal em nosso país existem sem o apoio das gravadoras. Em geral, as condições de vida na Polônia são difíceis, talvez esse seja um dos motivos.

O que vocês conhecem do Rock e Metal no Brasil?

Chorus: A banda mais popular na Polônia é o Sepultura. Para ser honesto, não conheço tão bem a cena brasileira.

 

Quais as maiores influências para o Evelyn? 

Chorus: Na música do Evelyn as maiores influências são o Gothic Metal/Rock, Melodic Metal, Death Metal, Black Metal. Posso mencionar bandas como: Sentenced, Theatre of Tragedy, Fields Of The Nephilim. Nossa música mais recente é muito influenciada pela música eletrônica – Dark Electro, Industrial, Ambient.

 

Finalmente, deixe uma mensagem para todos os Brasileiros que conhecem ou querem conhecer mais do som da banda Evelyn.

Chorus: Vocês podem visitar nossos perfis na web, podemos ser encontrados no Myspace, Youtube e Facebook. Nossa música vem direta do coração, e isso não mudará. Saudação a todos os fãs de Rock e Metal do Brasil.

Discografia:

Instrumental Demo – Demo – 2003

Schizophrenic Key – Demo – 2004

Assertivity - Full Lenght – 2006

Awareness of Death – Full Lenght – 2008

Suicidal Melancholy - Single – 2010

Catathonic Euphoria - Single – 2011

The Key to Understanding Suicides – Full Lenght – 2012

Contatos: http://www.myspace.com/evelynmetalpl 
http://www.youtube.com/Evelynpoland
http://www.facebook.com/pages/Evelyn/50814615341

Ac/Dc – The Razors Edge – 1990

Postado em AC/DC, Rock n' Roll em maio 21, 2012 por bacchus30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de comentar o disco em si, aos poucos estou substituindo os discos que estão com os links quebrados, postando eles no Jumbofiles, com todos os problemas enfrentados com o Mediafire, 4shared e Rapidshare. Parece ser um bom host, sem contar que não é necessário esperar aquele tempo tradicional para fazer o download. Vai levar um bom tempo para reupar tudo, mas conto com a compreensão de todos. Se existir algum disco em especial que gostariam que reupasse com maior urgencia, podem pedir…

Bom, este é um disco que dispensa maiores comentários, sendo um dos mais bem sucedidos da banda Australiana, principalmente pq os discos anteriores não foram sucessos absolutos de critica. Com The Razors Edge, a banda voltou ao topo, principalmente por músicas que tornaram-se clássicas como Thunderstruck, Moneytalks e Are You Ready, além das também muito legais Fire Your Guns, The Razors Edge e Shot of Love.

Nota:9,0

Obs: Estou usando agora o Jumbofiles, vamos ver como vai ficar a partir de agora, já que cada dia traz uma novidade. Se gostarem do disco, comprem o original, dessa forma ajudando a banda, e não se esqueçam de fazer um comentário, não custa nada, vlw

Tracklist:

  1. “Thunderstruck” – 4:52
  2. “Fire Your Guns” – 2:53
  3. “Moneytalks” – 3:45
  4. “The Razor’s Edge” – 4:22
  5. “Mistress For Christmas” – 3:59
  6. “Rock Your Heart Out” – 4:06
  7. “Are You Ready” – 4:10
  8. “Got You by the Balls” – 4:30
  9. “Shot Of Love” – 3:56
  10. “Lets Make It” – 3:32
  11. “Goodbye & Good Riddance to Bad Luck” – 3:13
  12. “If You Dare” – 3:18

Download:

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